Uma questão levantada pelos principais investidores do setor de tecnologia: será que os smartphones são realmente o futuro a longo prazo? O cofundador do fundo de investimento em startups True Ventures acredita que não os utilizaremos mais como atualmente nos próximos 5-10 anos. Isto não é uma suposição aleatória, mas um argumento apoiado por ações concretas de uma organização que gere cerca de 6 bilhões de dólares através de 12 fundos seed principais.
Por que a Interface do Telefone é um Problema?
Segundo esses pioneiros, o smartphone atual é uma interface ineficiente entre o ser humano e a inteligência artificial. Cada vez que pegamos no telefone para confirmar mensagens, escrever emails ou enviar notificações, realizamos ações redundantes, propensas a erros e que interrompem a rotina diária.
Conscientes disso há bastante tempo, os investidores desse fundo dedicaram anos a pesquisar interfaces alternativas – desde software até hardware, desde dispositivos vestíveis até tecnologias de interação totalmente novas. Essa intuição permitiu-lhes perceber cedo o potencial de tendências que muitos outros ignoraram.
Histórias de Apostas Precisas
A história de investimentos do True Ventures comprova essa filosofia. Foram os primeiros a apostar na Fitbit, quando os dispositivos vestíveis ainda não eram populares, investiram na Peloton após centenas de fundos terem recusado, e apoiaram a Ring quando Jamie Siminoff estava sem dinheiro e até mesmo sendo rejeitado por críticos de tecnologia.
Cada uma dessas apostas foi bastante audaciosa. Mas o ponto comum é que sempre apostaram em uma nova forma de interação entre humanos e tecnologia, mais natural do que as existentes. Essa empresa gerencia um portfólio de cerca de 300 companhias ao longo de 20 anos, com 63 saídas bem-sucedidas e sete IPOs.
Sandbar: O Anel que Registra Ideias e Muda Regras
A mais recente prova dessa filosofia é o Sandbar – um dispositivo de hardware descrito como “companheiro de ideias”. Simplificando, é um anel ativado por voz, usado no dedo indicador, com um único propósito: registrar e organizar suas ideias por meio de notas de voz.
O importante é que o Sandbar não tenta ser mais um dispositivo de IA, nem competir em monitoramento de saúde. Ele faz uma única coisa, mas essa é uma necessidade comportamental básica que a tecnologia moderna ainda não atende bem.
A ideia não é fazer gravações passivas, mas aparecer no momento certo, quando uma ideia surge. O dispositivo se conecta a um aplicativo, utiliza tecnologia de IA, e representa uma filosofia bastante diferente de como as pessoas devem interagir com a inteligência.
Os Criadores da Diferença
Os fundadores do Sandbar – Mina Fahmi e Kirak Hong – trabalharam juntos na interface neural na CTRL-Labs, uma startup adquirida pela Meta em 2019. Quando o True Ventures os conheceu, a sintonia de visão foi instantânea. São pessoas que entendem profundamente como mudar o comportamento do usuário através do design de produto.
A abordagem de Fahmi e Hong destaca-se por focar no comportamento que o produto gera, não apenas nas funcionalidades do dispositivo. Essa é uma experiência que o True Ventures já aplicou desde o momento de captar recursos para a Peloton – não sobre a bicicleta, mas sobre a comunidade e o comportamento saudável que ela promove.
Tendências de Mercado que Apoiam a Mudança
Os dados de mercado também apoiam claramente essa visão. O mercado de smartphones está quase saturado, crescendo cerca de 2% ao ano. Em contrapartida, o mercado de dispositivos vestíveis inteligentes – relógios, anéis, dispositivos ativados por voz – cresce em dois dígitos anuais.
Essa mudança não é por acaso. Reflete uma transformação fundamental na forma como as pessoas querem interagir com a tecnologia.
Disciplina de Capital na Era da IA
Embora startups de IA captem centenas de milhões de dólares com avaliações de bilhões de dólares desde o início, o True Ventures mantém sua disciplina de capital. Ainda escrevem cheques seed de 3 a 6 milhões de dólares por 15-20% de participação, geralmente sendo os primeiros a investir em startups.
Essa disciplina não está obsoleta, é uma estratégia. Quando perguntados por que não levantam bilhões de dólares, a resposta é bem clara: não é necessário esse nível para construir algo extraordinário hoje.
Avisos em Meio à Hype da IA
Apesar de acreditar que a OpenAI está prestes a atingir uma avaliação de trilhões de dólares e que essa é a maior onda de computação que já vimos, os investidores ainda percebem sinais de alerta. Rodadas de financiamento para hyperscalers e gastos previstos de 5 trilhões de dólares em infraestrutura de dados e chips são extremamente dispendiosos. Estamos na fase de alta intensidade de capital do ciclo.
Mas onde realmente estão as oportunidades? O maior valor criado não vem da infraestrutura, mas das aplicações – onde novas interfaces criarão comportamentos totalmente novos.
A Filosofia de Investimento Fundamental
Tudo se resume a uma filosofia simples, mas profunda: investir na fase inicial de forma que você sinta medo e solidão, e seja considerado louco. Deve ser algo difuso e vago, mas você precisa estar na mesma equipe que realmente acredita.
Em cinco a dez anos, você saberá se está no caminho certo ou não. Com base no histórico do True Ventures – desde dispositivos de monitoramento de saúde, bicicletas conectadas, campainhas inteligentes até anéis que registram ideias – quando Callaghan diz que o fim do telefone está próximo, vale a pena ouvir.
A tecnologia está mudando. Pessoas com visão de longo prazo terão vantagem.
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De iPhone para Anel Inteligente: A Transformação da Interface Humano-Máquina
Uma questão levantada pelos principais investidores do setor de tecnologia: será que os smartphones são realmente o futuro a longo prazo? O cofundador do fundo de investimento em startups True Ventures acredita que não os utilizaremos mais como atualmente nos próximos 5-10 anos. Isto não é uma suposição aleatória, mas um argumento apoiado por ações concretas de uma organização que gere cerca de 6 bilhões de dólares através de 12 fundos seed principais.
Por que a Interface do Telefone é um Problema?
Segundo esses pioneiros, o smartphone atual é uma interface ineficiente entre o ser humano e a inteligência artificial. Cada vez que pegamos no telefone para confirmar mensagens, escrever emails ou enviar notificações, realizamos ações redundantes, propensas a erros e que interrompem a rotina diária.
Conscientes disso há bastante tempo, os investidores desse fundo dedicaram anos a pesquisar interfaces alternativas – desde software até hardware, desde dispositivos vestíveis até tecnologias de interação totalmente novas. Essa intuição permitiu-lhes perceber cedo o potencial de tendências que muitos outros ignoraram.
Histórias de Apostas Precisas
A história de investimentos do True Ventures comprova essa filosofia. Foram os primeiros a apostar na Fitbit, quando os dispositivos vestíveis ainda não eram populares, investiram na Peloton após centenas de fundos terem recusado, e apoiaram a Ring quando Jamie Siminoff estava sem dinheiro e até mesmo sendo rejeitado por críticos de tecnologia.
Cada uma dessas apostas foi bastante audaciosa. Mas o ponto comum é que sempre apostaram em uma nova forma de interação entre humanos e tecnologia, mais natural do que as existentes. Essa empresa gerencia um portfólio de cerca de 300 companhias ao longo de 20 anos, com 63 saídas bem-sucedidas e sete IPOs.
Sandbar: O Anel que Registra Ideias e Muda Regras
A mais recente prova dessa filosofia é o Sandbar – um dispositivo de hardware descrito como “companheiro de ideias”. Simplificando, é um anel ativado por voz, usado no dedo indicador, com um único propósito: registrar e organizar suas ideias por meio de notas de voz.
O importante é que o Sandbar não tenta ser mais um dispositivo de IA, nem competir em monitoramento de saúde. Ele faz uma única coisa, mas essa é uma necessidade comportamental básica que a tecnologia moderna ainda não atende bem.
A ideia não é fazer gravações passivas, mas aparecer no momento certo, quando uma ideia surge. O dispositivo se conecta a um aplicativo, utiliza tecnologia de IA, e representa uma filosofia bastante diferente de como as pessoas devem interagir com a inteligência.
Os Criadores da Diferença
Os fundadores do Sandbar – Mina Fahmi e Kirak Hong – trabalharam juntos na interface neural na CTRL-Labs, uma startup adquirida pela Meta em 2019. Quando o True Ventures os conheceu, a sintonia de visão foi instantânea. São pessoas que entendem profundamente como mudar o comportamento do usuário através do design de produto.
A abordagem de Fahmi e Hong destaca-se por focar no comportamento que o produto gera, não apenas nas funcionalidades do dispositivo. Essa é uma experiência que o True Ventures já aplicou desde o momento de captar recursos para a Peloton – não sobre a bicicleta, mas sobre a comunidade e o comportamento saudável que ela promove.
Tendências de Mercado que Apoiam a Mudança
Os dados de mercado também apoiam claramente essa visão. O mercado de smartphones está quase saturado, crescendo cerca de 2% ao ano. Em contrapartida, o mercado de dispositivos vestíveis inteligentes – relógios, anéis, dispositivos ativados por voz – cresce em dois dígitos anuais.
Essa mudança não é por acaso. Reflete uma transformação fundamental na forma como as pessoas querem interagir com a tecnologia.
Disciplina de Capital na Era da IA
Embora startups de IA captem centenas de milhões de dólares com avaliações de bilhões de dólares desde o início, o True Ventures mantém sua disciplina de capital. Ainda escrevem cheques seed de 3 a 6 milhões de dólares por 15-20% de participação, geralmente sendo os primeiros a investir em startups.
Essa disciplina não está obsoleta, é uma estratégia. Quando perguntados por que não levantam bilhões de dólares, a resposta é bem clara: não é necessário esse nível para construir algo extraordinário hoje.
Avisos em Meio à Hype da IA
Apesar de acreditar que a OpenAI está prestes a atingir uma avaliação de trilhões de dólares e que essa é a maior onda de computação que já vimos, os investidores ainda percebem sinais de alerta. Rodadas de financiamento para hyperscalers e gastos previstos de 5 trilhões de dólares em infraestrutura de dados e chips são extremamente dispendiosos. Estamos na fase de alta intensidade de capital do ciclo.
Mas onde realmente estão as oportunidades? O maior valor criado não vem da infraestrutura, mas das aplicações – onde novas interfaces criarão comportamentos totalmente novos.
A Filosofia de Investimento Fundamental
Tudo se resume a uma filosofia simples, mas profunda: investir na fase inicial de forma que você sinta medo e solidão, e seja considerado louco. Deve ser algo difuso e vago, mas você precisa estar na mesma equipe que realmente acredita.
Em cinco a dez anos, você saberá se está no caminho certo ou não. Com base no histórico do True Ventures – desde dispositivos de monitoramento de saúde, bicicletas conectadas, campainhas inteligentes até anéis que registram ideias – quando Callaghan diz que o fim do telefone está próximo, vale a pena ouvir.
A tecnologia está mudando. Pessoas com visão de longo prazo terão vantagem.