Tribunal do Texas rejeita caso de responsabilidade de software de criptografia: supervisão de desenvolvedores não custodiais ainda apresenta incertezas

Gate News Notícias, março de 2026, o Tribunal Federal do Texas, EUA, rejeitou uma ação judicial importante movida pelo desenvolvedor Michael Lewellen, que visava confirmar que seu software de criptografia não está sujeito à lei de remessas dos Estados Unidos. Isso destaca novamente que os limites legais das ferramentas de criptografia não custodiais ainda não estão claramente definidos sob o quadro regulatório.

O caso envolve a ferramenta Pharos, desenvolvida por Lewellen, que é usada para apoiar doações de arrecadação de fundos beneficentes. O juiz chefe da região, Reed O’Connor, afirmou na sentença que o autor não conseguiu provar que enfrentava um risco iminente de processo, portanto, não havia base real para a ação. O tribunal também declarou que a rejeição não é uma decisão final, e Lewellen pode reapresentar o caso após fornecer evidências adicionais.

Durante o julgamento, o tribunal citou um memorando do Departamento de Justiça dos EUA, que mencionava que os promotores federais geralmente não tomam ações contra provedores de serviços de moeda virtual, incluindo plataformas de troca, ferramentas de mistura de moedas e desenvolvedores de carteiras não custodiais, mesmo que suas ações possam tocar os limites regulatórios. No entanto, Lewellen argumenta que esses documentos sem força legal vinculativa não podem substituir uma legislação clara, dificultando a garantia de proteção a longo prazo para os desenvolvedores.

Lewellen também citou casos como Tornado Cash e Samourai Wallet, apontando que os desenvolvedores envolvidos enfrentaram acusações criminais por questões semelhantes, demonstrando que os riscos do setor são reais. O juiz O’Connor enfatizou que esses casos tratam de lavagem de dinheiro, enquanto o presente caso foca na natureza comercial da operação, havendo diferenças na base legal.

A organização de políticas de criptomoedas Coin Center, que apoia a ação, afirmou que o ambiente regulatório atual ainda apresenta grande incerteza para os desenvolvedores de software. Seu diretor executivo, Peter Van Valkenburgh, pediu ao Congresso dos EUA que avance com a Lei de Claridade Regulamentar de Blockchain de 2026, proposta por Cynthia Lummis, para esclarecer que desenvolvedores não custodiais que não controlam ativos de usuários não devem ser considerados provedores de serviços de remessa.

Embora o caso não tenha estabelecido um precedente direto para o setor, envia um sinal importante: nos EUA, os limites entre o desenvolvimento de software de criptografia e a regulamentação financeira ainda estão em evolução, e o progresso legislativo será uma variável-chave que influenciará o desenvolvimento do setor.

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