EUA e Rússia estão explorando a possibilidade de cooperação nos setores de combustíveis fósseis, gás natural, perfuração offshore e matérias-primas essenciais.
Imagine o volume de produção.
Atualmente, os EUA produzem 13,5 milhões de barris de petróleo por dia, o nível mais alto da história. A Rússia, mesmo sob sanções, ainda produz 9,1 milhões de barris por dia.
Essa cooperação impactará uma grande parte do fornecimento global de petróleo, alterando imediatamente a definição de preços e o poder de exportação.
O mesmo se aplica ao gás natural.
A Rússia possui uma das maiores reservas de gás do mundo, e muitos projetos de liquefação de gás (LNG) e gasodutos foram congelados após as sanções. A retomada de investimentos e desenvolvimento conjunto trará o fornecimento de volta ao mercado global, afetando diretamente a Europa e os incentivos de preços do gás a longo prazo.
Agora, vamos incluir também as matérias-primas essenciais.
A Rússia controla grande parte dos recursos estratégicos:
44% do urânio enriquecido
43% de paládio
40% de diamantes industriais
25% de titânio
20% de vanádio
Estes materiais são fundamentais para semicondutores, sistemas de defesa, produção de veículos elétricos, energia nuclear e aeroespacial.
A parceria aqui não é apenas simbólica: ela garante a cadeia de suprimentos industriais dos EUA ao mesmo tempo que reduz a dependência da China. É aí que entra a questão monetária.
A Rússia passou a última década reduzindo sua dependência do dólar, cortando reservas em USD, direcionando o comércio para yuan e rúpia, e desenvolvendo alternativas ao sistema de pagamentos ocidental.
Porém, essa mudança aumentou a dependência da China. O comércio Rússia-China atingiu 245 bilhões de dólares em 2024, criando uma dependência estrutural da liquidez do yuan e das importações chinesas.
Reabrir o sistema de pagamentos em USD diversificará a posição financeira da Rússia, equilibrando a dependência do Oriente e do Ocidente, além de manter uma parte do comércio global atrelada ao sistema do dólar.
O capital empresarial é outro aspecto.
Empresas ocidentais sofreram perdas de 110 bilhões de dólares ao se retirarem da Rússia. Se as parcerias forem reativadas nos campos de energia, infraestrutura de gás, projetos de mineração e perfuração no Ártico, empresas americanas poderão retornar à exploração de recursos em grande escala.
Isso representa um benefício econômico direto para corporações dos EUA.
A Rússia não negocia de uma posição de fraqueza.
Seus reservas aumentaram recentemente para um recorde de 833 bilhões de dólares, sendo que o ouro reserva ultrapassou 400 bilhões de dólares. Isso proporciona estabilidade financeira para estruturar acordos de longo prazo de recursos.
De forma geral, o que está se formando é:
Cooperação energética que influencia o fornecimento global de petróleo e gás
Parcerias em minerais que redefinem o acesso a recursos industriais
Reentrada de corporações que desbloqueiam projetos de capital e infraestrutura
Ajuste monetário que traz a Rússia de volta ao uso do USD para pagamentos parciais
Mudanças geopolíticas que deslocam o equilíbrio de poder entre EUA, Rússia e China
Se concluída, essa não será apenas uma negociação bilateral.
Marcaria uma das maiores reestruturações na ligação econômica global desde a Guerra Fria, com impactos diretos em commodities, moedas e na distribuição do poder mundial.
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NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA: a Rússia está a planear retomar o sistema de pagamento em DÓLAR AMERICANO.
EUA e Rússia estão explorando a possibilidade de cooperação nos setores de combustíveis fósseis, gás natural, perfuração offshore e matérias-primas essenciais.
Imagine o volume de produção.
Atualmente, os EUA produzem 13,5 milhões de barris de petróleo por dia, o nível mais alto da história. A Rússia, mesmo sob sanções, ainda produz 9,1 milhões de barris por dia.
Essa cooperação impactará uma grande parte do fornecimento global de petróleo, alterando imediatamente a definição de preços e o poder de exportação.
O mesmo se aplica ao gás natural.
A Rússia possui uma das maiores reservas de gás do mundo, e muitos projetos de liquefação de gás (LNG) e gasodutos foram congelados após as sanções. A retomada de investimentos e desenvolvimento conjunto trará o fornecimento de volta ao mercado global, afetando diretamente a Europa e os incentivos de preços do gás a longo prazo.
Agora, vamos incluir também as matérias-primas essenciais.
A Rússia controla grande parte dos recursos estratégicos:
Estes materiais são fundamentais para semicondutores, sistemas de defesa, produção de veículos elétricos, energia nuclear e aeroespacial.
A parceria aqui não é apenas simbólica: ela garante a cadeia de suprimentos industriais dos EUA ao mesmo tempo que reduz a dependência da China. É aí que entra a questão monetária.
A Rússia passou a última década reduzindo sua dependência do dólar, cortando reservas em USD, direcionando o comércio para yuan e rúpia, e desenvolvendo alternativas ao sistema de pagamentos ocidental.
Porém, essa mudança aumentou a dependência da China. O comércio Rússia-China atingiu 245 bilhões de dólares em 2024, criando uma dependência estrutural da liquidez do yuan e das importações chinesas.
Reabrir o sistema de pagamentos em USD diversificará a posição financeira da Rússia, equilibrando a dependência do Oriente e do Ocidente, além de manter uma parte do comércio global atrelada ao sistema do dólar.
O capital empresarial é outro aspecto.
Empresas ocidentais sofreram perdas de 110 bilhões de dólares ao se retirarem da Rússia. Se as parcerias forem reativadas nos campos de energia, infraestrutura de gás, projetos de mineração e perfuração no Ártico, empresas americanas poderão retornar à exploração de recursos em grande escala.
Isso representa um benefício econômico direto para corporações dos EUA.
A Rússia não negocia de uma posição de fraqueza.
Seus reservas aumentaram recentemente para um recorde de 833 bilhões de dólares, sendo que o ouro reserva ultrapassou 400 bilhões de dólares. Isso proporciona estabilidade financeira para estruturar acordos de longo prazo de recursos.
De forma geral, o que está se formando é:
Se concluída, essa não será apenas uma negociação bilateral.
Marcaria uma das maiores reestruturações na ligação econômica global desde a Guerra Fria, com impactos diretos em commodities, moedas e na distribuição do poder mundial.