Há três anos, já tinha feito uma análise de histórias estranhas no mundo cripto. Hoje, o Web3 parece mais maduro — erros grosseiros com endereços incorretos são agora raridade. Mas a engenhosidade humana não está esgotada. Se antes a absurdidade era resultado de incompetência, agora muitas vezes é uma escolha totalmente consciente.
Tokens presidenciais como ferramenta de enriquecimento: como a manipulação revelou ser um plano
O início de 2025 trouxe uma onda inesperada — líderes mundiais lançaram em massa suas próprias memecoins. No começo, parecia divertido, até que uma equipe secreta se revelou responsável pelo caos que se seguiu.
Quando a esposa de um presidente lançou a MELANIA, e o líder de um país vizinho apresentou a LIBRA, o esquema parecia simples à primeira vista. Mas os analistas logo descobriram algo horrível: ambos os projetos eram controlados pelos mesmos endereços. Além disso — durante o lançamento da LIBRA, a equipe do projeto imediatamente retirou 87 milhões de dólares do pool de liquidez, fazendo o valor despencar mais de 80%.
Com a ajuda de análises blockchain, os especialistas rastrearam tudo passo a passo. Um dos maiores detentores de UMA, com 5 milhões de tokens, conseguiu manipular os resultados de uma votação no mercado sintético Polymarket, simplesmente influenciando votos de usuários comuns que temiam desafiar os tubarões da rede. Depois, descobriu-se que um conselheiro do presidente recebeu 5 milhões de dólares só para promover o token. Com mais de 100 milhões de dólares em lucros, é realmente um negócio vantajoso para insiders.
Não foi apenas um escândalo — foi uma lição sobre como capital e poder podem trabalhar juntos contra as pessoas comuns.
Quando um engenheiro se apaixona pelo trading: roubo de 50 milhões por erro interno
A história do banco digital Infini começou com uma palavra bonita — confiança. Um dos desenvolvedores mais talentosos obteve acesso de nível máximo aos contratos financeiros da empresa. E então usou essa confiança para roubar 49,5 milhões de dólares.
O primeiro sinal foi um fato: ao tentar devolver os fundos, descobriu-se que o “hacker” era um dos principais engenheiros da Chen Shanxuan. Uma pessoa com renda anual de seis dígitos, que tinha tudo para um futuro próspero. Mas a dependência do trading mudou tudo. Dívidas constantes para apostas de azar. Déficit crescente. Uma noite, isso se transformou na decisão de roubar milhões.
O fundador prometeu compensar todas as perdas, independentemente das consequências. Mas a verdadeira lição aqui não é sobre roubo, e sim sobre como pessoas inteligentes e talentosas podem afundar-se no abismo por causa de um mau hábito. Trading não é uma salvação para a maioria — é um caminho para a destruição.
Oráculos como arma: quando a descentralização vira máscara de centralização
No mercado sintético de previsão Polymarket, a questão sobre o acordo entre Ucrânia e EUA de repente passou de 0% para 100% em poucas horas. A lógica era simples, mas assustadora: um tubarão da rede UMA, com 5 milhões de tokens, simplesmente votou errado, e o restante dos usuários, com medo de resistência, seguiu seu exemplo.
A plataforma reconheceu o problema, mas recusou-se a alterar o resultado. Segundo as regras, o voto é lei. Um sistema descentralizado não significa um sistema justo. Muitas vezes, isso só significa — um sistema onde os peixes maiores comem os menores, independentemente de seus direitos.
Mais tarde, a rede tentou corrigir isso com um mecanismo de lista de permissões. Mas isso não mudou a raiz do problema: quando o design do produto permite que alguns grandes jogadores controlem a “verdade”, o que sobra do ideal de descentralização?
O segredo dos fundos TUSD: quando realmente era para ir ao tribunal?
A história dos fundos TUSD, no valor de 456 milhões de dólares, é um labirinto sem saída até hoje. De um lado, o fundador afirma que houve apropriação indevida. Do outro, a trust company garante que tudo foi feito para a segurança dos ativos.
Tribunais de diferentes países emitiram ordens distintas. Hong Kong rejeitou o pedido de investigação. Dubai emitiu uma ordem de congelamento dos fundos. Durante a audiência, o fundador apareceu por meio de um usuário, fingindo ser outra pessoa. A comunidade questiona indecisa: será que realmente houve apropriação, ou é um jogo astuto no qual ninguém quer assumir responsabilidade legal?
A resposta verdadeira provavelmente está em algum lugar no meio, na esfera das sombras entre o oficial e o privado.
Morte falsa como saída: quando a gestão de reputação ultrapassa limites
Na plataforma de transmissões, um dos fundadores da Zerebro fez uma transmissão ao vivo que se tornou a última para todos os testemunhas. Rumores de suicídio se espalharam em poucas horas. A comunidade aprovou, mas também suspeitou.
A suspeita surgiu porque logo apareceu o token LLJEFFY. Antes, havia um manifesto sobre “memecoins de herança” — uma ideia onde o desenvolvedor promete apenas comprar, nunca vender. Após a morte, bloquearia para sempre no blockchain.
Mas depois descobriu-se que o fundador está vivo. As cartas publicadas via Mirror falavam de perseguição, chantagem, divulgação pública de seu endereço e telefone. Ele só queria sair. A morte falsa parecia mais segura do que uma saída normal.
A carteira vinculada ao fundador vendeu milhões de tokens por 1,27 milhão de dólares. Foi uma fuga por segurança ou apenas uma jogada de saída bem-sucedida? Essa é uma questão para investigação.
Quando validadores ignoram transações totalmente legítimas: uma lição sobre a essência da descentralização
Na blockchain Sui, a maior DEX sofreu um ataque massivo: 223 milhões de dólares foram mais uma vez roubados. Mas algo inesperado aconteceu — a rede simplesmente congelou os fundos roubados.
O mecanismo foi genial na sua simplicidade: a rede exige que 2/3 dos validadores aprovem as transações. Quando 2/3 simplesmente ignoraram todas as transferências do hacker, ele não conseguiu sacar o dinheiro. Cerca de 162 milhões de dólares ficaram presos no vácuo da rede.
A questão agora soa paradoxal: se eu transferir dinheiro por engano para Sui, a rede pode ajudar? Ou, se eu for uma vítima inocente, os validadores podem simplesmente ignorar minhas transações legítimas?
Não se trata de centralização ou descentralização. Trata-se de segurança e justiça — e, por enquanto, a resposta continua desconfortável.
Bolsa de Hong Kong como teatro de aventura: quando a fusão reversa vira fracasso
Um empresário chinês com um currículo brilhante decidiu retornar ao blockchain. A estratégia era ambiciosa — adquirir uma farmacêutica de Hong Kong e transformá-la em uma bolsa de ativos cripto.
No começo, o plano funcionou: as ações subiram. Depois, os planos de expandir a Série B, captando 58 milhões de dólares de Hong Kong, fracassaram na última hora. A empresa mudou de nome. As ações caíram ainda mais.
Em novembro, a bolsa de Hong Kong simplesmente parou de negociar, com a justificativa de “não conformidade com os requisitos”. Foi uma tentativa delicada de caracterizar o que muitos chamaram de fraude evidente.
Lição? Quando você acha que todos ao seu redor são ingênuos, na primeira vez dá sorte, na segunda, menos, e na terceira, uma ordem garantida de parada.
Quando um contador entra no cripto: dinheiro que se acumula como barquinhos de papel
Um especialista em finanças e gestão de dívidas escolheu o caminho mais direto para a riqueza: direto para a indústria cripto. Seu plano era ousado — lançar um produto indexado às top-10 criptomoedas. Depois, atrair bilhões de dólares para comprá-las.
No começo, ele conseguiu tirar 30 milhões de dólares na primeira semana. Depois, anunciou parcerias com gigantes automotivos. Seu histórico era cheio de empresas fechadas e projetos não realizados.
Esse tipo de empreendedor provoca admiração e preocupação ao mesmo tempo. O talento para captar capital não tem limites, mas os limites de competência parecem muito próximos.
Quando o fundador se apressa em abandonar o projeto: sinais de instabilidade
Uma stablecoin que levantou 45 milhões de dólares com avaliação de 275 milhões começou a perder sua paridade. Investigadores descobriram que, dias antes da crise, endereços ligados ao fundador estavam emprestando volumes enormes de moeda a taxas astronômicas acima de 30% ao ano, para retirar fundos da plataforma.
O problema é que a stablecoin poderia ser resgatada em um dia. Mas, em vez disso, o fundador apressou-se a arrecadar dinheiro e fugir. O histórico anterior do fundador incluía uma empresa de crédito fechada, que sofria de insolvência, e outro projeto que desapareceu lentamente do mercado.
Quando uma falha pode ser azar, mas três já indicam um padrão. E esse padrão muitas vezes se chama crime interno, bem disfarçado de azar.
Investimentos de risco zero: quando direitos especiais se tornam uma manobra comum
Um projeto Layer-1 secretamente concedeu a um grupo de venture capital o direito de sair pelo preço inicial. Isso significava que, com 25 milhões de dólares investidos, praticamente garantia o retorno, independentemente do desenvolvimento do projeto. Para outros investidores da rodada, essa informação, como se descobriu, era um segredo.
Quando o investimento de risco deixa de ser investimento e passa a ser uma garantia de retorno de capital para os escolhidos, então não há como falar em justiça.
O projeto negou essa informação, mas advogados apontaram: se esses direitos realmente existem, a empresa é obrigada a divulgar essa informação a todos os participantes. A não divulgação pode violar requisitos de divulgação de informações relevantes.
Isso não é apenas um jogo inteligente — é, possivelmente, uma fronteira com fraude na área de valores mobiliários.
Conclusão: quando tudo está confuso, a culpa é da natureza humana
Três anos de desenvolvimento mostraram que o Web3 não se tornou menos criativo na invenção de formas de usar a confiança. Se antes os erros eram resultado de ignorância, agora são resultado de uma escolha consciente.
As pessoas continuam sendo pessoas, onde quer que trabalhem — em escritórios ou em blockchains. Quando tudo está confuso, a última culpada é a própria natureza humana, que continua a nos surpreender com sua engenhosidade e sua ausência de erros, especialmente quando se trata de transferir fundos para sua própria conta.
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Dez casos que mostraram a verdadeira face do Web3 em 2025: desde política até fraudes
Há três anos, já tinha feito uma análise de histórias estranhas no mundo cripto. Hoje, o Web3 parece mais maduro — erros grosseiros com endereços incorretos são agora raridade. Mas a engenhosidade humana não está esgotada. Se antes a absurdidade era resultado de incompetência, agora muitas vezes é uma escolha totalmente consciente.
Tokens presidenciais como ferramenta de enriquecimento: como a manipulação revelou ser um plano
O início de 2025 trouxe uma onda inesperada — líderes mundiais lançaram em massa suas próprias memecoins. No começo, parecia divertido, até que uma equipe secreta se revelou responsável pelo caos que se seguiu.
Quando a esposa de um presidente lançou a MELANIA, e o líder de um país vizinho apresentou a LIBRA, o esquema parecia simples à primeira vista. Mas os analistas logo descobriram algo horrível: ambos os projetos eram controlados pelos mesmos endereços. Além disso — durante o lançamento da LIBRA, a equipe do projeto imediatamente retirou 87 milhões de dólares do pool de liquidez, fazendo o valor despencar mais de 80%.
Com a ajuda de análises blockchain, os especialistas rastrearam tudo passo a passo. Um dos maiores detentores de UMA, com 5 milhões de tokens, conseguiu manipular os resultados de uma votação no mercado sintético Polymarket, simplesmente influenciando votos de usuários comuns que temiam desafiar os tubarões da rede. Depois, descobriu-se que um conselheiro do presidente recebeu 5 milhões de dólares só para promover o token. Com mais de 100 milhões de dólares em lucros, é realmente um negócio vantajoso para insiders.
Não foi apenas um escândalo — foi uma lição sobre como capital e poder podem trabalhar juntos contra as pessoas comuns.
Quando um engenheiro se apaixona pelo trading: roubo de 50 milhões por erro interno
A história do banco digital Infini começou com uma palavra bonita — confiança. Um dos desenvolvedores mais talentosos obteve acesso de nível máximo aos contratos financeiros da empresa. E então usou essa confiança para roubar 49,5 milhões de dólares.
O primeiro sinal foi um fato: ao tentar devolver os fundos, descobriu-se que o “hacker” era um dos principais engenheiros da Chen Shanxuan. Uma pessoa com renda anual de seis dígitos, que tinha tudo para um futuro próspero. Mas a dependência do trading mudou tudo. Dívidas constantes para apostas de azar. Déficit crescente. Uma noite, isso se transformou na decisão de roubar milhões.
O fundador prometeu compensar todas as perdas, independentemente das consequências. Mas a verdadeira lição aqui não é sobre roubo, e sim sobre como pessoas inteligentes e talentosas podem afundar-se no abismo por causa de um mau hábito. Trading não é uma salvação para a maioria — é um caminho para a destruição.
Oráculos como arma: quando a descentralização vira máscara de centralização
No mercado sintético de previsão Polymarket, a questão sobre o acordo entre Ucrânia e EUA de repente passou de 0% para 100% em poucas horas. A lógica era simples, mas assustadora: um tubarão da rede UMA, com 5 milhões de tokens, simplesmente votou errado, e o restante dos usuários, com medo de resistência, seguiu seu exemplo.
A plataforma reconheceu o problema, mas recusou-se a alterar o resultado. Segundo as regras, o voto é lei. Um sistema descentralizado não significa um sistema justo. Muitas vezes, isso só significa — um sistema onde os peixes maiores comem os menores, independentemente de seus direitos.
Mais tarde, a rede tentou corrigir isso com um mecanismo de lista de permissões. Mas isso não mudou a raiz do problema: quando o design do produto permite que alguns grandes jogadores controlem a “verdade”, o que sobra do ideal de descentralização?
O segredo dos fundos TUSD: quando realmente era para ir ao tribunal?
A história dos fundos TUSD, no valor de 456 milhões de dólares, é um labirinto sem saída até hoje. De um lado, o fundador afirma que houve apropriação indevida. Do outro, a trust company garante que tudo foi feito para a segurança dos ativos.
Tribunais de diferentes países emitiram ordens distintas. Hong Kong rejeitou o pedido de investigação. Dubai emitiu uma ordem de congelamento dos fundos. Durante a audiência, o fundador apareceu por meio de um usuário, fingindo ser outra pessoa. A comunidade questiona indecisa: será que realmente houve apropriação, ou é um jogo astuto no qual ninguém quer assumir responsabilidade legal?
A resposta verdadeira provavelmente está em algum lugar no meio, na esfera das sombras entre o oficial e o privado.
Morte falsa como saída: quando a gestão de reputação ultrapassa limites
Na plataforma de transmissões, um dos fundadores da Zerebro fez uma transmissão ao vivo que se tornou a última para todos os testemunhas. Rumores de suicídio se espalharam em poucas horas. A comunidade aprovou, mas também suspeitou.
A suspeita surgiu porque logo apareceu o token LLJEFFY. Antes, havia um manifesto sobre “memecoins de herança” — uma ideia onde o desenvolvedor promete apenas comprar, nunca vender. Após a morte, bloquearia para sempre no blockchain.
Mas depois descobriu-se que o fundador está vivo. As cartas publicadas via Mirror falavam de perseguição, chantagem, divulgação pública de seu endereço e telefone. Ele só queria sair. A morte falsa parecia mais segura do que uma saída normal.
A carteira vinculada ao fundador vendeu milhões de tokens por 1,27 milhão de dólares. Foi uma fuga por segurança ou apenas uma jogada de saída bem-sucedida? Essa é uma questão para investigação.
Quando validadores ignoram transações totalmente legítimas: uma lição sobre a essência da descentralização
Na blockchain Sui, a maior DEX sofreu um ataque massivo: 223 milhões de dólares foram mais uma vez roubados. Mas algo inesperado aconteceu — a rede simplesmente congelou os fundos roubados.
O mecanismo foi genial na sua simplicidade: a rede exige que 2/3 dos validadores aprovem as transações. Quando 2/3 simplesmente ignoraram todas as transferências do hacker, ele não conseguiu sacar o dinheiro. Cerca de 162 milhões de dólares ficaram presos no vácuo da rede.
A questão agora soa paradoxal: se eu transferir dinheiro por engano para Sui, a rede pode ajudar? Ou, se eu for uma vítima inocente, os validadores podem simplesmente ignorar minhas transações legítimas?
Não se trata de centralização ou descentralização. Trata-se de segurança e justiça — e, por enquanto, a resposta continua desconfortável.
Bolsa de Hong Kong como teatro de aventura: quando a fusão reversa vira fracasso
Um empresário chinês com um currículo brilhante decidiu retornar ao blockchain. A estratégia era ambiciosa — adquirir uma farmacêutica de Hong Kong e transformá-la em uma bolsa de ativos cripto.
No começo, o plano funcionou: as ações subiram. Depois, os planos de expandir a Série B, captando 58 milhões de dólares de Hong Kong, fracassaram na última hora. A empresa mudou de nome. As ações caíram ainda mais.
Em novembro, a bolsa de Hong Kong simplesmente parou de negociar, com a justificativa de “não conformidade com os requisitos”. Foi uma tentativa delicada de caracterizar o que muitos chamaram de fraude evidente.
Lição? Quando você acha que todos ao seu redor são ingênuos, na primeira vez dá sorte, na segunda, menos, e na terceira, uma ordem garantida de parada.
Quando um contador entra no cripto: dinheiro que se acumula como barquinhos de papel
Um especialista em finanças e gestão de dívidas escolheu o caminho mais direto para a riqueza: direto para a indústria cripto. Seu plano era ousado — lançar um produto indexado às top-10 criptomoedas. Depois, atrair bilhões de dólares para comprá-las.
No começo, ele conseguiu tirar 30 milhões de dólares na primeira semana. Depois, anunciou parcerias com gigantes automotivos. Seu histórico era cheio de empresas fechadas e projetos não realizados.
Esse tipo de empreendedor provoca admiração e preocupação ao mesmo tempo. O talento para captar capital não tem limites, mas os limites de competência parecem muito próximos.
Quando o fundador se apressa em abandonar o projeto: sinais de instabilidade
Uma stablecoin que levantou 45 milhões de dólares com avaliação de 275 milhões começou a perder sua paridade. Investigadores descobriram que, dias antes da crise, endereços ligados ao fundador estavam emprestando volumes enormes de moeda a taxas astronômicas acima de 30% ao ano, para retirar fundos da plataforma.
O problema é que a stablecoin poderia ser resgatada em um dia. Mas, em vez disso, o fundador apressou-se a arrecadar dinheiro e fugir. O histórico anterior do fundador incluía uma empresa de crédito fechada, que sofria de insolvência, e outro projeto que desapareceu lentamente do mercado.
Quando uma falha pode ser azar, mas três já indicam um padrão. E esse padrão muitas vezes se chama crime interno, bem disfarçado de azar.
Investimentos de risco zero: quando direitos especiais se tornam uma manobra comum
Um projeto Layer-1 secretamente concedeu a um grupo de venture capital o direito de sair pelo preço inicial. Isso significava que, com 25 milhões de dólares investidos, praticamente garantia o retorno, independentemente do desenvolvimento do projeto. Para outros investidores da rodada, essa informação, como se descobriu, era um segredo.
Quando o investimento de risco deixa de ser investimento e passa a ser uma garantia de retorno de capital para os escolhidos, então não há como falar em justiça.
O projeto negou essa informação, mas advogados apontaram: se esses direitos realmente existem, a empresa é obrigada a divulgar essa informação a todos os participantes. A não divulgação pode violar requisitos de divulgação de informações relevantes.
Isso não é apenas um jogo inteligente — é, possivelmente, uma fronteira com fraude na área de valores mobiliários.
Conclusão: quando tudo está confuso, a culpa é da natureza humana
Três anos de desenvolvimento mostraram que o Web3 não se tornou menos criativo na invenção de formas de usar a confiança. Se antes os erros eram resultado de ignorância, agora são resultado de uma escolha consciente.
As pessoas continuam sendo pessoas, onde quer que trabalhem — em escritórios ou em blockchains. Quando tudo está confuso, a última culpada é a própria natureza humana, que continua a nos surpreender com sua engenhosidade e sua ausência de erros, especialmente quando se trata de transferir fundos para sua própria conta.