Recentemente, nos últimos meses, uma grande reestruturação de fundos está a acontecer silenciosamente. Atualmente, o montante envolvido é de aproximadamente 90 biliões de yuan, e de acordo com as previsões para o final do ano, esse número irá expandir-se para 120 biliões de yuan.
Provavelmente vais perguntar — de onde vem tanto dinheiro?
Resumindo, é o dinheiro que as pessoas comuns têm nos bancos. Este é um número astronómico: um total de depósitos de 162 biliões de yuan, distribuídos por 1,4 mil milhões de pessoas, com uma média de 11,5 mil yuan por pessoa. Que conceito é esse? Quanto mais dinheiro tiver, mais parece que não é suficiente para gastar.
Ao revisar os registros históricos, os hábitos de poupança do povo tiveram dois picos claramente marcantes.
**A primeira onda foi em 1996.** Nesse ano, foi uma loucura, com a taxa de crescimento dos depósitos atingindo 51,9%. As pessoas com dinheiro tinham apenas um pensamento: poupar rapidamente no banco. Por que tanta pressa? É preciso voltar alguns anos. Após 1992, a economia expandiu-se rapidamente, com a taxa de crescimento do M2 atingindo até 28%. E o que aconteceu? A inflação veio junto — em 1993, subiu 14,7%, em 1994, ainda mais forte, com 24,1%, e em 1995, 17%. Dá para imaginar como era o mercado na época, com pasta de gergelim, vinagre, molho de soja, comprados em quantidades que duravam um ou dois meses, os preços descontrolados.
Naquela altura, os responsáveis políticos também não ficaram de braços cruzados. Eles lançaram uma arma secreta — poupança de preservação de valor. Significa que, se a inflação ultrapassar os juros oferecidos pelos bancos, o banco paga-te uma compensação, garantindo que não percas dinheiro. Além disso, na altura, as taxas de juros já não eram baixas, com uma taxa de 12% para depósitos a cinco anos em 1996, e com subsídios de preservação de valor, a taxa de juros total ultrapassava os 20%. Como não atrair as pessoas? Todos competiam para depositar dinheiro nos bancos.
**A segunda vez foi nos últimos cinco anos.** Os bancos começaram a baixar as taxas de juros, os preços das casas começaram a estabilizar, mas a pressão sobre o emprego e a renda não diminuiu, por isso todos começaram a fazer contas. Em vez de investir em imóveis ou em coisas incertas, preferiram manter o dinheiro na mão, garantindo fluxo de caixa suficiente. Essa lógica é bastante prática e realista.
Comparando esses dois picos, podemos perceber: quando é que as pessoas estão mais dispostas a poupar? É quando há alguma incerteza sobre o futuro. Mudanças na economia, expectativas de renda instáveis, aumento da consciência de risco — tudo isso leva à escolha da forma mais segura: guardar dinheiro no banco. Por trás disso, reflete-se uma mudança silenciosa na mentalidade de gestão de riqueza de toda a sociedade.
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Recentemente, nos últimos meses, uma grande reestruturação de fundos está a acontecer silenciosamente. Atualmente, o montante envolvido é de aproximadamente 90 biliões de yuan, e de acordo com as previsões para o final do ano, esse número irá expandir-se para 120 biliões de yuan.
Provavelmente vais perguntar — de onde vem tanto dinheiro?
Resumindo, é o dinheiro que as pessoas comuns têm nos bancos. Este é um número astronómico: um total de depósitos de 162 biliões de yuan, distribuídos por 1,4 mil milhões de pessoas, com uma média de 11,5 mil yuan por pessoa. Que conceito é esse? Quanto mais dinheiro tiver, mais parece que não é suficiente para gastar.
Ao revisar os registros históricos, os hábitos de poupança do povo tiveram dois picos claramente marcantes.
**A primeira onda foi em 1996.** Nesse ano, foi uma loucura, com a taxa de crescimento dos depósitos atingindo 51,9%. As pessoas com dinheiro tinham apenas um pensamento: poupar rapidamente no banco. Por que tanta pressa? É preciso voltar alguns anos. Após 1992, a economia expandiu-se rapidamente, com a taxa de crescimento do M2 atingindo até 28%. E o que aconteceu? A inflação veio junto — em 1993, subiu 14,7%, em 1994, ainda mais forte, com 24,1%, e em 1995, 17%. Dá para imaginar como era o mercado na época, com pasta de gergelim, vinagre, molho de soja, comprados em quantidades que duravam um ou dois meses, os preços descontrolados.
Naquela altura, os responsáveis políticos também não ficaram de braços cruzados. Eles lançaram uma arma secreta — poupança de preservação de valor. Significa que, se a inflação ultrapassar os juros oferecidos pelos bancos, o banco paga-te uma compensação, garantindo que não percas dinheiro. Além disso, na altura, as taxas de juros já não eram baixas, com uma taxa de 12% para depósitos a cinco anos em 1996, e com subsídios de preservação de valor, a taxa de juros total ultrapassava os 20%. Como não atrair as pessoas? Todos competiam para depositar dinheiro nos bancos.
**A segunda vez foi nos últimos cinco anos.** Os bancos começaram a baixar as taxas de juros, os preços das casas começaram a estabilizar, mas a pressão sobre o emprego e a renda não diminuiu, por isso todos começaram a fazer contas. Em vez de investir em imóveis ou em coisas incertas, preferiram manter o dinheiro na mão, garantindo fluxo de caixa suficiente. Essa lógica é bastante prática e realista.
Comparando esses dois picos, podemos perceber: quando é que as pessoas estão mais dispostas a poupar? É quando há alguma incerteza sobre o futuro. Mudanças na economia, expectativas de renda instáveis, aumento da consciência de risco — tudo isso leva à escolha da forma mais segura: guardar dinheiro no banco. Por trás disso, reflete-se uma mudança silenciosa na mentalidade de gestão de riqueza de toda a sociedade.