Quando o horário de negociação asiático recomeça, o Bitcoin novamente encontra resistência na zona crítica de 90.000 dólares. Dados recentes mostram que o BTC está cotado a 90,69K, embora esteja a apenas um passo do pico de 92,52K nas últimas 24 horas, a pressão de venda permanece firme, levando o preço a recuar para perto de 87.900 dólares. Essa luta de vai-e-volta levou o analista Michaël van de Poppe a afirmar de forma franca: o Bitcoin está “testando repetidamente a zona de resistência crítica, formando um movimento de consolidação em intervalo”.
Por que a linha de 90.000 dólares tem sido tantas vezes perdida?
Do ponto de vista técnico, a barreira de 90.000-92.000 dólares tornou-se um obstáculo para os touros. A trajetória histórica mostra que, toda vez que o BTC se aproxima de 90.000 dólares, surgem uma série de topos mais baixos (lower highs), uma característica gráfica que indica que, no curto prazo, romper a barreira de 100.000 dólares não será fácil. Van de Poppe aponta que isso não é exatamente um “sinal ruim”, mas indica que o mercado precisa reacumular energia.
Nos detalhes técnicos, múltiplos gráficos de diferentes períodos de tempo contam a mesma história: a pressão de venda se concentra nessa zona, levando a rejeições repetidas no gráfico diário. Isso faz com que muitos traders de análise técnica considerem que o Bitcoin está atualmente em um típico estado de “oscilação em intervalo” — nem uma queda clara, nem uma tendência de alta sustentada.
86.000 dólares: a última linha de defesa dos touros
A questão mais importante é: essa resistência de 86.000 dólares pode ser mantida? Van de Poppe enfatiza que o mercado está claramente tentando defender esse nível. Se for perdido, o próximo suporte visível recuará para 80.000 dólares — um ponto que anteriormente atuou como fundo duplo em 2025, com ressonância histórica.
Os traders geralmente acreditam que a vitória ou derrota em torno de 86.000 dólares determinará o cenário de curto prazo para alta ou baixa. Se o suporte for forte o suficiente, uma nova tentativa de romper a resistência de 90.000-94.000 dólares pode acontecer; caso contrário, será necessário testar níveis mais baixos para reencontrar o equilíbrio do mercado.
Como a retirada de instituições mudou as regras do jogo?
Um dos fatores por trás da recente estagnação do Bitcoin é a mudança no comportamento das instituições. Os grandes compradores que impulsionaram o BTC até o pico de outubro já desaceleraram. O exemplo mais evidente é a MicroStrategy (MSTR), maior detentora institucional de Bitcoin, que após levantar fundos por meio de financiamento de ações, pausou novas compras diretas de Bitcoin. Essa ação gerou ondas de impacto no mercado — os fortes compradores de antes de repente se tornaram mais passivos, o que equivale a uma perda de uma força de suporte importante.
Ao mesmo tempo, gestores financeiros de empresas estão realizando diversas operações de balanço para lidar com necessidades de liquidez, o que também está reduzindo o entusiasmo do mercado. Essa combinação levou alguns traders a interpretarem como uma tentativa de “pressionar a alta do Bitcoin”, mas a análise predominante atribui isso a fatores mais convencionais: realização de lucros, desaceleração de fluxos líquidos para ETFs, e o aperto de liquidez no final do ano.
Sinal de divergência entre ouro, ações e criptoativos
Curiosamente, enquanto o mercado de ações e os metais preciosos estão apresentando desempenho forte, os ativos digitais ficam relativamente para trás. Essa divergência merece reflexão — ela pode refletir uma reavaliação do mercado sobre o risco de diferentes classes de ativos. Do ponto de vista macro de liquidez, 2025 para o Bitcoin parece uma montanha-russa: após várias máximas, enfrenta forte pressão de venda, aumentando a incerteza para o fechamento do ano. A característica sazonal de escassez de liquidez no final do ano amplifica ainda mais a volatilidade dos preços.
Como Wall Street vê o futuro?
As opiniões variam bastante. Instituições como o Citibank continuam a traçar cenários otimistas para o próximo ano, prevendo que, se os fluxos líquidos para ETFs recomeçarem, o Bitcoin pode atingir valores muito mais altos. Mas tudo depende de o suporte chave se manter e de os investidores institucionais estarem dispostos a reentrar.
No curto prazo, o mercado pode oscilar entre duas forças: de um lado, traders otimistas com a análise técnica aguardando uma recuperação após a confirmação do suporte de 86.000 dólares; de outro, vendedores atentos a uma possível queda até 80.000 dólares caso esse suporte seja rompido. A declaração de Van de Poppe serve tanto como um lembrete quanto como um consolo: embora seja frustrante ser rejeitado na zona de resistência, a estrutura de curto prazo ainda é construtiva, e não há motivo para pessimismo.
Com as festas de fim de ano se aproximando, os participantes do mercado devem estar preparados para maior volatilidade. Em dias de baixa liquidez, o Bitcoin provavelmente apresentará oscilações intradiárias intensas. O mais importante é que os traders mantenham vigilância sobre a linha de 86.000 dólares — ela decidirá se o próximo movimento será uma nova tentativa acima de 90.000 dólares ou se será necessário retornar a 80.000 dólares para encontrar um novo equilíbrio.
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O Bitcoin encontra resistência na linha de 90.000 USD, os traders estão de olho na defesa dos 86.000 USD para ver se consegue manter a linha.
Quando o horário de negociação asiático recomeça, o Bitcoin novamente encontra resistência na zona crítica de 90.000 dólares. Dados recentes mostram que o BTC está cotado a 90,69K, embora esteja a apenas um passo do pico de 92,52K nas últimas 24 horas, a pressão de venda permanece firme, levando o preço a recuar para perto de 87.900 dólares. Essa luta de vai-e-volta levou o analista Michaël van de Poppe a afirmar de forma franca: o Bitcoin está “testando repetidamente a zona de resistência crítica, formando um movimento de consolidação em intervalo”.
Por que a linha de 90.000 dólares tem sido tantas vezes perdida?
Do ponto de vista técnico, a barreira de 90.000-92.000 dólares tornou-se um obstáculo para os touros. A trajetória histórica mostra que, toda vez que o BTC se aproxima de 90.000 dólares, surgem uma série de topos mais baixos (lower highs), uma característica gráfica que indica que, no curto prazo, romper a barreira de 100.000 dólares não será fácil. Van de Poppe aponta que isso não é exatamente um “sinal ruim”, mas indica que o mercado precisa reacumular energia.
Nos detalhes técnicos, múltiplos gráficos de diferentes períodos de tempo contam a mesma história: a pressão de venda se concentra nessa zona, levando a rejeições repetidas no gráfico diário. Isso faz com que muitos traders de análise técnica considerem que o Bitcoin está atualmente em um típico estado de “oscilação em intervalo” — nem uma queda clara, nem uma tendência de alta sustentada.
86.000 dólares: a última linha de defesa dos touros
A questão mais importante é: essa resistência de 86.000 dólares pode ser mantida? Van de Poppe enfatiza que o mercado está claramente tentando defender esse nível. Se for perdido, o próximo suporte visível recuará para 80.000 dólares — um ponto que anteriormente atuou como fundo duplo em 2025, com ressonância histórica.
Os traders geralmente acreditam que a vitória ou derrota em torno de 86.000 dólares determinará o cenário de curto prazo para alta ou baixa. Se o suporte for forte o suficiente, uma nova tentativa de romper a resistência de 90.000-94.000 dólares pode acontecer; caso contrário, será necessário testar níveis mais baixos para reencontrar o equilíbrio do mercado.
Como a retirada de instituições mudou as regras do jogo?
Um dos fatores por trás da recente estagnação do Bitcoin é a mudança no comportamento das instituições. Os grandes compradores que impulsionaram o BTC até o pico de outubro já desaceleraram. O exemplo mais evidente é a MicroStrategy (MSTR), maior detentora institucional de Bitcoin, que após levantar fundos por meio de financiamento de ações, pausou novas compras diretas de Bitcoin. Essa ação gerou ondas de impacto no mercado — os fortes compradores de antes de repente se tornaram mais passivos, o que equivale a uma perda de uma força de suporte importante.
Ao mesmo tempo, gestores financeiros de empresas estão realizando diversas operações de balanço para lidar com necessidades de liquidez, o que também está reduzindo o entusiasmo do mercado. Essa combinação levou alguns traders a interpretarem como uma tentativa de “pressionar a alta do Bitcoin”, mas a análise predominante atribui isso a fatores mais convencionais: realização de lucros, desaceleração de fluxos líquidos para ETFs, e o aperto de liquidez no final do ano.
Sinal de divergência entre ouro, ações e criptoativos
Curiosamente, enquanto o mercado de ações e os metais preciosos estão apresentando desempenho forte, os ativos digitais ficam relativamente para trás. Essa divergência merece reflexão — ela pode refletir uma reavaliação do mercado sobre o risco de diferentes classes de ativos. Do ponto de vista macro de liquidez, 2025 para o Bitcoin parece uma montanha-russa: após várias máximas, enfrenta forte pressão de venda, aumentando a incerteza para o fechamento do ano. A característica sazonal de escassez de liquidez no final do ano amplifica ainda mais a volatilidade dos preços.
Como Wall Street vê o futuro?
As opiniões variam bastante. Instituições como o Citibank continuam a traçar cenários otimistas para o próximo ano, prevendo que, se os fluxos líquidos para ETFs recomeçarem, o Bitcoin pode atingir valores muito mais altos. Mas tudo depende de o suporte chave se manter e de os investidores institucionais estarem dispostos a reentrar.
No curto prazo, o mercado pode oscilar entre duas forças: de um lado, traders otimistas com a análise técnica aguardando uma recuperação após a confirmação do suporte de 86.000 dólares; de outro, vendedores atentos a uma possível queda até 80.000 dólares caso esse suporte seja rompido. A declaração de Van de Poppe serve tanto como um lembrete quanto como um consolo: embora seja frustrante ser rejeitado na zona de resistência, a estrutura de curto prazo ainda é construtiva, e não há motivo para pessimismo.
Com as festas de fim de ano se aproximando, os participantes do mercado devem estar preparados para maior volatilidade. Em dias de baixa liquidez, o Bitcoin provavelmente apresentará oscilações intradiárias intensas. O mais importante é que os traders mantenham vigilância sobre a linha de 86.000 dólares — ela decidirá se o próximo movimento será uma nova tentativa acima de 90.000 dólares ou se será necessário retornar a 80.000 dólares para encontrar um novo equilíbrio.