A controvérsia sobre como medem os seus lucros os protocolos descentralizados voltou a ganhar relevância. Hayden Adams, criador do Uniswap, evidenciou que os números de receitas reportados pelo Aerodrome podem não refletir a realidade da sua operação, especialmente quando comparados com outros DEXs do mercado.
O debate sobre como contabilizar as receitas em protocolos de liquidez
De acordo com a análise partilhada, o Aerodrome presume gerar receitas cinco vezes superiores às do Uniswap. No entanto, a metodologia por trás desses números merece uma análise minuciosa. O protocolo aplica um esquema onde captura 100% de todas as comissões geradas pelos fornecedores de liquidez (LP), para depois devolvê-las integralmente através de emissão de tokens ou mecanismos de incentivo à liquidez.
Uma fórmula que distorce as métricas reais
Essa abordagem apresenta um problema fundamental: os números de receitas são inflacionados consideravelmente sem se traduzirem em lucros sustentáveis. Adams sugere que, se o Uniswap implementasse um sistema idêntico, suas receitas declaradas por comissões poderiam facilmente chegar aos mil milhões de dólares.
Filosofias opostas no design de protocolos
A estratégia do Uniswap segue uma lógica diferente. O protocolo retém apenas uma porção das tarifas por transação para seu próprio funcionamento, enquanto que a maior parte das comissões retorna diretamente a quem fornece liquidez. Essa arquitetura prioriza a viabilidade a longo prazo sobre a inflação artificial de indicadores financeiros, criando um equilíbrio entre sustentabilidade económica e transparência nas métricas de desempenho.
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O modelo de rentabilidade do Aerodrome sob o microscópio: Hayden Adams expõe a lacuna metodológica com Uniswap
A controvérsia sobre como medem os seus lucros os protocolos descentralizados voltou a ganhar relevância. Hayden Adams, criador do Uniswap, evidenciou que os números de receitas reportados pelo Aerodrome podem não refletir a realidade da sua operação, especialmente quando comparados com outros DEXs do mercado.
O debate sobre como contabilizar as receitas em protocolos de liquidez
De acordo com a análise partilhada, o Aerodrome presume gerar receitas cinco vezes superiores às do Uniswap. No entanto, a metodologia por trás desses números merece uma análise minuciosa. O protocolo aplica um esquema onde captura 100% de todas as comissões geradas pelos fornecedores de liquidez (LP), para depois devolvê-las integralmente através de emissão de tokens ou mecanismos de incentivo à liquidez.
Uma fórmula que distorce as métricas reais
Essa abordagem apresenta um problema fundamental: os números de receitas são inflacionados consideravelmente sem se traduzirem em lucros sustentáveis. Adams sugere que, se o Uniswap implementasse um sistema idêntico, suas receitas declaradas por comissões poderiam facilmente chegar aos mil milhões de dólares.
Filosofias opostas no design de protocolos
A estratégia do Uniswap segue uma lógica diferente. O protocolo retém apenas uma porção das tarifas por transação para seu próprio funcionamento, enquanto que a maior parte das comissões retorna diretamente a quem fornece liquidez. Essa arquitetura prioriza a viabilidade a longo prazo sobre a inflação artificial de indicadores financeiros, criando um equilíbrio entre sustentabilidade económica e transparência nas métricas de desempenho.