Uma conversa no mercado de agricultores fez-me redescobrir o que é a arte de viver.
Naquele dia, parei diante do carrinho de verduras, observando o senhor que, dia após dia, dispunha alface, cenouras e outros legumes. O movimento era tranquilo, mas ele nunca faltava. Movido pela curiosidade, perguntei: "Com um negócio tão tranquilo, por que insiste em vir todos os dias?"
O senhor deixou a cesta de compras de lado, um olhar de reflexão passou por seus olhos. Sua resposta fez-me entender de imediato.
Afinal, cada minuto na banca de verduras é uma vida cuidadosamente planejada. A nora traz o almoço em horários certos, a esposa prepara o jantar esperando em casa. Essa rotina aparentemente simples é, na verdade, uma astuta forma de "evitar riscos" — ele usa a banca como uma justificativa, tecendo uma rede de segurança.
Se estivesse em casa, relaxando, a situação seria completamente diferente. O tempo se tornaria uma carga, uma pessoa poderia cair na inércia. O olhar da nora poderia expressar insatisfação, as reclamações da esposa se tornariam o som de fundo na casa. Essas pequenas tensões familiares, como poeira acumulada, ficariam cada vez mais difíceis de limpar.
Mas a banca de verduras é diferente. É uma saída, uma justificativa, um palco onde mantém seu senso de valor. Aqui, o senhor não é um idoso ocioso, mas alguém com responsabilidade e missão. O negócio, bom ou ruim, não é o mais importante. O que importa é que ele encontrou um lugar onde se sente necessário dentro das relações familiares.
Isso não é fuga, mas uma sabedoria de viver. Com uma cesta de verduras, ele demonstra como pessoas na meia-idade ou mais velhas podem, dentro de opções limitadas, criar a maior satisfação de vida. Essa compreensão vale a pena ser refletida por todos.
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Uma conversa no mercado de agricultores fez-me redescobrir o que é a arte de viver.
Naquele dia, parei diante do carrinho de verduras, observando o senhor que, dia após dia, dispunha alface, cenouras e outros legumes. O movimento era tranquilo, mas ele nunca faltava. Movido pela curiosidade, perguntei: "Com um negócio tão tranquilo, por que insiste em vir todos os dias?"
O senhor deixou a cesta de compras de lado, um olhar de reflexão passou por seus olhos. Sua resposta fez-me entender de imediato.
Afinal, cada minuto na banca de verduras é uma vida cuidadosamente planejada. A nora traz o almoço em horários certos, a esposa prepara o jantar esperando em casa. Essa rotina aparentemente simples é, na verdade, uma astuta forma de "evitar riscos" — ele usa a banca como uma justificativa, tecendo uma rede de segurança.
Se estivesse em casa, relaxando, a situação seria completamente diferente. O tempo se tornaria uma carga, uma pessoa poderia cair na inércia. O olhar da nora poderia expressar insatisfação, as reclamações da esposa se tornariam o som de fundo na casa. Essas pequenas tensões familiares, como poeira acumulada, ficariam cada vez mais difíceis de limpar.
Mas a banca de verduras é diferente. É uma saída, uma justificativa, um palco onde mantém seu senso de valor. Aqui, o senhor não é um idoso ocioso, mas alguém com responsabilidade e missão. O negócio, bom ou ruim, não é o mais importante. O que importa é que ele encontrou um lugar onde se sente necessário dentro das relações familiares.
Isso não é fuga, mas uma sabedoria de viver. Com uma cesta de verduras, ele demonstra como pessoas na meia-idade ou mais velhas podem, dentro de opções limitadas, criar a maior satisfação de vida. Essa compreensão vale a pena ser refletida por todos.