Esta semana o Bitcoin avançou para a barreira dos 91.000 dólares, mas não conseguiu impulsionar a valorização de todo o ecossistema de ativos criptográficos. O mais surpreendente é que as ações das empresas de mineração apresentaram uma tendência de queda, com uma queda semanal de 1,8%, enquanto o volume de negociações também diminuiu, com um declínio de mais de um quarto no volume de negócios em cinco dias. Por trás deste fenómeno, esconde-se uma crise mais profunda na indústria do que uma simples correção técnica.
A fraqueza das ações de mineração: escassez de liquidez e retirada de investidores
Durante a semana, o volume de negociações do setor de mineração caiu de 413.500 dólares para 307.350 dólares, uma redução de 25,66%, refletindo uma postura de espera evidente por parte dos investidores. Das 34 empresas de mineração cotadas, apenas 6 tiveram valorização, enquanto as restantes 28 registaram quedas.
No setor de topo, a American Bitcoin Corp. (ABTC), uma das principais empresas de mineração de Bitcoin nos EUA, enfrentou a onda de venda mais intensa, com o preço das ações a cair de 5,75 dólares para 2,23 dólares em cinco dias, uma queda de 47,40%. Esta descida abrupta deve-se principalmente ao desbloqueio de ações de private equity de fases iniciais, permitindo aos investidores iniciais realizar lucros pela primeira vez, levando a uma venda concentrada. Em contrapartida, Applied Digital Corporation (APLD) e Core Scientific, Inc. (CORZ) tiveram desempenhos contrários, com aumentos de 15,20% e 1,30%, respetivamente.
Mais importante ainda, o valor de mercado de todo o setor de mineração evaporou 1,23 mil milhões de dólares em apenas uma semana, caindo de 69,12 mil milhões de dólares a 67,89 mil milhões de dólares em 28 de novembro de 2023. Isto reflete uma reavaliação do mercado sobre a competitividade a longo prazo de algumas empresas tradicionais de mineração.
Pressão de custos esmagando lucros: o ponto de viragem do modelo de negócio de mineração
O fator fundamental que impulsiona a queda dos preços das ações de mineração não é uma volatilidade técnica de curto prazo, mas sim as dificuldades de rentabilidade cada vez mais evidentes dentro do setor. Segundo as últimas estatísticas, o custo médio de produção de um BTC por parte das empresas de mineração cotadas subiu para 74.600 dólares. Incluindo depreciações e remuneração baseada em ações (SBC), o custo total atinge os 137.800 dólares.
Mesmo que o Bitcoin oscile atualmente em torno de 90.000 dólares, esta estrutura de custos ainda é suficiente para reduzir significativamente as margens operacionais, colocando muitas empresas de mineração numa posição desconfortável de lucros reduzidos. Esta situação é agravada pelo aumento contínuo do hashrate da rede — que já ultrapassou o recorde de 1 zettahash/segundo (ZH/s) —, com a intensificação da concorrência a elevar ainda mais os custos unitários.
Estratégia de inovação: os gigantes da mineração voltam-se para o setor de IA
Diante da pressão de lucros no modelo tradicional de mineração, algumas das principais empresas do setor começaram a explorar novas fontes de crescimento. Um exemplo destacado é a Applied Digital, que investiu 25 milhões de dólares na Corintis, uma empresa suíça especializada em soluções de refrigeração para chips de inteligência artificial.
A lógica estratégica por trás desta iniciativa é que as margens de lucro de IA e centros de dados de alta performance (HPC) superam amplamente as da mineração de criptomoedas, além de permitirem aproveitar a infraestrutura e as vantagens operacionais já existentes das empresas de mineração. Em outras palavras, a mineração está a evoluir de uma atividade de mineração de Bitcoin para uma oferta diversificada de serviços de computação de alta capacidade.
A questão central no mercado atual é se esta transformação será suficiente para compensar o aumento de custos e os impactos da volatilidade do mercado. O futuro do setor de mineração dependerá em grande medida da eficiência na execução das estratégias das empresas e do momento em que surgirem novas oportunidades de mercado.
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BTC aproxima-se de 91.000 dólares, mas as ações de mineração caem 1,8% contra a tendência?
Esta semana o Bitcoin avançou para a barreira dos 91.000 dólares, mas não conseguiu impulsionar a valorização de todo o ecossistema de ativos criptográficos. O mais surpreendente é que as ações das empresas de mineração apresentaram uma tendência de queda, com uma queda semanal de 1,8%, enquanto o volume de negociações também diminuiu, com um declínio de mais de um quarto no volume de negócios em cinco dias. Por trás deste fenómeno, esconde-se uma crise mais profunda na indústria do que uma simples correção técnica.
A fraqueza das ações de mineração: escassez de liquidez e retirada de investidores
Durante a semana, o volume de negociações do setor de mineração caiu de 413.500 dólares para 307.350 dólares, uma redução de 25,66%, refletindo uma postura de espera evidente por parte dos investidores. Das 34 empresas de mineração cotadas, apenas 6 tiveram valorização, enquanto as restantes 28 registaram quedas.
No setor de topo, a American Bitcoin Corp. (ABTC), uma das principais empresas de mineração de Bitcoin nos EUA, enfrentou a onda de venda mais intensa, com o preço das ações a cair de 5,75 dólares para 2,23 dólares em cinco dias, uma queda de 47,40%. Esta descida abrupta deve-se principalmente ao desbloqueio de ações de private equity de fases iniciais, permitindo aos investidores iniciais realizar lucros pela primeira vez, levando a uma venda concentrada. Em contrapartida, Applied Digital Corporation (APLD) e Core Scientific, Inc. (CORZ) tiveram desempenhos contrários, com aumentos de 15,20% e 1,30%, respetivamente.
Mais importante ainda, o valor de mercado de todo o setor de mineração evaporou 1,23 mil milhões de dólares em apenas uma semana, caindo de 69,12 mil milhões de dólares a 67,89 mil milhões de dólares em 28 de novembro de 2023. Isto reflete uma reavaliação do mercado sobre a competitividade a longo prazo de algumas empresas tradicionais de mineração.
Pressão de custos esmagando lucros: o ponto de viragem do modelo de negócio de mineração
O fator fundamental que impulsiona a queda dos preços das ações de mineração não é uma volatilidade técnica de curto prazo, mas sim as dificuldades de rentabilidade cada vez mais evidentes dentro do setor. Segundo as últimas estatísticas, o custo médio de produção de um BTC por parte das empresas de mineração cotadas subiu para 74.600 dólares. Incluindo depreciações e remuneração baseada em ações (SBC), o custo total atinge os 137.800 dólares.
Mesmo que o Bitcoin oscile atualmente em torno de 90.000 dólares, esta estrutura de custos ainda é suficiente para reduzir significativamente as margens operacionais, colocando muitas empresas de mineração numa posição desconfortável de lucros reduzidos. Esta situação é agravada pelo aumento contínuo do hashrate da rede — que já ultrapassou o recorde de 1 zettahash/segundo (ZH/s) —, com a intensificação da concorrência a elevar ainda mais os custos unitários.
Estratégia de inovação: os gigantes da mineração voltam-se para o setor de IA
Diante da pressão de lucros no modelo tradicional de mineração, algumas das principais empresas do setor começaram a explorar novas fontes de crescimento. Um exemplo destacado é a Applied Digital, que investiu 25 milhões de dólares na Corintis, uma empresa suíça especializada em soluções de refrigeração para chips de inteligência artificial.
A lógica estratégica por trás desta iniciativa é que as margens de lucro de IA e centros de dados de alta performance (HPC) superam amplamente as da mineração de criptomoedas, além de permitirem aproveitar a infraestrutura e as vantagens operacionais já existentes das empresas de mineração. Em outras palavras, a mineração está a evoluir de uma atividade de mineração de Bitcoin para uma oferta diversificada de serviços de computação de alta capacidade.
A questão central no mercado atual é se esta transformação será suficiente para compensar o aumento de custos e os impactos da volatilidade do mercado. O futuro do setor de mineração dependerá em grande medida da eficiência na execução das estratégias das empresas e do momento em que surgirem novas oportunidades de mercado.