Rebalance do Nasdaq 100: A estratégia conseguiu passar, mas o risco permanece

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Geração de resumo em curso

O mercado está a lutar contra um adversário invisível

Na semana passada, o Nasdaq 100 anunciou o seu plano de reequilíbrio anual, com entradas e saídas em seis componentes, parecendo tranquilo. Mas o que realmente merece atenção são as empresas que passaram pelo crivo — e a Strategy é uma delas. Como uma empresa cotada em bolsa, ela já não se assemelha tanto a uma empresa tradicional, parecendo mais uma “nave não identificada” no mercado: nominalmente uma empresa de tecnologia, na prática transformou-se num recipiente de armazenamento de valor do Bitcoin.

Desta vez, ela não foi excluída, podendo-se dizer que passou sem incidentes.

Seis saíram, mas a Strategy ficou

Mais especificamente, o ajuste afetou um alcance considerável:

  • Excluídos: Biogen, CDW, GlobalFoundries, Lululemon, ON Semiconductor, Trade Desk
  • Novos membros: Alnylam Pharmaceuticals, Ferrovial, Insmed, Monolithic Power Systems, Seagate, Western Digital

A mudança entra em vigor a 22 de dezembro de 2025. Neste jogo de índices, a situação da Strategy é bastante peculiar. Ela deveria estar ameaçada por ter um modelo de negócio excessivamente singular, mas o comité do índice decidiu mantê-la — pelo menos nesta rodada de decisões.

No entanto, a reação do mercado não foi favorável. A ação fechou a cair 3,74%, continuando sob pressão no último mês. Isto revela o verdadeiro sentimento do mercado: um passe livre não é suficiente para aliviar as preocupações dos investidores.

De “cofre” a “fórmula”: a crise de identidade

Por que a Strategy é tão especial? A resposta está na sua surpreendente reserva de Bitcoin.

Atualmente, é a maior detentora de Bitcoin entre as empresas globais, e continua a aumentar essa posição. A operação de início de dezembro ilustra bem a questão: gastou cerca de 962,7 milhões de dólares para adquirir 10.624 BTC, atingindo um total de 660.624 BTC, avaliado em cerca de 60 mil milhões de dólares ao preço de mercado. Isto já não é apenas uma alocação de ativos, tornou-se um verdadeiro âncora de valor da própria empresa.

Neste nível, a lógica de avaliação da Strategy virou: Preço do Bitcoin + Prémio/desconto + Estrutura de financiamento = Valor da empresa. Em outras palavras, ela está cada vez mais parecida com um fundo de Bitcoin embrulhado na casca de uma empresa cotada, e não uma operação empresarial tradicional.

Por isso, a MSCI iniciou uma “investigação” sobre ela. O fornecedor do índice está a considerar seriamente uma nova regra: excluir empresas cuja proporção de ativos criptográficos ultrapasse 50%. A decisão deve ser tomada em janeiro de 2026, e estima-se que fundos passivos possam ser forçados a vender até 2,8 mil milhões de dólares em ativos.

A “interpretação financeira” de Saylor consegue convencer o mercado?

Diante da ameaça do fornecedor do índice, Michael Saylor e o CEO Phong Le emitiram uma declaração conjunta a 10 de dezembro, tentando mudar o enquadramento narrativo.

O argumento deles é engenhoso: não estamos a acumular Bitcoin, estamos a fazer operações financeiras. A empresa emite ações preferenciais e outros instrumentos financeiros para financiar a compra de BTC, o que, na sua perspetiva, constitui uma gestão ativa de capital, e não uma acumulação passiva de ativos.

Ao mesmo tempo, a movimentação de cerca de 1,44 mil milhões de dólares em financiamento também revela as suas intenções — eliminar dúvidas do mercado sobre a sua capacidade de pagamento de dívidas e dividendos. É uma postura defensiva, que visa garantir a estabilidade financeira da empresa num cenário de volatilidade imprevisível do Bitcoin.

Com ainda mais ambição, Saylor apresentou na conferência Bitcoin MENA em Abu Dhabi uma narrativa mais grandiosa: a Strategy não é apenas um cofre de Bitcoin, mas deve tornar-se uma ponte entre o capital tradicional e o ouro digital. Ele até propôs construir um mecanismo de “crédito digital” baseado em Bitcoin para gerar rendimentos, atraindo fundos soberanos, bancos e escritórios familiares.

O futuro da nave não identificada

A história da Strategy ainda está a ser escrita. A curto prazo, a sua posição no Nasdaq 100 já está consolidada, mas a decisão da MSCI será anunciada nas próximas semanas, e essa será a verdadeira prova.

Se o fornecedor do índice decidir aplicar a nova regra, o dinheiro que for forçado a vender poderá causar impacto no mercado. Mas, por outro lado, a Strategy está a esforçar-se por reescrever a perceção do seu modelo de negócio através de inovação financeira e design estrutural.

O mercado aceitará a sua argumentação? Ou irá sempre considerá-la como aquela “nave não identificada”? A resposta pode ser mais crucial do que as oscilações do preço do Bitcoin.

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