Como apostar na queda de ações e forex? Riscos e oportunidades estão aqui

“一阴一阳之谓道”。O mercado tem altos e baixos, há quem veja alta e quem veja baixa. A maioria dos investidores está habituada a ganhar dinheiro numa tendência de alta, mas os traders inteligentes sabem que também é possível lucrar numa tendência de baixa — e aí é que reside o valor de fazer short.

O que é fazer short? Por que o mercado precisa de short?

Fazer short é uma operação inversa à compra. Simplificando, é quando um investidor espera que um ativo vá cair, vende-o a um preço elevado (empresta o ativo para vender), e depois recompra a um preço mais baixo (fecha a posição e devolve ao emprestador), lucrando com a diferença.

Imagine se o mercado só permitisse comprar em alta e não fazer short. O resultado seria uma subida contínua e rápida nos preços, seguida de quedas abruptas, tornando o mercado extremamente instável. Com o mecanismo de short, ambos os lados — compradores e vendedores — podem equilibrar-se, e a volatilidade do mercado torna-se mais moderada.

As três principais vantagens do short:

Primeiro, cobertura de risco. Quando o mercado de ações está muito volátil e incerto, e você tem uma grande posição numa ação específica, pode fazer short para se proteger de uma queda.

Segundo, prevenir bolhas. Quando uma ação está excessivamente valorizada, as instituições de short podem vender para pressionar o preço para valores mais justos.

Terceiro, aumentar a liquidez. Combinar posições de compra e venda faz com que os investidores tenham oportunidades de lucro em mercados em alta ou baixa, incentivando uma participação mais ativa e aumentando a liquidez.

Formas comuns de fazer short em ações

Venda a descoberto — mais direta, mas com barreiras mais elevadas

Esta é a forma mais tradicional de fazer short. Você empresta ações de uma corretora, vende-as ao preço atual, e depois recompra quando o preço cair, devolvendo-as ao emprestador. O ponto-chave é que o empréstimo de ações exige cumprir certos requisitos — a sua conta deve ter fundos suficientes, geralmente várias milhares de euros ou dólares. Além disso, a corretora cobra juros, o que aumenta o custo.

Contratos por Diferença (CFD) — barreira de entrada baixa, risco elevado

Os CFDs são instrumentos financeiros derivados que acompanham a evolução do preço de ativos subjacentes (ações, índices, moedas, etc.). Ao contrário de possuir diretamente as ações, fazer short com CFDs só requer uma margem de garantia — normalmente entre 5% e 10% do valor total — permitindo controlar posições de 10 a 20 vezes o valor investido.

Por exemplo: fazer short de 5 ações de uma determinada empresa, através de empréstimo direto, pode custar vários milhares de euros, enquanto com CFDs basta alguns centenas, graças ao efeito de alavancagem. Mas atenção: a alavancagem aumenta tanto os lucros quanto as perdas.

Futuros — flexíveis, mas requerem conhecimento especializado

Os contratos futuros são acordos padronizados que permitem fazer short de qualquer ativo. Funcionam de modo semelhante aos CFDs, lucrando com a diferença de preço. Contudo, os futuros têm uma utilização de capital menos eficiente, possuem datas de vencimento e podem envolver entrega física do ativo, o que os torna menos flexíveis. A menos que tenha experiência avançada, não é recomendado fazer short com futuros.

ETFs inversos — solução prática para quem quer fazer short

Se não quer gerir o timing, pode comprar ETFs inversos, como o QID (que faz short ao Nasdaq) ou o DXD (que faz short ao Dow Jones). Estes fundos são geridos por equipas profissionais e têm risco relativamente controlado. A desvantagem é o custo mais elevado, pois é necessário reequilibrar continuamente a carteira para replicar o efeito de short.

Fazer short de moedas — um universo de operações bidirecionais

O mercado cambial é, por natureza, bidirecional. Pode apostar na valorização do euro comprando EUR/USD, ou na desvalorização da libra fazendo short a GBP/USD.

As taxas de câmbio são influenciadas por múltiplos fatores:

  • Taxas de juro — taxas elevadas atraem fluxos de capital, valorizando a moeda
  • Balança comercial — países com forte exportação tendem a ter moedas mais fortes
  • Reservas cambiais — países com reservas abundantes têm moedas mais estáveis
  • Inflação — alta inflação geralmente deprecia a moeda
  • Dados económicos — PIB, taxa de desemprego, entre outros, influenciam a cotação
  • Expectativas de política monetária — as previsões do mercado sobre as ações do banco central antecipam-se às mudanças na taxa de câmbio

Portanto, fazer trading de forex e fazer short não é apenas adivinhar se sobe ou desce, é compreender como esses fatores interagem.

Os riscos fatais do short — o que precisa de saber

Liquidação forçada

Os ativos emprestados para fazer short podem ser requisitados a qualquer momento pelo emprestador (normalmente a corretora). Se for forçado a liquidar, pode vender a um preço desfavorável, levando a perdas elevadas.

Perdas ilimitadas

Este é o maior perigo do short. Quando se compra, a perda máxima é o valor investido (se a ação cair a zero). No short, a perda é teoricamente ilimitada, pois o preço pode subir indefinidamente. Por exemplo: se faz short de uma ação a 10 euros, e ela sobe para 100 euros, a sua perda será de 9000 euros. Se a margem não for suficiente para cobrir essa perda, será forçado a fechar a posição.

Um exemplo extremo: uma ação altamente desacreditada é de repente adquirida por outro, e o seu preço dispara. Todos os shorters estão a perder muito, e muitos podem ser forçados a liquidar.

Custo de uma decisão errada

Para lucrar com short, o mercado deve realmente cair. Se a sua previsão estiver errada e o mercado subir, as perdas acumulam-se rapidamente. Com alavancagem, um erro pode levar à ruína total.

Recomendações para fazer short

Primeiro, evite posições de longo prazo. Fazer short não é como comprar e manter por anos. Os lucros são limitados (até 100%), mas as perdas podem ser ilimitadas. Além disso, há custos de juros e risco de liquidação forçada. Portanto, o short deve ser uma operação rápida.

Segundo, ajuste o tamanho da posição. O short deve ser uma estratégia de proteção, não o seu principal método de investimento. Se tem uma grande posição comprada, pode usar uma pequena posição de short para se proteger. Nunca use o short como principal fonte de rendimento.

Terceiro, não aumente posições indevidamente. Muitos fazem short e, se o mercado não se comportar como esperado, aumentam a posição ou a alavancagem — o que é um erro grave. Às vezes, o melhor é fechar a posição e aceitar a perda, em vez de insistir na esperança de reversão.

Quarto, defina limites claros de stop-loss e take-profit. Seja para garantir lucros ou limitar perdas, é fundamental fechar a posição no momento certo. Não seja teimoso nem confie na sorte.

Resumo

Fazer short não é uma ferramenta má, nem só para especialistas. O importante é entender bem o que está a fazer. Conhecendo os princípios, as formas e os riscos do short, e com uma gestão de risco adequada, pode usar esta estratégia como uma mais no seu arsenal de investimentos.

Nunca siga cegamente os outros que fazem short e ganham muito. Para lucrar com short, é preciso: ter confiança na previsão do mercado, equilibrar risco e retorno, e gerir bem o tamanho da posição. Os três fatores são essenciais.

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