Se estiver a questionar-se “o que é re-staking” ou “o que é intersubjective forking”, a resposta encontra-se num conceito filosófico simples, mas profundo.
Três tipos de “verdade” na blockchain
Para entender a EigenLayer, primeiro é preciso compreender três categorias diferentes de verdade:
Primeiro, a verdade objetiva. São coisas que podem ser comprovadas de forma absoluta, como 1+1=2 ou o código que é executado na EVM sempre produz um resultado determinístico. Na blockchain, verificar se um smart contract foi executado com sucesso ou não é uma verdade objetiva.
Segundo, a verdade subjetiva. São opiniões pessoais, que não podem ser refutadas ou provadas. Por exemplo: “Acredito que a alocação de tokens antecipada da EigenLayer é demasiado pequena” — essa é uma opinião privada.
Terceiro, a verdade “entre os sujeitos” (intersubjective). Este é o conceito mais difícil. Deriva do consenso social, não sendo uma verdade absoluta, mas reconhecida pela comunidade. Por exemplo: Bitcoin é o líder do setor cripto, ou um nó foi comprometido por esconder dados. Ninguém consegue provar isso completamente, mas a comunidade aceita.
O problema do re-staking com a verdade entre os sujeitos
Re-staking funciona com um princípio simples: você usa ETH como garantia, realizando tarefas de validação. Se for bem-sucedido, recebe uma comissão; se falhar, tem os seus ativos penalizados (slashing).
Mas a questão é: quem decide se falhou ou teve sucesso?
Com a verdade objetiva, isso é fácil. O código não mente — ou funciona, ou não. Usar ETH como garantia não apresenta problemas.
Porém, ao validar a verdade “entre os sujeitos”, os critérios de avaliação tornam-se ambíguos. Quem decide? A maioria vota? Um conselho de decisão? Ambas as abordagens têm problemas:
Votação pela maioria pode levar à “tirania da maioria” — os mais poderosos podem se unir para excluir os mais fracos.
Conselho de decisão contraria o espírito descentralizado da cripto.
A solução: fork intersubjectivo
A EigenLayer propõe uma abordagem fundamental: usar forks como mecanismo de resolução de desacordos.
Se surgir uma grande discordância sobre uma verdade “entre os sujeitos”, a comunidade pode fazer um fork do token. Os apoiantes de um lado criam uma versão forkada, os do outro lado criam outra. O tempo dirá qual se torna a oficial — eventualmente, uma versão ganhará legitimidade, enquanto a outra perderá valor.
Por exemplo: suponha que um nó seja acusado de comprometer a operação. Os apoiantes desse nó fazem um fork do token EIGEN, confiscando os ativos dos opositores. Ao mesmo tempo, os opositores também fazem um fork, confiscando os ativos dos apoiantes.
Quando a verdade final for revelada, a versão correta torna-se a EIGEN oficial. A versão incorreta valerá zero, tornando a confiscação de ativos passada sem efeito — eles já perderam tudo.
Essa é a força do fork intersubjectivo: ele baseia-se no mercado e no tempo para determinar a verdade, em vez de depender de uma única entidade decisora.
Por que usar EIGEN em vez de ETH?
Se usar ETH para re-staking com a verdade “entre os sujeitos”, fazer um fork do ETH será extremamente difícil e perigoso para a segurança de toda a rede. Além disso, os detentores de ETH não querem que o seu token seja dividido.
O token EIGEN foi criado especificamente para esse propósito. Pode fazer forks ilimitados sem afetar outras aplicações ou a segurança do Ethereum.
O modelo de dois tokens da EIGEN
Um detalhe frequentemente ignorado: a EIGEN é, na verdade, um modelo de dois tokens:
Token ERC-20 padrão: não pode ser forkado, pode ser negociado em exchanges ou usado em DeFi.
Token de validação: usado para determinar a verdade, podendo ser forkado ilimitadamente, se necessário.
Estes dois tokens são separados, mas têm uma relação de mapeamento, permitindo uma gestão de risco flexível.
Conclusão
A EigenLayer identificou uma vulnerabilidade no modelo tradicional de re-staking. Quando se trata de validar a “verdade entre os sujeitos” — coisas que não podem ser provadas de forma absoluta, mas que a comunidade deve aceitar — não é suficiente usar apenas mecanismos tradicionais.
O token EIGEN não é uma jogada de marketing, mas uma solução arquitetural necessária. Permite que a comunidade decida a verdade através de forks, em vez de depender de uma entidade centralizada. É uma combinação única de filosofia, economia e engenharia blockchain.
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Re-staking na EigenLayer: Por que é necessário o token EIGEN em vez de ETH?
Se estiver a questionar-se “o que é re-staking” ou “o que é intersubjective forking”, a resposta encontra-se num conceito filosófico simples, mas profundo.
Três tipos de “verdade” na blockchain
Para entender a EigenLayer, primeiro é preciso compreender três categorias diferentes de verdade:
Primeiro, a verdade objetiva. São coisas que podem ser comprovadas de forma absoluta, como 1+1=2 ou o código que é executado na EVM sempre produz um resultado determinístico. Na blockchain, verificar se um smart contract foi executado com sucesso ou não é uma verdade objetiva.
Segundo, a verdade subjetiva. São opiniões pessoais, que não podem ser refutadas ou provadas. Por exemplo: “Acredito que a alocação de tokens antecipada da EigenLayer é demasiado pequena” — essa é uma opinião privada.
Terceiro, a verdade “entre os sujeitos” (intersubjective). Este é o conceito mais difícil. Deriva do consenso social, não sendo uma verdade absoluta, mas reconhecida pela comunidade. Por exemplo: Bitcoin é o líder do setor cripto, ou um nó foi comprometido por esconder dados. Ninguém consegue provar isso completamente, mas a comunidade aceita.
O problema do re-staking com a verdade entre os sujeitos
Re-staking funciona com um princípio simples: você usa ETH como garantia, realizando tarefas de validação. Se for bem-sucedido, recebe uma comissão; se falhar, tem os seus ativos penalizados (slashing).
Mas a questão é: quem decide se falhou ou teve sucesso?
Com a verdade objetiva, isso é fácil. O código não mente — ou funciona, ou não. Usar ETH como garantia não apresenta problemas.
Porém, ao validar a verdade “entre os sujeitos”, os critérios de avaliação tornam-se ambíguos. Quem decide? A maioria vota? Um conselho de decisão? Ambas as abordagens têm problemas:
A solução: fork intersubjectivo
A EigenLayer propõe uma abordagem fundamental: usar forks como mecanismo de resolução de desacordos.
Se surgir uma grande discordância sobre uma verdade “entre os sujeitos”, a comunidade pode fazer um fork do token. Os apoiantes de um lado criam uma versão forkada, os do outro lado criam outra. O tempo dirá qual se torna a oficial — eventualmente, uma versão ganhará legitimidade, enquanto a outra perderá valor.
Por exemplo: suponha que um nó seja acusado de comprometer a operação. Os apoiantes desse nó fazem um fork do token EIGEN, confiscando os ativos dos opositores. Ao mesmo tempo, os opositores também fazem um fork, confiscando os ativos dos apoiantes.
Quando a verdade final for revelada, a versão correta torna-se a EIGEN oficial. A versão incorreta valerá zero, tornando a confiscação de ativos passada sem efeito — eles já perderam tudo.
Essa é a força do fork intersubjectivo: ele baseia-se no mercado e no tempo para determinar a verdade, em vez de depender de uma única entidade decisora.
Por que usar EIGEN em vez de ETH?
Se usar ETH para re-staking com a verdade “entre os sujeitos”, fazer um fork do ETH será extremamente difícil e perigoso para a segurança de toda a rede. Além disso, os detentores de ETH não querem que o seu token seja dividido.
O token EIGEN foi criado especificamente para esse propósito. Pode fazer forks ilimitados sem afetar outras aplicações ou a segurança do Ethereum.
O modelo de dois tokens da EIGEN
Um detalhe frequentemente ignorado: a EIGEN é, na verdade, um modelo de dois tokens:
Estes dois tokens são separados, mas têm uma relação de mapeamento, permitindo uma gestão de risco flexível.
Conclusão
A EigenLayer identificou uma vulnerabilidade no modelo tradicional de re-staking. Quando se trata de validar a “verdade entre os sujeitos” — coisas que não podem ser provadas de forma absoluta, mas que a comunidade deve aceitar — não é suficiente usar apenas mecanismos tradicionais.
O token EIGEN não é uma jogada de marketing, mas uma solução arquitetural necessária. Permite que a comunidade decida a verdade através de forks, em vez de depender de uma entidade centralizada. É uma combinação única de filosofia, economia e engenharia blockchain.