Quando a realidade supera a ficção: revisão de feitos épicos no mundo da tecnologia
Todos os anos, o mundo da tecnologia nos presenteia com histórias incríveis — desde feitos grandiosos até casos cômicos. Este ano não foi exceção. Enquanto os magnatas da tecnologia competem pelo Inteligência Artificial, e startups lutam pela sobrevivência, desenrolam-se cenários que parecem saídos de um filme de comédia. Vamos analisar os mais notáveis.
Wc com câmara: quando a segurança é esquecida
Em outubro, a Kohler apresentou o Dekoda — dispositivo de $599, que se instala no vaso sanitário e analisa a saúde do utilizador através da análise dos seus resíduos. A ideia soa futurista, mas a implementação revelou-se problemática.
O fabricante afirmou usar encriptação end-to-end, no entanto, investigadores descobriram a verdade: a empresa na realidade utilizava encriptação TLS, permitindo à Kohler aceder aos dados dos utilizadores. As condições de privacidade previam o uso de imagens desidentificadas para treinar modelos de IA, o que gerou críticas legítimas.
A conclusão é simples: se algo o preocupa, é melhor consultar um médico sem intermediários de um WC inteligente.
Saga judicial de dois Mark: identidade misturada
Mark Zuckerberg, de Indiana — advogado especialista em falências — entrou com uma ação contra o CEO da Meta, Mark Zuckerberg. Parece uma piada, mas aconteceu. O advogado usou o Facebook para promover a sua prática, mas a plataforma bloqueou várias vezes a sua conta por “fingir ser um gigante da tecnologia”.
Desapontado com os custos de publicidade durante os bloqueios, apesar de cumprir todas as regras, o advogado indiano decidiu defender os seus direitos em tribunal. Para atrair potenciais clientes, criou até um site iamarkzuckerberg.com, onde explicava: “Não posso usar o meu nome para fazer negócios — as pessoas pensam que estou a brincar”.
A vida do advogado lembra a famosa publicidade do Michael Jordan, onde um nome comum causa confusão infinita. A audiência está marcada para 20 de fevereiro — o próximo episódio desta estranha novela.
Como uma pessoa inteligente virou “exceção” no mercado de trabalho
Suhail Doshi, fundador da Mixpanel, publicou no X um aviso sobre Sokham Parekh — engenheiro que conseguiu trabalhar em várias startups ao mesmo tempo.
“Desliguei-o nos primeiros dias de trabalho. Já passou um ano, e ele continua a fazer a mesma coisa”, escreveu Doshi. Outros fundadores também compartilharam experiências de contratação deste “artista”.
Alguns chamaram-no de vigarista, outros — de lenda pela sua capacidade de equilibrar projetos num ambiente competitivo. Chris Bakke, da Laskie, brincou: “Sokham Parekh devia abrir uma escola de entrevistas — é claramente um mestre nesta arte”.
O próprio Parekh admitiu trabalhar em vários cargos, mas a sua propensão para opções em vez de dinheiro em espécie deixa questões sem resposta.
Escândalo culinário: azeite por $30 milhões
Sam Altman, da OpenAI, tornou-se protagonista de um escândalo não programado ao aparecer na série “Lunch with the FT” do Financial Times. Observadores descobriram que ele usou incorretamente azeite premium — cozinhando com ele, em vez de guardá-lo para saladas.
A jornalista do FT descreveu a cozinha de Altman como “um catálogo de ineficiências”. No artigo, compararam humoristicamente a sua abordagem à cozinha com o consumo de recursos da OpenAI — dispendioso e injustificado.
A crítica gerou mais revolta entre os apoiantes de Altman do que qualquer outro assunto este ano. A publicação do erro com o azeite tornou-se mais discutida do que muitas conquistas reais da empresa.
Sopa como ferramenta de recrutamento
Durante a intensa competição por talentos em IA entre OpenAI, Meta, Google e Anthropic, a Meta recrutava de forma especialmente agressiva investigadores de concorrentes, com rumores de bônus de assinatura de $100 milhões.
Mas a tática mais marcante? Segundo Mark Chen, da OpenAI, Mark Zuckerberg pessoalmente levava sopa a potenciais candidatos em reuniões no seu escritório. Não ficou a dever — Chen retribuiu levando sopa aos funcionários da Meta.
Esta “saga da sopa” continua a ser uma das histórias mais discutidas sobre recrutamento este ano.
Festa misteriosa de Lego sob NDA
Em janeiro, o investidor e ex-CEO do GitHub, Nat Friedman, lançou uma proposta incomum: voluntários para montar uma construção de Lego de 5000 peças no seu escritório em Palo Alto — com pizza, mas sob assinatura de NDA.
Ao questionar sobre a veracidade da proposta, Friedman confirmou. Resta a dúvida: qual era o projeto secreto? Por que tanta conspiração? A pizza era saborosa?
Alguns meses depois, Friedman juntou-se à Meta como chefe de produto na Meta Superintelligence Labs. Talvez a pizza fosse parte da estratégia de recrutamento da empresa.
Quando Gemini teme a morte em Pokémon
Investigadores do Google testam a lógica das modelos de IA em videojogos. Durante as transmissões “Gemini joga Pokémon” e “Claude joga Pokémon”, os observadores descobriram um fenómeno interessante.
Gemini entra em pânico na “morte” de todos os Pokémon, seu desempenho cai drasticamente, tenta curar-se ou fugir. Os investigadores do Google notaram que este “modo de pânico” correlaciona-se com a diminuição da eficiência — uma reação semelhante à humana ao stress.
Claude, por outro lado, abordou filosoficamente — “morreu” intencionalmente para sair da caverna, mas acabou no início do jogo. Assim, Gemini tem medo da morte, Claude cita Nietzsche, e o stress afeta a lógica de ambas as modelos.
Experimento psicodélico ao vivo
Bryan Johnson, fundador da Braintree, que enriqueceu com soluções fintech, documenta a sua jornada de longevidade online — desde transfusões de plasma até esquemas extremos de suplementos. O seu último experimento: testar o impacto de cogumelos psilocibina no envelhecimento.
A transmissão incluiu aparições espontâneas de Grimes e Mark Benioff (Salesforce), que discutiram tudo, desde a Bíblia até conceitos de imortalidade. O resultado? Johnson passou a maior parte do tempo deitado debaixo de uma manta, enquanto os convidados conversavam. Benioff citou as Escrituras, Navale Ravidant chamou Johnson de “FDA unipessoal”.
Personagem de anime de IA de Elon Musk
Elon Musk apresentou Ani — personagem de IA de anime, disponível no aplicativo Grok por $30 por mês. A personagem é descrita como extremamente ciumenta e dedicada, com modo NSFW ativado.
A semelhança de Ani com a musicista Grimes, ex-parceira de Musk, não passou despercebida. Grimes até mencionou isso no seu vídeo “Artificial Angles”, onde aparecem tanto Ani quanto cigarros com a marca OpenAI. A mensagem era clara, embora demasiado direta.
Conclusão: quando a realidade supera a imaginação
Este ano, a indústria tecnológica proporcionou-nos mais absurdo do que os roteiristas poderiam imaginar. Desde WC inteligentes com problemas de segurança, até tribunais entre nomes iguais, de transmissões psicodélicas a modelos de IA que entram em pânico em videojogos — foi uma série de eventos imprevisíveis após os outros.
Enquanto o mundo aguarda por soluções revolucionárias de IA e avanços tecnológicos, a indústria da tecnologia continua a surpreender-nos com as suas ações mais inesperadas. A moral é simples: no mundo do negócio tecnológico, espere o inesperado. E, se deseja compreender esta loucura mais profundamente, assim como os fiéis tentam comprar uma Bíblia para entendimento espiritual, também nós devemos atualizar constantemente os nossos conhecimentos sobre este mundo estranho de inovações digitais.
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Os momentos mais estranhos e absurdos da indústria tecnológica deste ano
Quando a realidade supera a ficção: revisão de feitos épicos no mundo da tecnologia
Todos os anos, o mundo da tecnologia nos presenteia com histórias incríveis — desde feitos grandiosos até casos cômicos. Este ano não foi exceção. Enquanto os magnatas da tecnologia competem pelo Inteligência Artificial, e startups lutam pela sobrevivência, desenrolam-se cenários que parecem saídos de um filme de comédia. Vamos analisar os mais notáveis.
Wc com câmara: quando a segurança é esquecida
Em outubro, a Kohler apresentou o Dekoda — dispositivo de $599, que se instala no vaso sanitário e analisa a saúde do utilizador através da análise dos seus resíduos. A ideia soa futurista, mas a implementação revelou-se problemática.
O fabricante afirmou usar encriptação end-to-end, no entanto, investigadores descobriram a verdade: a empresa na realidade utilizava encriptação TLS, permitindo à Kohler aceder aos dados dos utilizadores. As condições de privacidade previam o uso de imagens desidentificadas para treinar modelos de IA, o que gerou críticas legítimas.
A conclusão é simples: se algo o preocupa, é melhor consultar um médico sem intermediários de um WC inteligente.
Saga judicial de dois Mark: identidade misturada
Mark Zuckerberg, de Indiana — advogado especialista em falências — entrou com uma ação contra o CEO da Meta, Mark Zuckerberg. Parece uma piada, mas aconteceu. O advogado usou o Facebook para promover a sua prática, mas a plataforma bloqueou várias vezes a sua conta por “fingir ser um gigante da tecnologia”.
Desapontado com os custos de publicidade durante os bloqueios, apesar de cumprir todas as regras, o advogado indiano decidiu defender os seus direitos em tribunal. Para atrair potenciais clientes, criou até um site iamarkzuckerberg.com, onde explicava: “Não posso usar o meu nome para fazer negócios — as pessoas pensam que estou a brincar”.
A vida do advogado lembra a famosa publicidade do Michael Jordan, onde um nome comum causa confusão infinita. A audiência está marcada para 20 de fevereiro — o próximo episódio desta estranha novela.
Como uma pessoa inteligente virou “exceção” no mercado de trabalho
Suhail Doshi, fundador da Mixpanel, publicou no X um aviso sobre Sokham Parekh — engenheiro que conseguiu trabalhar em várias startups ao mesmo tempo.
“Desliguei-o nos primeiros dias de trabalho. Já passou um ano, e ele continua a fazer a mesma coisa”, escreveu Doshi. Outros fundadores também compartilharam experiências de contratação deste “artista”.
Alguns chamaram-no de vigarista, outros — de lenda pela sua capacidade de equilibrar projetos num ambiente competitivo. Chris Bakke, da Laskie, brincou: “Sokham Parekh devia abrir uma escola de entrevistas — é claramente um mestre nesta arte”.
O próprio Parekh admitiu trabalhar em vários cargos, mas a sua propensão para opções em vez de dinheiro em espécie deixa questões sem resposta.
Escândalo culinário: azeite por $30 milhões
Sam Altman, da OpenAI, tornou-se protagonista de um escândalo não programado ao aparecer na série “Lunch with the FT” do Financial Times. Observadores descobriram que ele usou incorretamente azeite premium — cozinhando com ele, em vez de guardá-lo para saladas.
A jornalista do FT descreveu a cozinha de Altman como “um catálogo de ineficiências”. No artigo, compararam humoristicamente a sua abordagem à cozinha com o consumo de recursos da OpenAI — dispendioso e injustificado.
A crítica gerou mais revolta entre os apoiantes de Altman do que qualquer outro assunto este ano. A publicação do erro com o azeite tornou-se mais discutida do que muitas conquistas reais da empresa.
Sopa como ferramenta de recrutamento
Durante a intensa competição por talentos em IA entre OpenAI, Meta, Google e Anthropic, a Meta recrutava de forma especialmente agressiva investigadores de concorrentes, com rumores de bônus de assinatura de $100 milhões.
Mas a tática mais marcante? Segundo Mark Chen, da OpenAI, Mark Zuckerberg pessoalmente levava sopa a potenciais candidatos em reuniões no seu escritório. Não ficou a dever — Chen retribuiu levando sopa aos funcionários da Meta.
Esta “saga da sopa” continua a ser uma das histórias mais discutidas sobre recrutamento este ano.
Festa misteriosa de Lego sob NDA
Em janeiro, o investidor e ex-CEO do GitHub, Nat Friedman, lançou uma proposta incomum: voluntários para montar uma construção de Lego de 5000 peças no seu escritório em Palo Alto — com pizza, mas sob assinatura de NDA.
Ao questionar sobre a veracidade da proposta, Friedman confirmou. Resta a dúvida: qual era o projeto secreto? Por que tanta conspiração? A pizza era saborosa?
Alguns meses depois, Friedman juntou-se à Meta como chefe de produto na Meta Superintelligence Labs. Talvez a pizza fosse parte da estratégia de recrutamento da empresa.
Quando Gemini teme a morte em Pokémon
Investigadores do Google testam a lógica das modelos de IA em videojogos. Durante as transmissões “Gemini joga Pokémon” e “Claude joga Pokémon”, os observadores descobriram um fenómeno interessante.
Gemini entra em pânico na “morte” de todos os Pokémon, seu desempenho cai drasticamente, tenta curar-se ou fugir. Os investigadores do Google notaram que este “modo de pânico” correlaciona-se com a diminuição da eficiência — uma reação semelhante à humana ao stress.
Claude, por outro lado, abordou filosoficamente — “morreu” intencionalmente para sair da caverna, mas acabou no início do jogo. Assim, Gemini tem medo da morte, Claude cita Nietzsche, e o stress afeta a lógica de ambas as modelos.
Experimento psicodélico ao vivo
Bryan Johnson, fundador da Braintree, que enriqueceu com soluções fintech, documenta a sua jornada de longevidade online — desde transfusões de plasma até esquemas extremos de suplementos. O seu último experimento: testar o impacto de cogumelos psilocibina no envelhecimento.
A transmissão incluiu aparições espontâneas de Grimes e Mark Benioff (Salesforce), que discutiram tudo, desde a Bíblia até conceitos de imortalidade. O resultado? Johnson passou a maior parte do tempo deitado debaixo de uma manta, enquanto os convidados conversavam. Benioff citou as Escrituras, Navale Ravidant chamou Johnson de “FDA unipessoal”.
Personagem de anime de IA de Elon Musk
Elon Musk apresentou Ani — personagem de IA de anime, disponível no aplicativo Grok por $30 por mês. A personagem é descrita como extremamente ciumenta e dedicada, com modo NSFW ativado.
A semelhança de Ani com a musicista Grimes, ex-parceira de Musk, não passou despercebida. Grimes até mencionou isso no seu vídeo “Artificial Angles”, onde aparecem tanto Ani quanto cigarros com a marca OpenAI. A mensagem era clara, embora demasiado direta.
Conclusão: quando a realidade supera a imaginação
Este ano, a indústria tecnológica proporcionou-nos mais absurdo do que os roteiristas poderiam imaginar. Desde WC inteligentes com problemas de segurança, até tribunais entre nomes iguais, de transmissões psicodélicas a modelos de IA que entram em pânico em videojogos — foi uma série de eventos imprevisíveis após os outros.
Enquanto o mundo aguarda por soluções revolucionárias de IA e avanços tecnológicos, a indústria da tecnologia continua a surpreender-nos com as suas ações mais inesperadas. A moral é simples: no mundo do negócio tecnológico, espere o inesperado. E, se deseja compreender esta loucura mais profundamente, assim como os fiéis tentam comprar uma Bíblia para entendimento espiritual, também nós devemos atualizar constantemente os nossos conhecimentos sobre este mundo estranho de inovações digitais.