## Por que cada vez menos se fala nos Quatro Pequenos Dragões da Ásia? Como o milagre económico se tornou comum
Ainda se lembra do conceito de "Quatro Pequenos Dragões da Ásia", que já foi tão familiar? Taiwan, Hong Kong, Singapura e Coreia do Sul são quatro regiões que, nas últimas décadas, criaram um milagre de crescimento económico que chamou a atenção do mundo. Mas hoje, ao mencionar esses nomes, parece que essa história já faz parte do passado, sendo substituída por discussões sobre o crescimento fraco e as dificuldades de desenvolvimento.
**Do desespero à ascensão: como os Quatro Pequenos Dragões da Ásia superaram as dificuldades**
Para entender por que esses quatro países e regiões estão gradualmente saindo do foco, é preciso voltar às suas histórias de sucesso inicial. Tomando a Coreia do Sul como exemplo, a economia do país na década de 1960 era extremamente difícil, com um PIB per capita inferior a 100 dólares, muito abaixo dos países vizinhos. Para reverter essa situação, o então presidente Park Chung-hee implementou reformas radicais. Sua primeira medida foi elaborar um plano de desenvolvimento quinquenal, promovendo ativamente a entrada de capital e tecnologia japoneses para fortalecer a base industrial local.
De forma inteligente, a eclosão da Guerra do Vietnã acabou se tornando um catalisador para o crescimento econômico da Coreia. Ao fornecer suprimentos militares para as forças americanas, a Coreia obteve uma grande quantidade de divisas estrangeiras, que foram reinvestidas no desenvolvimento industrial. No segundo plano quinquenal, o governo de Park apoiou de forma direcionada os conglomerados empresariais (chaebols) na expansão para mercados internacionais, impulsionando setores como construção naval, automóveis, produtos químicos e eletrônicos. Esse período de crescimento acelerado ficou conhecido como o "Milagre do Rio Han", que por um tempo colocou a Coreia do Sul no centro das atenções como uma nova potência econômica.
O percurso de desenvolvimento de Taiwan é bastante semelhante ao da Coreia, embora com um atraso de alguns anos. Na década de 1980, Taiwan aproveitou a transferência de manufatura eletrônica global, especialmente no setor de semicondutores, beneficiando-se das lacunas de mercado geradas pelas disputas comerciais entre EUA e Japão, tornando-se rapidamente uma importante base de produção de chips. Nesse período, o padrão de vida da população e a influência internacional de Taiwan atingiram seu auge.
**As limitações do modelo de crescimento começam a ficar evidentes**
No entanto, o poder da história tem seus limites. O modelo econômico adotado pelos Quatro Pequenos Dragões da Ásia é, essencialmente, altamente dependente de setores específicos e da demanda de mercados externos. A Coreia do Sul depende fortemente de encomendas internacionais na construção naval e eletrônica, enquanto Taiwan concentra seus esforços na fabricação de semicondutores e eletrônicos. Essa estratégia de desenvolvimento concentrada trouxe crescimento explosivo inicialmente, mas também criou vulnerabilidades de longo prazo.
Quando o cenário econômico global mudou, essas vulnerabilidades começaram a aparecer. Com o século XXI, empresas chinesas emergiram rapidamente, aproveitando vantagens de custos baixos e capacidade de fabricação, entrando em competição acirrada com os países que antes dominavam a região. A indústria naval e automobilística da Coreia enfrentam pressão de fabricantes continentais, e a indústria de chips e eletrônicos de Taiwan, que era uma de suas maiores forças, já não detém vantagem absoluta.
Ao mesmo tempo, o mercado interno de Taiwan é limitado, dependente de importações de matérias-primas, e muitas empresas taiwanesas foram forçadas a buscar maior espaço de crescimento e custos de produção mais baixos na China continental. Isso enfraquece ainda mais a vitalidade econômica da ilha.
**Problemas sociais tornam-se novos obstáculos**
A estagnação econômica não ocorre de forma isolada; ela costuma vir acompanhada de problemas sociais mais profundos. A Coreia do Sul enfrenta uma dupla pressão de baixa taxa de natalidade e envelhecimento populacional, o que significa que a força de trabalho futura será significativamente reduzida, e o bônus demográfico que impulsionou o crescimento já se esgotou. Taiwan também enfrenta desafios relacionados à sua independência política e econômica, além de incertezas no ambiente geopolítico que limitam seu desenvolvimento de longo prazo.
Esses problemas sociais e políticos não podem ser resolvidos apenas com ajustes de curto prazo nas políticas; eles exigem uma inovação institucional profunda e uma transformação estratégica.
**Será que os Quatro Pequenos Dragões da Ásia encontrarão novas rotas de crescimento?**
De criadores de milagres econômicos a representantes de crescimento fraco, os Quatro Pequenos Dragões da Ásia enfrentam não apenas a pressão da concorrência, mas também uma profunda necessidade de renovação. Para superar a situação atual, essas regiões precisam romper com a dependência excessiva de setores tradicionais e buscar oportunidades em áreas emergentes. Além disso, resolver o envelhecimento populacional, melhorar a qualidade da educação e otimizar o ambiente de negócios são tarefas essenciais.
Antes considerados exemplos de sucesso econômico na Ásia, eles agora vivem uma difícil fase de transformação. Esse processo é cheio de desafios, mas também pode oferecer oportunidades. O segredo está em se os Quatro Pequenos Dragões da Ásia conseguirão aproveitar a nova onda de revoluções tecnológicas e industriais, reposicionando-se no cenário econômico global.
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## Por que cada vez menos se fala nos Quatro Pequenos Dragões da Ásia? Como o milagre económico se tornou comum
Ainda se lembra do conceito de "Quatro Pequenos Dragões da Ásia", que já foi tão familiar? Taiwan, Hong Kong, Singapura e Coreia do Sul são quatro regiões que, nas últimas décadas, criaram um milagre de crescimento económico que chamou a atenção do mundo. Mas hoje, ao mencionar esses nomes, parece que essa história já faz parte do passado, sendo substituída por discussões sobre o crescimento fraco e as dificuldades de desenvolvimento.
**Do desespero à ascensão: como os Quatro Pequenos Dragões da Ásia superaram as dificuldades**
Para entender por que esses quatro países e regiões estão gradualmente saindo do foco, é preciso voltar às suas histórias de sucesso inicial. Tomando a Coreia do Sul como exemplo, a economia do país na década de 1960 era extremamente difícil, com um PIB per capita inferior a 100 dólares, muito abaixo dos países vizinhos. Para reverter essa situação, o então presidente Park Chung-hee implementou reformas radicais. Sua primeira medida foi elaborar um plano de desenvolvimento quinquenal, promovendo ativamente a entrada de capital e tecnologia japoneses para fortalecer a base industrial local.
De forma inteligente, a eclosão da Guerra do Vietnã acabou se tornando um catalisador para o crescimento econômico da Coreia. Ao fornecer suprimentos militares para as forças americanas, a Coreia obteve uma grande quantidade de divisas estrangeiras, que foram reinvestidas no desenvolvimento industrial. No segundo plano quinquenal, o governo de Park apoiou de forma direcionada os conglomerados empresariais (chaebols) na expansão para mercados internacionais, impulsionando setores como construção naval, automóveis, produtos químicos e eletrônicos. Esse período de crescimento acelerado ficou conhecido como o "Milagre do Rio Han", que por um tempo colocou a Coreia do Sul no centro das atenções como uma nova potência econômica.
O percurso de desenvolvimento de Taiwan é bastante semelhante ao da Coreia, embora com um atraso de alguns anos. Na década de 1980, Taiwan aproveitou a transferência de manufatura eletrônica global, especialmente no setor de semicondutores, beneficiando-se das lacunas de mercado geradas pelas disputas comerciais entre EUA e Japão, tornando-se rapidamente uma importante base de produção de chips. Nesse período, o padrão de vida da população e a influência internacional de Taiwan atingiram seu auge.
**As limitações do modelo de crescimento começam a ficar evidentes**
No entanto, o poder da história tem seus limites. O modelo econômico adotado pelos Quatro Pequenos Dragões da Ásia é, essencialmente, altamente dependente de setores específicos e da demanda de mercados externos. A Coreia do Sul depende fortemente de encomendas internacionais na construção naval e eletrônica, enquanto Taiwan concentra seus esforços na fabricação de semicondutores e eletrônicos. Essa estratégia de desenvolvimento concentrada trouxe crescimento explosivo inicialmente, mas também criou vulnerabilidades de longo prazo.
Quando o cenário econômico global mudou, essas vulnerabilidades começaram a aparecer. Com o século XXI, empresas chinesas emergiram rapidamente, aproveitando vantagens de custos baixos e capacidade de fabricação, entrando em competição acirrada com os países que antes dominavam a região. A indústria naval e automobilística da Coreia enfrentam pressão de fabricantes continentais, e a indústria de chips e eletrônicos de Taiwan, que era uma de suas maiores forças, já não detém vantagem absoluta.
Ao mesmo tempo, o mercado interno de Taiwan é limitado, dependente de importações de matérias-primas, e muitas empresas taiwanesas foram forçadas a buscar maior espaço de crescimento e custos de produção mais baixos na China continental. Isso enfraquece ainda mais a vitalidade econômica da ilha.
**Problemas sociais tornam-se novos obstáculos**
A estagnação econômica não ocorre de forma isolada; ela costuma vir acompanhada de problemas sociais mais profundos. A Coreia do Sul enfrenta uma dupla pressão de baixa taxa de natalidade e envelhecimento populacional, o que significa que a força de trabalho futura será significativamente reduzida, e o bônus demográfico que impulsionou o crescimento já se esgotou. Taiwan também enfrenta desafios relacionados à sua independência política e econômica, além de incertezas no ambiente geopolítico que limitam seu desenvolvimento de longo prazo.
Esses problemas sociais e políticos não podem ser resolvidos apenas com ajustes de curto prazo nas políticas; eles exigem uma inovação institucional profunda e uma transformação estratégica.
**Será que os Quatro Pequenos Dragões da Ásia encontrarão novas rotas de crescimento?**
De criadores de milagres econômicos a representantes de crescimento fraco, os Quatro Pequenos Dragões da Ásia enfrentam não apenas a pressão da concorrência, mas também uma profunda necessidade de renovação. Para superar a situação atual, essas regiões precisam romper com a dependência excessiva de setores tradicionais e buscar oportunidades em áreas emergentes. Além disso, resolver o envelhecimento populacional, melhorar a qualidade da educação e otimizar o ambiente de negócios são tarefas essenciais.
Antes considerados exemplos de sucesso econômico na Ásia, eles agora vivem uma difícil fase de transformação. Esse processo é cheio de desafios, mas também pode oferecer oportunidades. O segredo está em se os Quatro Pequenos Dragões da Ásia conseguirão aproveitar a nova onda de revoluções tecnológicas e industriais, reposicionando-se no cenário econômico global.