Em 14 de outubro, o governo dos EUA e do Reino Unido divulgaram detalhes chocantes sobre uma das maiores operações de combate ao crime financeiro já realizadas. O personagem central é Chen Zhi – empresário de origem chinesa que atua no Camboja – juntamente com o grupo econômico que fundou. A acusação principal refere-se a uma atividade de fraude online em escala industrial, direcionada a cidadãos americanos e a milhões de vítimas em outros países ao redor do mundo.
Quem é Chen Zhi?
Chen Zhi nasceu em 1987 na província de Fujian, China, possui nacionalidade cambojana e chinesa, além de passaportes de Vanuatu e Chipre. Iniciou sua carreira no Camboja em 2011, inicialmente atuando no setor imobiliário, e rapidamente expandiu para bancos e finanças através do Prince Holding Group – grupo do qual detém controle total.
Mecanismo de funcionamento do império de fraude
De acordo com a acusação do tribunal federal de Nova York, Chen Zhi e seus cúmplices são acusados de realizar atividades ilegais em grande escala. O Prince Holding Group teria estabelecido “centros de fraude” no Camboja, usando criptomoedas como principal canal para realizar transações ilícitas globalmente.
Método de fraude:
Os grupos de Chen Zhi abordam vítimas via redes sociais, fingindo ser especialistas em investimentos
Convencem as vítimas a enviar dinheiro para carteiras eletrônicas falsas
Sequestram todo o dinheiro, posteriormente lavando-o através de sistemas de contas anônimas complexas
Mecanismo de trabalho forçado:
Para manter as operações, o Prince Holding Group também é acusado de comprar e vender mão de obra e de coagir trabalhadores. Os “funcionários” recrutados são monitorados de perto, obrigados a realizar golpes online em condições de trabalho severas.
Reação oficial e declaração do Prince Group
Após a divulgação das acusações, o Ministério do Interior do Camboja declarou que o Prince Group “cumpre todas as exigências legais” para operar no país. Ao mesmo tempo, afirmou estar disposto a colaborar com investigações, caso receba solicitações acompanhadas de provas concretas de autoridades estrangeiras.
O site oficial do Prince Group descreve Chen Zhi como um empresário visionário, que transformou o grupo em uma das principais empresas do Camboja, comprometida com o desenvolvimento sustentável e a conformidade com padrões internacionais. No entanto, as acusações dos EUA e do Reino Unido levantam muitas questões sobre a verdadeira natureza por trás dessas realizações.
Desenvolvimento e consequências legais
Até o momento, documentos de autoridades dos EUA e do Reino Unido ainda não identificaram a localização atual de Chen Zhi. Não há informações sobre tentativas de captura ou pedidos de extradição oficiais. Se condenado, Chen Zhi pode enfrentar uma pena de até 40 anos de prisão – uma punição severa para crimes relacionados a fraude financeira e lavagem de dinheiro.
Lições para a indústria
O caso de Chen Zhi e do Prince Holding Group reflete um desafio profundo que as autoridades de aplicação da lei enfrentam na era digital – quando o crime financeiro não conhece fronteiras geográficas. Em particular, o uso abusivo de criptomoedas para lavagem de dinheiro e fraudes em grande escala demonstra a importância de fortalecer a supervisão e regulamentação de atividades relacionadas a ativos digitais em todo o mundo.
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Chen Zhi e a rede global de fraudes: Revelações dos EUA e do Reino Unido
Em 14 de outubro, o governo dos EUA e do Reino Unido divulgaram detalhes chocantes sobre uma das maiores operações de combate ao crime financeiro já realizadas. O personagem central é Chen Zhi – empresário de origem chinesa que atua no Camboja – juntamente com o grupo econômico que fundou. A acusação principal refere-se a uma atividade de fraude online em escala industrial, direcionada a cidadãos americanos e a milhões de vítimas em outros países ao redor do mundo.
Quem é Chen Zhi?
Chen Zhi nasceu em 1987 na província de Fujian, China, possui nacionalidade cambojana e chinesa, além de passaportes de Vanuatu e Chipre. Iniciou sua carreira no Camboja em 2011, inicialmente atuando no setor imobiliário, e rapidamente expandiu para bancos e finanças através do Prince Holding Group – grupo do qual detém controle total.
Mecanismo de funcionamento do império de fraude
De acordo com a acusação do tribunal federal de Nova York, Chen Zhi e seus cúmplices são acusados de realizar atividades ilegais em grande escala. O Prince Holding Group teria estabelecido “centros de fraude” no Camboja, usando criptomoedas como principal canal para realizar transações ilícitas globalmente.
Método de fraude:
Mecanismo de trabalho forçado: Para manter as operações, o Prince Holding Group também é acusado de comprar e vender mão de obra e de coagir trabalhadores. Os “funcionários” recrutados são monitorados de perto, obrigados a realizar golpes online em condições de trabalho severas.
Reação oficial e declaração do Prince Group
Após a divulgação das acusações, o Ministério do Interior do Camboja declarou que o Prince Group “cumpre todas as exigências legais” para operar no país. Ao mesmo tempo, afirmou estar disposto a colaborar com investigações, caso receba solicitações acompanhadas de provas concretas de autoridades estrangeiras.
O site oficial do Prince Group descreve Chen Zhi como um empresário visionário, que transformou o grupo em uma das principais empresas do Camboja, comprometida com o desenvolvimento sustentável e a conformidade com padrões internacionais. No entanto, as acusações dos EUA e do Reino Unido levantam muitas questões sobre a verdadeira natureza por trás dessas realizações.
Desenvolvimento e consequências legais
Até o momento, documentos de autoridades dos EUA e do Reino Unido ainda não identificaram a localização atual de Chen Zhi. Não há informações sobre tentativas de captura ou pedidos de extradição oficiais. Se condenado, Chen Zhi pode enfrentar uma pena de até 40 anos de prisão – uma punição severa para crimes relacionados a fraude financeira e lavagem de dinheiro.
Lições para a indústria
O caso de Chen Zhi e do Prince Holding Group reflete um desafio profundo que as autoridades de aplicação da lei enfrentam na era digital – quando o crime financeiro não conhece fronteiras geográficas. Em particular, o uso abusivo de criptomoedas para lavagem de dinheiro e fraudes em grande escala demonstra a importância de fortalecer a supervisão e regulamentação de atividades relacionadas a ativos digitais em todo o mundo.