Um rapaz que perdeu todas as suas equipas em World of Warcraft, como criou um império de Ethereum avaliado em 3,76 trilhões de dólares? A história de Vitalik Buterin, mais fantástica do que qualquer ficção científica.
Revelação no jogo: a tese de Satoshi Nakamoto o inspirou
Vitalik Buterin nasceu em 31 de janeiro de 1994 em Kolomna, Moscovo. Aos 6 anos, mudou-se com a família para o Canadá, iniciando uma das fases mais importantes da sua vida. Seu pai, Dmitry Buterin, é um especialista em informática e programador, e sua mãe, Natalia Amelin, fundou posteriormente o projeto CryptoChicks, dedicado a atrair mais mulheres para o setor de criptomoedas.
Vitalik ouviu falar do Bitcoin pela primeira vez em 2011. Na altura, ficou confuso com essa “digital que só existe no computador” — por que ela teria valor? Mas três semanas depois, ouviu novamente a história do Bitcoin e decidiu aprofundar-se.
O que realmente mudou o percurso de Vitalik foi um jogo.
No seu amado “World of Warcraft”, a Blizzard lançou uma atualização global em 2010, que eliminou todas as conquistas e habilidades do personagem que Vitalik tinha cultivado com tanto cuidado. Este evento fez o jovem Vitalik perceber: sistemas centralizados são cruéis, as empresas têm poder absoluto, e tudo isso advém da concentração de poder. Desde então, a descentralização e a tecnologia blockchain tornaram-se não apenas conceitos técnicos, mas uma verdadeira fé para ele.
De Bitcoin Magazine a Ethereum: abandonar os estudos para empreender
Durante o seu tempo na Universidade de Waterloo, no Canadá, Vitalik desenvolveu um forte interesse pelas novas tecnologias de criptografia. Frequentava fóruns de criptomoedas e estabeleceu contatos profundos com desenvolvedores com interesses semelhantes. Em 2011, trabalhou como comentarista de criptomoedas, ganhando cerca de 5 BTC por artigo (que na época parecia uma quantia insignificante).
No mesmo ano, Vitalik cofundou a Bitcoin Magazine. A revista foi publicada oficialmente em 2012, tornando-se a primeira publicação de peso no setor de criptomoedas. Curiosamente, Vitalik usou seus 8,5 BTC iniciais para comprar uma t-shirt — um “investimento” que hoje soa um pouco irônico.
A sua carreira universitária terminou rapidamente. Vitalik abandonou o curso numa das melhores universidades do Canadá, juntou-se a outros entusiastas de criptomoedas e começou a desenvolver um projeto ambicioso.
O nascimento do Ethereum: uma visão além do Bitcoin
Em dezembro de 2013, Vitalik completou o rascunho do white paper do Ethereum. O nome tem uma origem bastante romântica — ao navegar na Wikipedia, ele descobriu a palavra “Ether” (éter). Recordou-se do seu passado, quando leu nos livros de ciência sobre o “quinto elemento” (éter) de Aristóteles, e decidiu nomear assim.
A inovação central do Ethereum reside no fato de que: ele não é apenas uma moeda, mas uma plataforma de blockchain completa. Antes, os desenvolvedores precisavam criar uma rede independente para cada aplicação. O Ethereum mudou tudo — agora, todas as aplicações descentralizadas (dApps) podem rodar na mesma plataforma. Foi uma verdadeira revolução.
Para financiar o projeto, a Fundação Ethereum realizou sua primeira Oferta Inicial de Moedas (ICO) em 2014, arrecadando cerca de 18 milhões de dólares. Os investidores podiam trocar 1 BTC por 2000 ETH. Essa captação entrou para a lista das mais bem-sucedidas globalmente.
Mais impressionante ainda, Vitalik recebeu uma bolsa de 100 mil dólares do Thiel Fellowship, um programa que apoia jovens empreendedores com grandes ambições. Em 2014, Vitalik recebeu também o Prêmio Mundial de Tecnologia (World Technology Award), concorrendo com fundadores da Meta.
De gênio a bilionário de criptomoedas
Hoje, o Ethereum é o segundo maior ecossistema de blockchain do mundo. O ETH (token nativo do Ethereum) ocupa a segunda posição em valor de mercado, avaliado em cerca de 3,76 trilhões de dólares.
Em 2021, quando o preço do ETH ultrapassou os 3000 dólares, a fortuna de Vitalik também atingiu a marca de 1 bilhão de dólares, tornando-se o mais jovem bilionário de criptomoedas do mundo na época. Embora esse título tenha sido perdido após a queda do preço, segundo dados da Arkham Intelligence, atualmente o patrimônio líquido de Vitalik ainda chega a 613 milhões de dólares, sendo a maior parte em ETH.
O idealismo da descentralização
A busca de Vitalik por riqueza não é tão intensa quanto sua busca por ideais. Seu objetivo final é criar um mundo onde todos tenham acesso igualitário a serviços financeiros, sem confiar em intermediários.
Em outono de 2022, o Ethereum completou sua transição de prova de trabalho (PoW) para prova de participação (PoS) — considerado um dos marcos mais importantes na história da criptomoeda. Desde então, Vitalik e sua equipe continuam otimizando a rede. Em 2024, a atualização Dencun reduziu drasticamente os custos de transação na camada 2 (L2), de alguns dólares para alguns centavos.
Vitalik afirmou em entrevista: “Precisamos fazer com que as taxas de transação no Ethereum não ultrapassem 5 centavos de dólar, de modo que o processo seja fluido e acessível, e pessoas comuns possam entender sem precisar de um doutorado.”
Descentralização é outro pilar central da filosofia de Vitalik. Ele acredita que governos, bancos e grandes empresas de tecnologia detêm poder excessivo sobre os dados e ativos dos usuários. Através da descentralização, é possível eliminar intermediários e devolver às pessoas o controle sobre suas finanças e identidade. Redes dispersas também resistem à censura e à intervenção de poder, sendo essenciais para aplicações financeiras e contratos inteligentes.
Vida misteriosa: ícone de estilo e filantropo
Vitalik é uma pessoa bastante introvertida, o que alimenta rumores e especulações. Em 2024, até circularam boatos de que ele teria relações com celebridades, mas essas notícias carecem de confirmação.
Mais do que fofocas, a filantropia de Vitalik merece atenção. Em 2021, durante a pandemia, doou 1 bilhão de dólares ao projeto Shiba Inu (SHIB) para combater a COVID-19. Também doou 240 mil dólares para a organização sem fins lucrativos SENS, que pesquisa biotecnologia e extensão da vida.
Vitalik também se tornou um ícone de estilo na comunidade de criptomoedas, com roupas excêntricas e surpreendentes que frequentemente aparecem nas principais conferências. Em março de 2022, foi capa da revista TIME. No mesmo ano, entrou na lista Forbes 30 Under 30 (setor financeiro) e na Fortune 40 Under 40, como uma das pessoas mais influentes.
Voz e controvérsias
Como uma das figuras mais influentes do universo cripto, cada decisão de Vitalik gera debates. Recentemente, o desenvolvedor Kane Warwick criticou a falta de apoio de Vitalik ao setor de finanças descentralizadas (DeFi). Warwick afirmou que, se DeFi fosse realmente o motor principal do Ethereum, Vitalik deveria impulsionar mais esse setor.
Vitalik respondeu que apoia projetos de DeFi sustentáveis, mas se opõe a esquemas fraudulentos que prometem ganhos rápidos — como a mineração de liquidez, que ele considera “curto prazo e pouco confiável”.
Além disso, Vitalik frequentemente vira alvo de teorias da conspiração na internet — há quem diga que ele é um agente secreto, ou até um alienígena. Embora essas acusações absurdas sejam muitas vezes risíveis, refletem a importância de Vitalik na comunidade de criptomoedas.
Um jovem que aprendeu a essência da descentralização nos jogos, acabou criando um ecossistema avaliado em dezenas de bilhões de dólares e continuará influenciando o futuro do sistema financeiro. Essa é a história de Vitalik Buterin.
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De prodígio a bilionário de criptomoedas: a jornada lendária de Vitalik Buterin
Um rapaz que perdeu todas as suas equipas em World of Warcraft, como criou um império de Ethereum avaliado em 3,76 trilhões de dólares? A história de Vitalik Buterin, mais fantástica do que qualquer ficção científica.
Revelação no jogo: a tese de Satoshi Nakamoto o inspirou
Vitalik Buterin nasceu em 31 de janeiro de 1994 em Kolomna, Moscovo. Aos 6 anos, mudou-se com a família para o Canadá, iniciando uma das fases mais importantes da sua vida. Seu pai, Dmitry Buterin, é um especialista em informática e programador, e sua mãe, Natalia Amelin, fundou posteriormente o projeto CryptoChicks, dedicado a atrair mais mulheres para o setor de criptomoedas.
Vitalik ouviu falar do Bitcoin pela primeira vez em 2011. Na altura, ficou confuso com essa “digital que só existe no computador” — por que ela teria valor? Mas três semanas depois, ouviu novamente a história do Bitcoin e decidiu aprofundar-se.
O que realmente mudou o percurso de Vitalik foi um jogo.
No seu amado “World of Warcraft”, a Blizzard lançou uma atualização global em 2010, que eliminou todas as conquistas e habilidades do personagem que Vitalik tinha cultivado com tanto cuidado. Este evento fez o jovem Vitalik perceber: sistemas centralizados são cruéis, as empresas têm poder absoluto, e tudo isso advém da concentração de poder. Desde então, a descentralização e a tecnologia blockchain tornaram-se não apenas conceitos técnicos, mas uma verdadeira fé para ele.
De Bitcoin Magazine a Ethereum: abandonar os estudos para empreender
Durante o seu tempo na Universidade de Waterloo, no Canadá, Vitalik desenvolveu um forte interesse pelas novas tecnologias de criptografia. Frequentava fóruns de criptomoedas e estabeleceu contatos profundos com desenvolvedores com interesses semelhantes. Em 2011, trabalhou como comentarista de criptomoedas, ganhando cerca de 5 BTC por artigo (que na época parecia uma quantia insignificante).
No mesmo ano, Vitalik cofundou a Bitcoin Magazine. A revista foi publicada oficialmente em 2012, tornando-se a primeira publicação de peso no setor de criptomoedas. Curiosamente, Vitalik usou seus 8,5 BTC iniciais para comprar uma t-shirt — um “investimento” que hoje soa um pouco irônico.
A sua carreira universitária terminou rapidamente. Vitalik abandonou o curso numa das melhores universidades do Canadá, juntou-se a outros entusiastas de criptomoedas e começou a desenvolver um projeto ambicioso.
O nascimento do Ethereum: uma visão além do Bitcoin
Em dezembro de 2013, Vitalik completou o rascunho do white paper do Ethereum. O nome tem uma origem bastante romântica — ao navegar na Wikipedia, ele descobriu a palavra “Ether” (éter). Recordou-se do seu passado, quando leu nos livros de ciência sobre o “quinto elemento” (éter) de Aristóteles, e decidiu nomear assim.
A inovação central do Ethereum reside no fato de que: ele não é apenas uma moeda, mas uma plataforma de blockchain completa. Antes, os desenvolvedores precisavam criar uma rede independente para cada aplicação. O Ethereum mudou tudo — agora, todas as aplicações descentralizadas (dApps) podem rodar na mesma plataforma. Foi uma verdadeira revolução.
Para financiar o projeto, a Fundação Ethereum realizou sua primeira Oferta Inicial de Moedas (ICO) em 2014, arrecadando cerca de 18 milhões de dólares. Os investidores podiam trocar 1 BTC por 2000 ETH. Essa captação entrou para a lista das mais bem-sucedidas globalmente.
Mais impressionante ainda, Vitalik recebeu uma bolsa de 100 mil dólares do Thiel Fellowship, um programa que apoia jovens empreendedores com grandes ambições. Em 2014, Vitalik recebeu também o Prêmio Mundial de Tecnologia (World Technology Award), concorrendo com fundadores da Meta.
De gênio a bilionário de criptomoedas
Hoje, o Ethereum é o segundo maior ecossistema de blockchain do mundo. O ETH (token nativo do Ethereum) ocupa a segunda posição em valor de mercado, avaliado em cerca de 3,76 trilhões de dólares.
Em 2021, quando o preço do ETH ultrapassou os 3000 dólares, a fortuna de Vitalik também atingiu a marca de 1 bilhão de dólares, tornando-se o mais jovem bilionário de criptomoedas do mundo na época. Embora esse título tenha sido perdido após a queda do preço, segundo dados da Arkham Intelligence, atualmente o patrimônio líquido de Vitalik ainda chega a 613 milhões de dólares, sendo a maior parte em ETH.
O idealismo da descentralização
A busca de Vitalik por riqueza não é tão intensa quanto sua busca por ideais. Seu objetivo final é criar um mundo onde todos tenham acesso igualitário a serviços financeiros, sem confiar em intermediários.
Em outono de 2022, o Ethereum completou sua transição de prova de trabalho (PoW) para prova de participação (PoS) — considerado um dos marcos mais importantes na história da criptomoeda. Desde então, Vitalik e sua equipe continuam otimizando a rede. Em 2024, a atualização Dencun reduziu drasticamente os custos de transação na camada 2 (L2), de alguns dólares para alguns centavos.
Vitalik afirmou em entrevista: “Precisamos fazer com que as taxas de transação no Ethereum não ultrapassem 5 centavos de dólar, de modo que o processo seja fluido e acessível, e pessoas comuns possam entender sem precisar de um doutorado.”
Descentralização é outro pilar central da filosofia de Vitalik. Ele acredita que governos, bancos e grandes empresas de tecnologia detêm poder excessivo sobre os dados e ativos dos usuários. Através da descentralização, é possível eliminar intermediários e devolver às pessoas o controle sobre suas finanças e identidade. Redes dispersas também resistem à censura e à intervenção de poder, sendo essenciais para aplicações financeiras e contratos inteligentes.
Vida misteriosa: ícone de estilo e filantropo
Vitalik é uma pessoa bastante introvertida, o que alimenta rumores e especulações. Em 2024, até circularam boatos de que ele teria relações com celebridades, mas essas notícias carecem de confirmação.
Mais do que fofocas, a filantropia de Vitalik merece atenção. Em 2021, durante a pandemia, doou 1 bilhão de dólares ao projeto Shiba Inu (SHIB) para combater a COVID-19. Também doou 240 mil dólares para a organização sem fins lucrativos SENS, que pesquisa biotecnologia e extensão da vida.
Vitalik também se tornou um ícone de estilo na comunidade de criptomoedas, com roupas excêntricas e surpreendentes que frequentemente aparecem nas principais conferências. Em março de 2022, foi capa da revista TIME. No mesmo ano, entrou na lista Forbes 30 Under 30 (setor financeiro) e na Fortune 40 Under 40, como uma das pessoas mais influentes.
Voz e controvérsias
Como uma das figuras mais influentes do universo cripto, cada decisão de Vitalik gera debates. Recentemente, o desenvolvedor Kane Warwick criticou a falta de apoio de Vitalik ao setor de finanças descentralizadas (DeFi). Warwick afirmou que, se DeFi fosse realmente o motor principal do Ethereum, Vitalik deveria impulsionar mais esse setor.
Vitalik respondeu que apoia projetos de DeFi sustentáveis, mas se opõe a esquemas fraudulentos que prometem ganhos rápidos — como a mineração de liquidez, que ele considera “curto prazo e pouco confiável”.
Além disso, Vitalik frequentemente vira alvo de teorias da conspiração na internet — há quem diga que ele é um agente secreto, ou até um alienígena. Embora essas acusações absurdas sejam muitas vezes risíveis, refletem a importância de Vitalik na comunidade de criptomoedas.
Um jovem que aprendeu a essência da descentralização nos jogos, acabou criando um ecossistema avaliado em dezenas de bilhões de dólares e continuará influenciando o futuro do sistema financeiro. Essa é a história de Vitalik Buterin.