Teste decisivo da stablecoin de Hong Kong: «divulgação de notas» está próxima. Qual será capaz de «vencer» e chegar à margem?

Escrito por: Equipa Jurídica de Xiao Sa

Recentemente, o Banco de Hong Kong e a Assembleia Legislativa emitiram sinais claros de que a primeira licença para stablecoins está na fase final de aprovação, com previsão de emissão oficial até ao final de março. Assim que a notícia foi divulgada, rapidamente dominou as redes no mundo das criptomoedas. É importante lembrar que, até agora, o maior desafio no setor de stablecoins era a ausência de regulamentação clara — alguns operavam sem licença, assumindo riscos, enquanto outros, sem orientações regulatórias definidas, queriam entrar no mercado, mas não sabiam por onde começar, vendo oportunidades escaparem sem poder fazer nada.

Desde a entrada em vigor do “Regulamento de Stablecoins” em agosto de 2025, Hong Kong tem promovido a aprovação de licenças. A emissão da primeira leva de licenças visa resolver os problemas de conformidade e regulamentação confusa no setor, estabelecendo normas claras para o processo de solicitação, operação conforme a lei e gestão de riscos. Hoje, a equipa de Xiao Sa irá discutir qual é a situação final das primeiras licenças de stablecoins em Hong Kong, quais os efeitos práticos após a emissão, e que oportunidades e riscos os profissionais e investidores do setor devem considerar. Vamos explorar tudo detalhadamente.

  1. Por que Hong Kong está acelerando a emissão de licenças para stablecoins?

Primeiro, é importante entender o posicionamento e os limites da regulamentação de stablecoins em Hong Kong. O “Regulamento de Stablecoins” é uma legislação local oficial, e a emissão das primeiras licenças é uma medida fundamental para implementar essa regulamentação, definindo um quadro de conformidade para emissão e operação de stablecoins na região, com padrões regulatórios unificados. O Banco de Hong Kong será responsável pela aprovação e supervisão com base nisso.

Vale destacar que, atualmente, essa licença é válida apenas para entidades registradas em Hong Kong que operam na região. Ainda não é aplicável diretamente às instituições na China continental, mas a prática regulatória de Hong Kong já oferece referências importantes para o desenvolvimento de uma conformidade nacional no setor.

Além disso, a emissão de licenças é uma necessidade prática para superar as dificuldades de conformidade do setor. Antes, havia problemas como emissão sem licença, reservas inadequadas e riscos de lavagem de dinheiro, além de uma ausência de regras claras tanto na regulamentação quanto no mercado. Hong Kong, ao realizar uma triagem rigorosa, define requisitos essenciais para emissão, reserva e combate à lavagem de dinheiro, esclarecendo quem pode atuar, como atuar, e oferecendo orientações claras de conformidade para o setor.

  1. Autoridades de Hong Kong: as primeiras licenças serão emitidas oficialmente até o final de março!

(1) Conformidade dos ativos subjacentes

De acordo com a Rádio de Hong Kong, em 11 de fevereiro, o Chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, afirmou que o Banco de Hong Kong está processando ativamente os pedidos de licença para emissores de stablecoins, e acredita-se que as primeiras licenças serão emitidas no próximo mês.

Em 25 de fevereiro, o Secretário de Finanças de Hong Kong, Paul Chan, declarou no Orçamento de 2026 que Hong Kong emitirá as primeiras licenças para emissores de stablecoins fiduciárias em março. Com declarações consistentes do chefe do executivo e do secretário de finanças, fica claro o quanto Hong Kong valoriza a emissão dessas licenças, e a data de implementação das primeiras licenças deixou de ser uma especulação de mercado, tornando-se uma decisão oficial bem definida.

O presidente do Banco de Hong Kong, Yu Weiwen, já afirmou anteriormente que inicialmente serão emitidas apenas “algumas” licenças, com a prioridade de “estabilidade e prudência”. Essa declaração define o tom principal da aprovação — qualidade é mais importante que quantidade, e o regulador não reduzirá os requisitos para ampliar a participação de mercado, priorizando o controle de riscos. A equipa de Xiao Sa prevê que o número de licenças emitidas na primeira rodada será de poucos, provavelmente instituições com sistemas de gestão de risco maduros, boa reputação no mercado e capacidade de cumprir as exigências de combate à lavagem de dinheiro.

Diversos especialistas do setor especulam que o Standard Chartered e o HSBC estarão entre os primeiros, embora essa informação ainda não tenha sido confirmada oficialmente. Ambas as instituições são emissoras de notas em dólares de Hong Kong, com sistemas operacionais maduros em gestão de reservas, liquidez e crédito monetário, alinhando-se bem com os requisitos de gestão de reservas de stablecoins.

Do ponto de vista do processo de aprovação, essa iniciativa de Hong Kong consiste em transferir os padrões de supervisão prudencial do setor financeiro tradicional para o setor financeiro digital, exigindo que as entidades atendam a critérios como capital mínimo, reservas de ativos, mecanismos de resgate, além de processos de gestão de risco, sistemas anti-lavagem de dinheiro e governança corporativa. Assim, as entidades licenciadas que forem aprovadas servirão como referências de conformidade no mercado de stablecoins em Hong Kong.

  1. Quais os impactos após a emissão das primeiras licenças?

A definição dos emissores irá acabar com a guerra de licenças no setor de stablecoins, consolidando a conformidade como a única base para a sobrevivência do setor. Instituições bancárias, com seus sistemas de capital, gestão de risco e confiança regulatória, dominarão o mercado, enquanto entidades não licenciadas terão que sair ou se adaptar para oferecer serviços complementares, com riscos de operação sem licença significativamente aumentados.

A emissão de stablecoins de forma regulamentada resolve de forma eficaz o vácuo regulatório e os riscos do mercado global de stablecoins, fortalecendo a confiança do mercado. Os emissores precisarão cumprir rigorosamente os requisitos do “Regulamento de Stablecoins”, incluindo um capital mínimo de HKD 25 milhões, reservas de ativos de alta qualidade, due diligence de clientes, resgates T+0, entre outros padrões rigorosos; as reservas serão geridas de forma independente e auditadas em tempo real, eliminando problemas anteriores de reservas falsificadas ou desvio de fundos, comuns em stablecoins offshore. Essa regulamentação aumenta a segurança de investidores e instituições, atraindo recursos financeiros digitais globais para Hong Kong e criando uma base sólida para a expansão das stablecoins.

As exigências regulatórias rigorosas também ajudarão a eliminar fraudes relacionadas às reservas, fortalecendo a confiança do mercado. A supervisão estrita do Banco de Hong Kong sobre reservas e divulgação de informações aumenta a segurança de investidores e profissionais, atraindo recursos globais para Hong Kong. No futuro, stablecoins regulamentadas irão romper barreiras entre finanças tradicionais e ativos digitais, tornando-se ferramentas principais para pagamentos transfronteiriços, liquidação institucional e tokenização de ativos, abrindo novas oportunidades para o setor.

Além disso, a emissão de licenças promoverá uma integração mais profunda entre stablecoins, finanças tradicionais e o ecossistema Web3, impulsionando a inovação em pagamentos transfronteiriços. A regulamentação de stablecoins não só reforça a posição de Hong Kong como centro financeiro digital global, mas também fornece um modelo de referência para regulamentações internacionais. Hong Kong se torna o primeiro centro financeiro internacional a implementar um quadro regulatório completo para stablecoins fiduciárias, formando um tripé regulatório com os EUA e a UE, consolidando sua posição como centro de ativos digitais na Ásia.

Sob o conceito de “Um país, dois sistemas”, seu modelo de supervisão prudente e inclusivo serve de exemplo para a regulamentação doméstica de ativos digitais, esclarecendo os limites de conformidade para os profissionais locais. Hong Kong também se torna uma janela central para profissionais nacionais que desejam se adaptar às normas globais, promovendo o desenvolvimento de uma finança digital mais regulada, eficiente e confiável.

  1. Como diferentes entidades devem se preparar para a conformidade?

Após entender os impactos da emissão de licenças, vamos falar de ações práticas para diferentes atores — investidores, empresas Web3 e instituições financeiras tradicionais — que precisam identificar seu papel, atuar dentro do quadro regulatório e aproveitar as oportunidades, evitando riscos.

(1) Investidores comuns: uso racional de produtos regulamentados, atenção aos riscos de transações transfronteiriças

Para investidores comuns, o princípio principal é “evitar sem licença, preferir entidades licenciadas”. Após a divulgação da lista de entidades licenciadas pelo Banco de Hong Kong, recomenda-se priorizar stablecoins emitidas por bancos, que contam com respaldo de crédito bancário, reservas verificáveis, mecanismos de resgate garantidos e maior segurança patrimonial sob supervisão regulatória. Além disso, é fundamental lembrar que o princípio de “risco por conta própria” deve ser seguido — evitar especulação com stablecoins, cujo valor principal é para pagamentos e liquidações, não para investimento especulativo.

Investidores também devem estar atentos aos riscos de violações de regras de câmbio. Segundo o aviso conjunto do Banco Central e outros oito órgãos, stablecoins não têm status de moeda legal e não podem ser usadas como meio de circulação. Transações internas envolvendo compra de stablecoins com RMB e troca por moedas estrangeiras no exterior podem ser interpretadas como tentativa de evitar controle cambial, configurando “compra e venda disfarçada de moeda estrangeira”, o que é crime. É importante lembrar que a conformidade é territorial — a licença de Hong Kong não isenta de regras cambiais na China continental, e operações transfronteiriças podem acarretar penalidades legais severas.

(2) Empresas Web3: abandonar emissão independente, focar em parcerias

Para empresas Web3 que não conseguirem obter licença na primeira rodada, a estratégia deve ser participar de testes de sandbox de stablecoins, acumulando experiência de operação conforme a lei, ou estabelecer parcerias com entidades licenciadas em Hong Kong, oferecendo suporte técnico e desenvolvimento de cenários, aproveitando a conformidade dessas instituições para atuar legalmente.

Por exemplo, empresas Web3 focadas em tecnologia de pagamentos transfronteiriços podem colaborar com bancos licenciados para oferecer suporte técnico; empresas de custódia de ativos digitais podem estabelecer parcerias com instituições licenciadas para fornecer serviços de custódia conformes às normas. Assim, evitam riscos de operação sem licença e podem participar do crescimento do setor, sendo uma estratégia ideal para pequenas e médias empresas Web3.

(3) Instituições financeiras tradicionais: aproveitar oportunidades iniciais, desenvolver cenários de aplicação

Instituições financeiras tradicionais, especialmente bancos, são os maiores beneficiários da primeira rodada de licenças. Com seus recursos de capital, gestão de risco e base de clientes, podem acelerar a solicitação de licença para stablecoins em yuan de Hong Kong. Após obter a licença, devem rapidamente desenvolver cenários de uso, como pagamentos transfronteiriços, liquidação institucional e tokenização de ativos, aproveitando o potencial de infraestrutura financeira das stablecoins.

Instituições financeiras não bancárias, como corretoras e gestoras de ativos, podem formar consórcios com bancos ou colaborar com bancos licenciados para expandir negócios relacionados a stablecoins. Por exemplo, gestoras podem lançar produtos de investimento em ativos digitais usando stablecoins de bancos licenciados; corretoras podem oferecer canais de negociação conformes às normas, promovendo benefícios mútuos. É importante também que todas as instituições evitem oferecer serviços de troca ou negociação de stablecoins para residentes na China continental, para não infringir as regulações locais.

Conclusão

A emissão das primeiras licenças de stablecoins em Hong Kong não representa o fim do setor, mas sim o início de uma fase de desenvolvimento mais regulada. Marca o fim da guerra de licenças não regulamentadas e o começo de uma era de conformidade liderada, oferecendo esperança para os profissionais do setor. Apesar do desafio de migrar usuários de stablecoins offshore, como USDT, para versões regulamentadas, acredita-se que, com o aprimoramento do ecossistema, expansão de aplicações e educação do mercado, essa transição será superada, fortalecendo a aceitação das stablecoins regulamentadas e promovendo uma inovação financeira segura e eficiente.

Ver original
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
  • Recompensa
  • Comentar
  • Republicar
  • Partilhar
Comentar
Adicionar um comentário
Adicionar um comentário
Nenhum comentário
  • Fixar