Bitcoin continua a fraquejar na segunda-feira, caindo abaixo de 63.000 dólares durante o dia, quase cortando pela metade a máxima histórica de cerca de 126.000 dólares em outubro de 2025. Todo o mercado de criptomoedas de fevereiro esteve mergulhado em extremo pânico, com o índice de medo e ganância a atingir um mínimo de 5. Pressões múltiplas de liquidação de alavancagem, saída de fundos de ETFs e vendas de mineiros pressionaram o mercado, com analistas a alertar que no curto prazo o preço pode ainda cair para 60.000 dólares ou até mais baixo.
(Antecedentes: Bitcoin a cair para 65.000, Ethereum abaixo de 1.900 dólares, todo o mercado de fevereiro em extremo pânico)
(Complemento: Bitcoin caiu 23% nos primeiros 50 dias de negociação este ano, começando o ano com o pior início da história)
Índice de conteúdo
Alternar
- Pressões múltiplas: alavancagem, ETFs, mineiros
- Pânico de fevereiro recorde, pior início em 2026
- Analistas: possibilidade de queda para 60.000 dólares ou menos
Hoje (24) durante o horário asiático, o Bitcoin continuou a tendência negativa da semana passada, caindo abaixo de 63.000 dólares, atingindo um novo mínimo desde o colapso de 5 de fevereiro. Até o momento da publicação, o preço do BTC estava em torno de 62.800 dólares, com uma queda de cerca de 4% nas últimas 24 horas.

Pressões múltiplas: alavancagem, ETFs, mineiros
Matthew Sigel, chefe de pesquisa de ativos digitais da VanEck, apontou que esta onda de vendas não foi desencadeada por um único evento, mas por múltiplos fatores a ocorrerem simultaneamente:
- Ondas de liquidação de alavancagem: o mercado de futuros e contratos perpétuos tinha um volume de posições em aberto elevado, levando a liquidações em massa de posições longas à medida que o preço caía. Na última semana, o mercado de criptomoedas acumulou liquidações entre 30 e 40 bilhões de dólares, sendo que o Bitcoin representou cerca de 20 a 25 bilhões de dólares.
- Reversão de fundos de ETFs: os ETFs de Bitcoin nos EUA, que compraram em massa no ano passado, passaram a vender mais do que compraram neste início de ano, indicando uma mudança substancial na demanda institucional.
- Vendas forçadas por mineiros: empresas de mineração que estavam focadas em transição para IA, afetadas por uma forte queda no setor de IA, tiveram que vender BTC para cobrir custos de capital e operações, aumentando a pressão de venda no mercado spot em momentos de vulnerabilidade.
Pânico de fevereiro recorde, pior início em 2026
Segundo relatos anteriores, o Bitcoin caiu 23% nos primeiros 50 dias de negociação em 2026, marcando o pior começo de ano já registrado. O índice de medo e ganância permaneceu quase sempre na zona de “extremo pânico” durante todo fevereiro, atingindo um mínimo de 5, evocando uma sensação de mercado semelhante à do mercado bear de 2022.
Dados on-chain também mostram uma contínua perda de fundos. No dia mais severo de vendas, os detentores de curto prazo sofreram perdas realizadas de aproximadamente 1,14 bilhão de dólares, enquanto os de longo prazo suportaram cerca de 225 milhões de dólares em perdas, com perdas líquidas realizadas diárias chegando a 1,5 bilhão de dólares.
Analistas: possibilidade de queda para 60.000 dólares ou menos
A CryptoQuant analisou anteriormente que o Bitcoin entrou em um mercado baixista técnico há mais de dois meses, após romper a média móvel de 365 dias, e continua a enfraquecer. Espera-se que o preço caia entre 56.000 e 60.000 dólares para que uma recuperação significativa possa ocorrer. O estrategista da Bloomberg, Mike McGlone, foi mais pessimista, prevendo que o Bitcoin possa cair até 50.000 dólares em 2026, e em cenários extremos, até 10.000 dólares.
Por outro lado, há opiniões de alta que argumentam que, considerando ciclos históricos e alocações institucionais de longo prazo, o pânico extremo atual pode estar preparando uma reversão. Investidores devem acompanhar de perto as políticas do Federal Reserve e as mudanças no fluxo de fundos de ETFs, como indicadores-chave para determinar o fundo do mercado.
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