Ações preferenciais perpétuas são instrumentos financeiros híbridos. Semelhantes ao capital próprio porque representam propriedade numa empresa, mas também têm pagamentos fixos semelhantes a dividendos, como os títulos de dívida. O aspeto “perpétuo” significa que não têm data de vencimento, pelo que o emissor não precisa de reembolsar o principal, ao contrário da dívida regular.
Pontos-chave:
Normalmente podem ser resgatados após um determinado período.
Os dividendos podem ser fixos ou variáveis.
Os investidores vêem-nas como uma combinação de segurança e rendimento.
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2. Por que uma Empresa Pode Emitir Mais
Emitir mais perpétuos preferenciais pode servir a múltiplos propósitos estratégicos:
Reforçar a estrutura de capital: aumentam o capital de Tier 1 para bancos ou empresas financeiras.
Evitar diluição: ao contrário das ações ordinárias, não diluem os direitos de voto.
Custo mais baixo do que dívida: comparado à emissão de títulos, especialmente quando as taxas de juro estão altas, os perpétuos preferenciais podem custar menos a longo prazo.
Flexibilidade nos pagamentos: as empresas podem deixar de pagar dividendos em tempos difíceis sem desencadear incumprimento.
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3. Considerações de Timing de Mercado
Antes de emitir mais, as empresas analisam:
Demanda dos investidores: apetite atual por instrumentos focados em rendimento.
Ambiente de taxas de juro: taxas mais baixas tornam os perpétuos preferenciais mais atrativos.
Condições económicas: estabilidade aumenta a confiança dos investidores nos instrumentos perpétuos.
Requisitos regulatórios de capital: especialmente para bancos, seguradoras e instituições financeiras.
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4. Riscos Potenciais
Emitir demasiados pode ter desvantagens:
Pressão de dividendos: mesmo que não sejam legalmente obrigatórios, faltar a dividendos repetidamente pode sinalizar fraqueza financeira.
Acumulação de custos: pagamentos fixos ao longo de décadas podem tornar-se caros.
Percepção do mercado: uma emissão excessiva pode sinalizar que a empresa está a ter dificuldades em financiar-se através de capital próprio ou dívida.
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5. Execução Estratégica
Uma empresa pode adotar estas estratégias:
Emissão escalonada: oferecer pequenas tranches ao longo do tempo para avaliar a procura.
Características conversíveis: permitir aos investidores converterem em ações ordinárias sob condições favoráveis.
Estruturas resgatáveis: dar à empresa a opção de resgatar após alguns anos se as condições melhorarem.
Base de investidores-alvo: focar em investidores institucionais orientados para rendimento, como seguradoras e fundos de pensão.
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6. Perspetiva do Investidor
Os investidores avaliam:
Rendimento versus risco: comparado com títulos ou ações que pagam dividendos.
Risco de resgate antecipado: se o emissor resgatar cedo, os investidores podem enfrentar risco de reinvestimento.
Qualidade de crédito: emissores sólidos reduzem o risco de incumprimento.
Resumindo, é uma estratégia de gestão de capital para fortalecer o balanço, atrair investidores específicos e manter flexibilidade, mas requer um timing cuidadoso e comunicação para evitar sinalizar dificuldades.
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#StrategyToIssueMorePerpetualPreferreds Aqui está uma análise detalhada no contexto financeiro:
1. Compreender Perpétuos Preferenciais
Ações preferenciais perpétuas são instrumentos financeiros híbridos. Semelhantes ao capital próprio porque representam propriedade numa empresa, mas também têm pagamentos fixos semelhantes a dividendos, como os títulos de dívida. O aspeto “perpétuo” significa que não têm data de vencimento, pelo que o emissor não precisa de reembolsar o principal, ao contrário da dívida regular.
Pontos-chave:
Normalmente podem ser resgatados após um determinado período.
Os dividendos podem ser fixos ou variáveis.
Os investidores vêem-nas como uma combinação de segurança e rendimento.
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2. Por que uma Empresa Pode Emitir Mais
Emitir mais perpétuos preferenciais pode servir a múltiplos propósitos estratégicos:
Reforçar a estrutura de capital: aumentam o capital de Tier 1 para bancos ou empresas financeiras.
Evitar diluição: ao contrário das ações ordinárias, não diluem os direitos de voto.
Custo mais baixo do que dívida: comparado à emissão de títulos, especialmente quando as taxas de juro estão altas, os perpétuos preferenciais podem custar menos a longo prazo.
Flexibilidade nos pagamentos: as empresas podem deixar de pagar dividendos em tempos difíceis sem desencadear incumprimento.
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3. Considerações de Timing de Mercado
Antes de emitir mais, as empresas analisam:
Demanda dos investidores: apetite atual por instrumentos focados em rendimento.
Ambiente de taxas de juro: taxas mais baixas tornam os perpétuos preferenciais mais atrativos.
Condições económicas: estabilidade aumenta a confiança dos investidores nos instrumentos perpétuos.
Requisitos regulatórios de capital: especialmente para bancos, seguradoras e instituições financeiras.
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4. Riscos Potenciais
Emitir demasiados pode ter desvantagens:
Pressão de dividendos: mesmo que não sejam legalmente obrigatórios, faltar a dividendos repetidamente pode sinalizar fraqueza financeira.
Acumulação de custos: pagamentos fixos ao longo de décadas podem tornar-se caros.
Percepção do mercado: uma emissão excessiva pode sinalizar que a empresa está a ter dificuldades em financiar-se através de capital próprio ou dívida.
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5. Execução Estratégica
Uma empresa pode adotar estas estratégias:
Emissão escalonada: oferecer pequenas tranches ao longo do tempo para avaliar a procura.
Características conversíveis: permitir aos investidores converterem em ações ordinárias sob condições favoráveis.
Estruturas resgatáveis: dar à empresa a opção de resgatar após alguns anos se as condições melhorarem.
Base de investidores-alvo: focar em investidores institucionais orientados para rendimento, como seguradoras e fundos de pensão.
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6. Perspetiva do Investidor
Os investidores avaliam:
Rendimento versus risco: comparado com títulos ou ações que pagam dividendos.
Risco de resgate antecipado: se o emissor resgatar cedo, os investidores podem enfrentar risco de reinvestimento.
Qualidade de crédito: emissores sólidos reduzem o risco de incumprimento.
Resumindo, é uma estratégia de gestão de capital para fortalecer o balanço, atrair investidores específicos e manter flexibilidade, mas requer um timing cuidadoso e comunicação para evitar sinalizar dificuldades.