Investidores brasileiros estão cada vez mais atentos a uma realidade inevitável: em um cenário de juros elevados internamente, inflação persistente e câmbio volátil, concentrar recursos apenas em reais tornou-se arriscado. A solução que ganha adeptos? Buscar rendimentos constantes em moeda forte através de ativos que distribuem proventos regularmente.
Aqui entra uma categoria específica de instrumentos: os etfs que pagam dividendos mensais. Diferente do investimento tradicional em ações isoladas, esses fundos negociados em bolsa oferecem uma forma simples, diversificada e acessível de construir um fluxo de caixa previsível em dólares, sem a complexidade de montar uma carteira internacional por conta própria.
Neste guia, vamos explorar seis dos fundos mais procurados globalmente, entender como funcionam e orientar você sobre as melhores formas de começar — seja através de corretoras internacionais, BDRs ou plataformas de derivativos.
Entendendo os ETFs de Dividendos Mensais: O Básico
Antes de analisar opções específicas, é fundamental compreender o mecanismo por trás desses ativos.
Um ETF que paga dividendos mensais é um fundo que reúne uma seleção curada de ações ou títulos com histórico robusto de distribuição de lucros. Em lugar de o investidor adquirir diversas ações americanas isoladamente — operação custosa e trabalhosa — ele compra cotas de um único fundo e obtém exposição automática a uma carteira balanceada.
A maioria desses fundos concentra-se em setores geradores de fluxo de caixa estável: energia, telecomunicações, utilidades (serviços públicos) e REITs (Fundos de Investimento Imobiliário americanos). Alguns, porém, adotam estratégias derivativas sofisticadas — como a venda de opções (covered calls) — para amplificar os rendimentos.
O rendimento é depositado mensalmente na corretora em dólares, podendo ser reinvestido ou convertido para reais conforme a estratégia pessoal de cada um. Para o investidor brasileiro interessado em dolarizar parte do patrimônio enquanto constrói uma renda recorrente, essa abordagem oferece praticidade e segurança que aplicações isoladas dificilmente proporcionam.
Os 6 Principais ETFs que Pagam Dividendos Mensais
SDIV — Global X SuperDividend ETF: Exposição Global com Alto Rendimento
Se sua meta é receber uma renda passiva em dólar com acesso a empresas do mundo inteiro, o SDIV merece atenção.
Criado em 2011, esse fundo da Global X replica um índice que seleciona 100 ações globais com os maiores dividend yields, mantendo peso igual para cada posição e evitando concentração excessiva em países ou setores únicos.
Dados-chave (dezembro/2025):
Preço: ~US$ 24,15
Patrimônio líquido: US$ 1,06 bilhão
Taxa anual: 0,58%
Dividend yield (12m): 9,74%
Composição: A carteira distribui-se entre financeiro (~28%), energia (~19%), imobiliário (~13%) e outros setores. Geograficamente, destaque para Estados Unidos (25%), Brasil (15%) e Hong Kong (12%).
Pontos fortes: Renda mensal previsível; diversificação genuinamente global; foco em empresas com histórico sólido de proventos.
Riscos: Empresas com dividendos muito altos podem enfrentar cortes futuros; forte exposição a mercados emergentes e setores cíclicos; taxa administrativa superior à média.
DIV — Global X SuperDividend U.S. ETF: Foco Americano com Volatilidade Reduzida
Complementar ao SDIV, o DIV oferece uma abordagem alternativa: seleção exclusiva de ações americanas com alto rendimento, mas filtrando apenas aquelas com baixa volatilidade histórica em relação ao S&P 500.
O resultado é um fundo menos turbulento, ideal para investidores que querem renda passiva em dólar sem oscilações acentuadas.
Dados-chave (dezembro/2025):
Preço: ~US$ 17,79
Patrimônio líquido: US$ 624 milhões
Taxa anual: 0,45%
Dividend yield (12m): 7,30%
Perfil setorial: Fortemente defensivo. Utilities compõem ~21%, REITs ~19%, energia ~19%, consumo básico ~10%. Tecnologia e varejo de crescimento praticamente não aparecem.
Vantagens: Dividendos consistentes acima de 7% ao ano; setores com resiliência em crises; potencial de amortecimento de perdas.
Desvantagens: Concentração em apenas três setores principais; limitado a 50 ações americanas; risco de “armadilhas de dividendos” se empresas deteriorarem e cortarem proventos.
SPHD — Invesco S&P 500 High Dividend Low Volatility ETF: Equilíbrio Entre Renda e Estabilidade
O SPHD sintetiza uma proposta equilibrada: ações do S&P 500 que combinam alto rendimento com flutuações moderadas.
Lançado em 2012, o fundo reavaliza sua composição semestralmente (janeiro e julho) para manter esse balanço. Entre seus maiores investimentos estão Pfizer, Verizon, Altria e Consolidated Edison — empresas maduras com fluxo de caixa previsível.
Dados-chave (novembro/2025):
Preço: ~US$ 48,65
Patrimônio líquido: US$ 3,08 bilhões
Taxa anual: 0,30%
Dividend yield (12m): ~3,4% ao ano
Composição setorial: REITs (~23%), consumo básico (~20%), utilities (~20%), com saúde e telecomunicações também representadas.
Benefícios: Menor risco relativo; taxa administrativa atrativa (0,30%); rebalanceamento periódico previne acúmulo de posições voláteis.
Limitações: Rendimento moderado comparado a SDIV ou DIV; ausência de ações de crescimento reduz potencial de valorização em mercados bullish; meia carteira exposta a apenas três setores.
PFF — iShares Preferred and Income Securities ETF: Renda via Ações Preferenciais
Diferente dos anteriores, o PFF investe em ações preferenciais — um híbrido entre ações ordinárias e títulos de dívida.
Essas securities pagam dividendos fixos (frequentemente mensais), apresentam menor volatilidade que ações comuns e ocupam posição privilegiada em caso de insolvência corporativa. O PFF aglomera mais de 450 emissões, majoritariamente de instituições financeiras americanas.
Dados-chave (novembro/2025):
Preço: ~US$ 30,95
Patrimônio líquido: US$ 14,11 bilhões
Taxa anual: 0,45%
Dividend yield (12m): ~6,55%
Volume diário: ~3,5 milhões de cotas
Dinâmica de mercado: Setores financeiro (+60%), utilities, energia e telecomunicações. Nomes como JPMorgan, Bank of America e Wells Fargo compõem a base.
Pontos positivos: Renda elevada e previsível; comportamento menos selvagem que ações ordinárias; diversificação substancial dilui risco de crédito individual.
Preocupações: Sensibilidade a variações de taxa de juros (ao subir juros, valor de mercado tende a cair); potencial reduzido de valorização de capital; dependência do setor financeiro para geração de retorno.
QYLD — Global X NASDAQ-100 Covered Call ETF: Máxima Renda via Estratégia de Opções
Para investidores dispostos a trocar potencial de valorização por renda excepcional, o QYLD oferece uma proposta agressiva.
Esse fundo implementa mensalmente uma estratégia de “covered call”: compra todas as ações do índice Nasdaq-100 e simultaneamente vende opções de compra sobre elas. Os prêmios recebidos por essas operações com opções são integralmente distribuídos aos cotistas.
Dados-chave (dezembro/2025):
Preço: US$ 17,47
Patrimônio líquido: US$ 8,09 bilhões
Taxa anual: 0,60%
Dividend yield (12m): 13,17%
Volume diário: ~7 milhões de cotas
Exposição: Predominantemente tecnologia (56%), comunicações (15%), consumo discricionário (13%). Principais posições incluem Apple, Microsoft, NVIDIA, Amazon e Meta.
Atrativos: Maior rendimento mensal entre os listados aqui (~13%); estratégia executada automaticamente pelo fundo; proteção relativa em mercados laterais ou de queda.
Trade-offs: Potencial limitado de ganho de capital — quando o Nasdaq-100 sobe fortemente, o fundo fica para trás; rendimento flutua com volatilidade do mercado; possível erosão de valor da cota no longo prazo.
JEPI — JPMorgan Equity Premium Income ETF: Qualidade com Rendimento Ativo
O JEPI, lançado em 2020, conquistou rápidamente posição como um dos maiores ETFs ativos de dividendos do mundo, com mais de US$ 40 bilhões sob gestão.
A estratégia híbrida do fundo combina seleção ativa de 100-150 ações defensivas do S&P 500 (Coca-Cola, AbbVie, UPS, PepsiCo) com instrumentos derivados estruturados (ELNs) que replicam a venda de calls sobre o índice, gerando prêmios mensais.
Dados-chave (outubro/2025):
Preço: ~US$ 57,46
Patrimônio líquido: US$ 40 bilhões
Taxa anual: 0,35%
Dividend yield (12m): ~8,4%
Volume diário: ~5 milhões de cotas
Diferencial: Beta de apenas 0,56 em relação ao S&P 500, sinalizando menor correlação com movimentos amplos do mercado.
Benefícios: Renda substancial (8,4%) com menor risco que ações puras; altíssima liquidez e solidez operacional; possível vantagem tributária (parte dos rendimentos classificada como ganho de capital de longo prazo).
Ressalvas: Participação limitada em fortes altas do mercado; complexidade técnica na gestão de ELNs; taxa de administração ligeiramente elevada em relação a passivos puros.
Comparação Rápida: Qual Escolher?
Fundo
Rendimento
Volatilidade
Setores
Taxa
Melhor para
SDIV
9,74%
Moderada-Alta
Diversificado global
0,58%
Busca máxima diversificação
DIV
7,30%
Baixa
Defensivo (EUA)
0,45%
Renda com estabilidade
SPHD
3,4%
Baixa
Defensivo (EUA)
0,30%
Menor risco possível
PFF
6,55%
Baixa-Mod
Financeiro 60%
0,45%
Preferenciais defensivas
QYLD
13,17%
Moderada
Tecnologia 56%
0,60%
Máxima renda, aceitando limites
JEPI
8,4%
Baixa-Mod
Diversificado defensivo
0,35%
Equilíbrio renda-segurança
Como Brasileiros Podem Investir em ETFs de Dividendos Mensais
Felizmente, residir no Brasil não impede acesso a esses ativos. Existem pelo menos três caminhos viáveis:
1. Corretoras Internacionais
A alternativa mais direta é abrir conta em plataformas como Passfolio, Nomad, Interactive Brokers, Stake, Avenue, Inter Securities ou BTG Pactual. Elas permitem transferência de valores via TED internacional, câmbio automático e compra direta de ETFs americanos nas bolsas NYSE e Nasdaq.
Os dividendos caem mensalmente em dólar na conta — podendo ser reinvestidos ou convertidos para reais conforme sua estratégia.
2. BDRs de ETFs (Via B3)
Algumas opções como IVVB11 (réplica do S&P 500) estão disponíveis na B3 em forma de Brazilian Depositary Receipts. Porém, o universo de BDRs de ETFs é limitado e, atualmente, não existem BDRs que repliquem especificamente os etfs que pagam dividendos mensais mencionados aqui.
Além disso, dividendos via BDR podem sofrer tributação mais pesada e demora na distribuição.
3. CFDs em Plataformas Derivativas
Alternativa mais ativa: negociar CFDs (Contratos por Diferença) de ETFs internacionais. Permite lucrar tanto com altas quanto quedas, com possibilidade de alavancagem — recurso que amplifica ganhos (e riscos). Essa estratégia complementa bem o investimento passivo em ETFs reais.
Conclusão: Construindo Sua Renda em Dólar
Os etfs que pagam dividendos mensais representam uma ponte entre a segurança do investimento diversificado e a praticidade da renda recorrente em moeda forte. Cada um dos seis fundos apresentados atende a um perfil diferente:
Buscando máxima diversificação global? SDIV.
Preferindo estabilidade em ações americanas? DIV ou SPHD.
Interessado em preferenciais defensivas? PFF.
Disposto a sacrificar valorização por renda extrema? QYLD.
Querendo equilíbrio entre renda e segurança? JEPI.
O passo seguinte é definir qual corretora internacional abre sua conta e começar com um investimento inicial modesto, permitindo compreender na prática como os dividendos chegam, em qual frequência, e como isso se integra ao seu planejamento financeiro de longo prazo.
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Renda em Dólar com ETFs: Qual Fundo de Dividendos Mensais Escolher?
Investidores brasileiros estão cada vez mais atentos a uma realidade inevitável: em um cenário de juros elevados internamente, inflação persistente e câmbio volátil, concentrar recursos apenas em reais tornou-se arriscado. A solução que ganha adeptos? Buscar rendimentos constantes em moeda forte através de ativos que distribuem proventos regularmente.
Aqui entra uma categoria específica de instrumentos: os etfs que pagam dividendos mensais. Diferente do investimento tradicional em ações isoladas, esses fundos negociados em bolsa oferecem uma forma simples, diversificada e acessível de construir um fluxo de caixa previsível em dólares, sem a complexidade de montar uma carteira internacional por conta própria.
Neste guia, vamos explorar seis dos fundos mais procurados globalmente, entender como funcionam e orientar você sobre as melhores formas de começar — seja através de corretoras internacionais, BDRs ou plataformas de derivativos.
Entendendo os ETFs de Dividendos Mensais: O Básico
Antes de analisar opções específicas, é fundamental compreender o mecanismo por trás desses ativos.
Um ETF que paga dividendos mensais é um fundo que reúne uma seleção curada de ações ou títulos com histórico robusto de distribuição de lucros. Em lugar de o investidor adquirir diversas ações americanas isoladamente — operação custosa e trabalhosa — ele compra cotas de um único fundo e obtém exposição automática a uma carteira balanceada.
A maioria desses fundos concentra-se em setores geradores de fluxo de caixa estável: energia, telecomunicações, utilidades (serviços públicos) e REITs (Fundos de Investimento Imobiliário americanos). Alguns, porém, adotam estratégias derivativas sofisticadas — como a venda de opções (covered calls) — para amplificar os rendimentos.
O rendimento é depositado mensalmente na corretora em dólares, podendo ser reinvestido ou convertido para reais conforme a estratégia pessoal de cada um. Para o investidor brasileiro interessado em dolarizar parte do patrimônio enquanto constrói uma renda recorrente, essa abordagem oferece praticidade e segurança que aplicações isoladas dificilmente proporcionam.
Os 6 Principais ETFs que Pagam Dividendos Mensais
SDIV — Global X SuperDividend ETF: Exposição Global com Alto Rendimento
Se sua meta é receber uma renda passiva em dólar com acesso a empresas do mundo inteiro, o SDIV merece atenção.
Criado em 2011, esse fundo da Global X replica um índice que seleciona 100 ações globais com os maiores dividend yields, mantendo peso igual para cada posição e evitando concentração excessiva em países ou setores únicos.
Dados-chave (dezembro/2025):
Composição: A carteira distribui-se entre financeiro (~28%), energia (~19%), imobiliário (~13%) e outros setores. Geograficamente, destaque para Estados Unidos (25%), Brasil (15%) e Hong Kong (12%).
Pontos fortes: Renda mensal previsível; diversificação genuinamente global; foco em empresas com histórico sólido de proventos.
Riscos: Empresas com dividendos muito altos podem enfrentar cortes futuros; forte exposição a mercados emergentes e setores cíclicos; taxa administrativa superior à média.
DIV — Global X SuperDividend U.S. ETF: Foco Americano com Volatilidade Reduzida
Complementar ao SDIV, o DIV oferece uma abordagem alternativa: seleção exclusiva de ações americanas com alto rendimento, mas filtrando apenas aquelas com baixa volatilidade histórica em relação ao S&P 500.
O resultado é um fundo menos turbulento, ideal para investidores que querem renda passiva em dólar sem oscilações acentuadas.
Dados-chave (dezembro/2025):
Perfil setorial: Fortemente defensivo. Utilities compõem ~21%, REITs ~19%, energia ~19%, consumo básico ~10%. Tecnologia e varejo de crescimento praticamente não aparecem.
Vantagens: Dividendos consistentes acima de 7% ao ano; setores com resiliência em crises; potencial de amortecimento de perdas.
Desvantagens: Concentração em apenas três setores principais; limitado a 50 ações americanas; risco de “armadilhas de dividendos” se empresas deteriorarem e cortarem proventos.
SPHD — Invesco S&P 500 High Dividend Low Volatility ETF: Equilíbrio Entre Renda e Estabilidade
O SPHD sintetiza uma proposta equilibrada: ações do S&P 500 que combinam alto rendimento com flutuações moderadas.
Lançado em 2012, o fundo reavaliza sua composição semestralmente (janeiro e julho) para manter esse balanço. Entre seus maiores investimentos estão Pfizer, Verizon, Altria e Consolidated Edison — empresas maduras com fluxo de caixa previsível.
Dados-chave (novembro/2025):
Composição setorial: REITs (~23%), consumo básico (~20%), utilities (~20%), com saúde e telecomunicações também representadas.
Benefícios: Menor risco relativo; taxa administrativa atrativa (0,30%); rebalanceamento periódico previne acúmulo de posições voláteis.
Limitações: Rendimento moderado comparado a SDIV ou DIV; ausência de ações de crescimento reduz potencial de valorização em mercados bullish; meia carteira exposta a apenas três setores.
PFF — iShares Preferred and Income Securities ETF: Renda via Ações Preferenciais
Diferente dos anteriores, o PFF investe em ações preferenciais — um híbrido entre ações ordinárias e títulos de dívida.
Essas securities pagam dividendos fixos (frequentemente mensais), apresentam menor volatilidade que ações comuns e ocupam posição privilegiada em caso de insolvência corporativa. O PFF aglomera mais de 450 emissões, majoritariamente de instituições financeiras americanas.
Dados-chave (novembro/2025):
Dinâmica de mercado: Setores financeiro (+60%), utilities, energia e telecomunicações. Nomes como JPMorgan, Bank of America e Wells Fargo compõem a base.
Pontos positivos: Renda elevada e previsível; comportamento menos selvagem que ações ordinárias; diversificação substancial dilui risco de crédito individual.
Preocupações: Sensibilidade a variações de taxa de juros (ao subir juros, valor de mercado tende a cair); potencial reduzido de valorização de capital; dependência do setor financeiro para geração de retorno.
QYLD — Global X NASDAQ-100 Covered Call ETF: Máxima Renda via Estratégia de Opções
Para investidores dispostos a trocar potencial de valorização por renda excepcional, o QYLD oferece uma proposta agressiva.
Esse fundo implementa mensalmente uma estratégia de “covered call”: compra todas as ações do índice Nasdaq-100 e simultaneamente vende opções de compra sobre elas. Os prêmios recebidos por essas operações com opções são integralmente distribuídos aos cotistas.
Dados-chave (dezembro/2025):
Exposição: Predominantemente tecnologia (56%), comunicações (15%), consumo discricionário (13%). Principais posições incluem Apple, Microsoft, NVIDIA, Amazon e Meta.
Atrativos: Maior rendimento mensal entre os listados aqui (~13%); estratégia executada automaticamente pelo fundo; proteção relativa em mercados laterais ou de queda.
Trade-offs: Potencial limitado de ganho de capital — quando o Nasdaq-100 sobe fortemente, o fundo fica para trás; rendimento flutua com volatilidade do mercado; possível erosão de valor da cota no longo prazo.
JEPI — JPMorgan Equity Premium Income ETF: Qualidade com Rendimento Ativo
O JEPI, lançado em 2020, conquistou rápidamente posição como um dos maiores ETFs ativos de dividendos do mundo, com mais de US$ 40 bilhões sob gestão.
A estratégia híbrida do fundo combina seleção ativa de 100-150 ações defensivas do S&P 500 (Coca-Cola, AbbVie, UPS, PepsiCo) com instrumentos derivados estruturados (ELNs) que replicam a venda de calls sobre o índice, gerando prêmios mensais.
Dados-chave (outubro/2025):
Diferencial: Beta de apenas 0,56 em relação ao S&P 500, sinalizando menor correlação com movimentos amplos do mercado.
Benefícios: Renda substancial (8,4%) com menor risco que ações puras; altíssima liquidez e solidez operacional; possível vantagem tributária (parte dos rendimentos classificada como ganho de capital de longo prazo).
Ressalvas: Participação limitada em fortes altas do mercado; complexidade técnica na gestão de ELNs; taxa de administração ligeiramente elevada em relação a passivos puros.
Comparação Rápida: Qual Escolher?
Como Brasileiros Podem Investir em ETFs de Dividendos Mensais
Felizmente, residir no Brasil não impede acesso a esses ativos. Existem pelo menos três caminhos viáveis:
1. Corretoras Internacionais
A alternativa mais direta é abrir conta em plataformas como Passfolio, Nomad, Interactive Brokers, Stake, Avenue, Inter Securities ou BTG Pactual. Elas permitem transferência de valores via TED internacional, câmbio automático e compra direta de ETFs americanos nas bolsas NYSE e Nasdaq.
Os dividendos caem mensalmente em dólar na conta — podendo ser reinvestidos ou convertidos para reais conforme sua estratégia.
2. BDRs de ETFs (Via B3)
Algumas opções como IVVB11 (réplica do S&P 500) estão disponíveis na B3 em forma de Brazilian Depositary Receipts. Porém, o universo de BDRs de ETFs é limitado e, atualmente, não existem BDRs que repliquem especificamente os etfs que pagam dividendos mensais mencionados aqui.
Além disso, dividendos via BDR podem sofrer tributação mais pesada e demora na distribuição.
3. CFDs em Plataformas Derivativas
Alternativa mais ativa: negociar CFDs (Contratos por Diferença) de ETFs internacionais. Permite lucrar tanto com altas quanto quedas, com possibilidade de alavancagem — recurso que amplifica ganhos (e riscos). Essa estratégia complementa bem o investimento passivo em ETFs reais.
Conclusão: Construindo Sua Renda em Dólar
Os etfs que pagam dividendos mensais representam uma ponte entre a segurança do investimento diversificado e a praticidade da renda recorrente em moeda forte. Cada um dos seis fundos apresentados atende a um perfil diferente:
O passo seguinte é definir qual corretora internacional abre sua conta e começar com um investimento inicial modesto, permitindo compreender na prática como os dividendos chegam, em qual frequência, e como isso se integra ao seu planejamento financeiro de longo prazo.