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Então há um drama interessante na comunidade cripto. Ray Dalio, o fundador da Bridgewater Associates que é conhecido por ser cético em relação ao Bitcoin, acabou de fazer uma declaração novamente no All-In Podcast. Desta vez, ele disse que o Bitcoin não pode ser comparado ao ouro porque falta algumas qualidades importantes.
O argumento dele é bastante familiar para quem já está há algum tempo na indústria. Ele afirma que o Bitcoin não tem respaldo de bancos centrais, possui transparência que na verdade é um problema (porque o livro-razão público pode ser monitorado), e há riscos existenciais de computação quântica no futuro. Não é a primeira vez que Dalio faz críticas assim. No ano passado, ele disse que tinha uma alocação de cerca de 1% para o Bitcoin, mas com as mesmas observações sobre transações rastreáveis e ameaça quântica.
O que é interessante é a resposta de figuras centrais da indústria cripto que simplesmente não aceitam os argumentos de Dalio. Matt Hougan, da Bitwise, por exemplo, disse que Dalio tecnicamente não está errado, mas ele perdeu o ponto. Segundo ele, os riscos que Dalio menciona são exatamente as razões pelas quais o Bitcoin ainda é negociado muito abaixo do ouro. Os números são bem interessantes: a capitalização de mercado do Bitcoin atualmente é de cerca de US$1,4 trilhão, enquanto o ouro deve atingir $35 trilhion. Então, o Bitcoin representa apenas cerca de 4% do tamanho do mercado do ouro.
Hougan tem uma perspectiva um pouco diferente. Ele diz que as críticas de Dalio na verdade representam uma oportunidade para investidores de longo prazo. Se os desenvolvedores conseguirem resolver o problema quântico e os bancos centrais começarem a aceitar o Bitcoin, o preço pode subir muito mais do que está agora. Ele até afirma que, se esses riscos não existissem, o Bitcoin já estaria valendo $1 milhões por moeda. Então, nesta lógica, os riscos destacados por Dalio já estão refletidos na avaliação mais baixa do Bitcoin.
Alex Thorn, da Galaxy, também tem uma opinião que vale notar. Ele disse que os argumentos de Dalio são basicamente uma narrativa antiga, já ultrapassada, como da era pré-2017. Segundo ele, o risco quântico já está sendo tratado pelos desenvolvedores, então não é um problema novo sem solução. Além disso, Thorn aponta que comparar Bitcoin com ouro é injusto em alguns aspectos. O ouro pode ser bom se guardado em um bunker ou no Fed de Nova York, mas o Bitcoin tem utilidades no mundo real que o ouro não consegue igualar. A adoção do Bitcoin continua crescendo de indivíduos a instituições há quase duas décadas.
Matthew Sigel, da VanEck, acrescenta uma dimensão bastante interessante à discussão. Ele diz que tanto o ouro quanto o Bitcoin têm seus papéis, mas representam ativos físicos de eras monetárias diferentes. Para ele, trata-se mais de um debate entre a arquitetura monetária do século passado versus a que está se desenvolvendo neste século. O ouro resolve problemas de confiança no sistema financeiro analógico, construído em torno de reservas reportadas e custodians, enquanto o Bitcoin aborda isso em um ambiente digital através de desenvolvimento open-source e transações verificáveis.
O que é bastante significativo é que Sigel também menciona que alguns bancos centrais já começaram a experimentar com ativos digitais. O Banco Nacional da República Checa, por exemplo, foi o primeiro banco central a comprar Bitcoin. Além disso, melhorias na privacidade também estão surgindo por meio de melhores práticas de carteiras e redes de segunda camada. Sobre a ameaça quântica, Sigel diz que não é uma fraqueza única do Bitcoin, mas um desafio criptográfico mais amplo que afeta todo o sistema financeiro.
A pesquisa de investidores que Sigel cita também mostra uma tendência interessante: investidores mais jovens estão cada vez mais preferindo o Bitcoin, o que sugere uma mudança gradual nos centros monetários. Isso não é algo trivial, pois essa mudança demográfica pode ser um indicador de adoção a longo prazo.
Então, basicamente, o drama entre Dalio e os touros do cripto reflete um debate contínuo sobre o Bitcoin como reserva de valor. Dalio tem pontos sobre os riscos existentes, mas especialistas da indústria argumentam que esses riscos já estão refletidos na avaliação do Bitcoin e, na verdade, representam uma oportunidade para investidores de longo prazo que acreditam que esses riscos serão resolvidos com o tempo. Se você acompanha o mercado, essa é uma discussão que definitivamente vale a pena seguir, pois pode moldar como instituições e investidores individuais abordam o Bitcoin nos próximos anos.