Desde a colheita de perdas fiscais até à procura de proteção: interpretação das razões do aumento do Bitcoin no início de 2026

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Entrando em 2026, o Bitcoin e as principais criptomoedas registaram um início forte, com o sentimento do mercado claramente a melhorar. O preço do Bitcoin chegou a aproximar-se de 93.700 dólares, tendo subido mais de 7% desde o início de janeiro, o que indica uma reentrada de fundos. O desempenho do Ethereum no mesmo período também foi notável, com o preço a atingir cerca de 3.224 dólares, com um aumento de quase 9% desde o início do ano. Entre as principais altcoins, a XRP destacou-se, com uma subida de quase 13% num único dia e um aumento de quase 29% ao longo de uma semana. Solana e Dogecoin também registaram ganhos de dois dígitos, reforçando ainda mais a narrativa de uma “recuperação geral do mercado de criptomoedas”.

Na análise, a primeira razão importante para esta subida é a diminuição da pressão de “venda por isenção fiscal”. No final de dezembro de 2025, especialmente no mercado dos EUA, alguns investidores venderam criptomoedas com prejuízo para compensar impostos sobre ganhos de capital, o que pressionou o Bitcoin e as principais tokens no final do ano. Com a chegada do novo ano, este efeito de colheita de perdas fiscais começou a diminuir, levando a uma recuperação técnica natural dos preços. Várias instituições apontaram que a reconfiguração de ativos no início do ano costuma beneficiar ativos altamente voláteis.

Em segundo lugar, a procura por ativos de refúgio devido a riscos macroeconómicos também impulsionou o preço do Bitcoin. A ação militar dos EUA contra a Venezuela provocou uma reavaliação da incerteza geopolítica. Nesse contexto, o Bitcoin, juntamente com o ouro e outros ativos tradicionais de refúgio, passou a receber mais atenção. Alguns fundos começaram a mover-se de ativos de risco elevado ou que já tiveram grandes aumentos para o Bitcoin, considerado um “ativo digital de reserva”. Esta tendência foi particularmente evidente nas negociações institucionais, reforçando a narrativa do Bitcoin como uma ferramenta de proteção macroeconómica.

O terceiro fator de suporte vem da melhoria geral no sentimento de risco dos ativos. As ações nos EUA fortaleceram-se impulsionadas por setores de tecnologia e inteligência artificial, e dados históricos mostram uma forte correlação entre o Bitcoin e as ações tecnológicas. As discussões sobre a desaceleração da inflação e as expectativas de cortes de juros futuros também aumentaram a preferência por ativos de alta resiliência. Além disso, rumores de mercado sobre o fornecimento de energia na Venezuela e uma potencial “reserva de Bitcoin sombra”, embora ainda não confirmados, ampliaram temporariamente o sentimento de alta.

De uma forma geral, o desempenho forte do Bitcoin e das principais tokens no início de 2026 não foi impulsionado por um único fator positivo, mas sim pela combinação do esgotamento de fatores fiscais, aumento da procura por refúgio e a recuperação do apetite ao risco global. A curto prazo, a volatilidade pode ainda aumentar, mas, estruturalmente, o mercado de criptomoedas está entrando numa nova fase de redistribuição de fundos.

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