Já ouviu falar em negociar petróleo, ouro ou ações, mas sem precisar possuir o ativo de verdade? Essa é a maravilha dos instrumentos derivativos, as ferramentas financeiras mais flexíveis do mercado atual. Mas também estão cheios de riscos que podem fazer o trader ficar rico ou falido. Desta vez, vamos entender profundamente esses instrumentos derivativos de forma completa.
O que são instrumentos derivativos? Não são apenas especulações comuns
O que muitas pessoas confundem é que instrumentos derivativos (Derivative) na verdade não criam dinheiro do nada, mas são ferramentas financeiras criadas a partir de um acordo ou contrato entre comprador e vendedor hoje, estabelecendo o preço e a quantidade do ativo que será negociado no futuro.
A característica especial dos instrumentos derivativos é que ambas as partes podem concordar com o preço desde já, mesmo que o ativo ainda não esteja em mãos. Quando chega o dia de entrega, se o preço do ativo mudou em relação ao combinado, ocorre a diferença de preço, e é aí que o trader quer obter lucro com a movimentação do preço.
Exemplo real: Suponha um contrato de futuros de petróleo bruto WTI de dezembro de 2020, com preço combinado de 40 dólares por barril. O vendedor está confiante de que venderá petróleo a um preço estável, e o comprador também confia que receberá o produto pelo preço acordado. Se na entrega o preço do petróleo fechar em 50 dólares, o comprador obterá uma diferença de 10 dólares por barril.
5 tipos de instrumentos derivativos que os traders precisam conhecer
1. Forwards (Contratos a Termo): Acordos específicos
Contratos a Termo são acordos diretos entre duas partes, onde se define o preço e a quantidade do ativo hoje, mas a entrega real ocorre no futuro. A desvantagem é que possuem baixa liquidez, pois não há um mercado centralizado. São mais usados por produtores agrícolas que querem garantir o preço, do que por especuladores.
2. Futures (Contratos Futuros): Versão padronizada dos Forwards
Contratos Futuros são Forwards que “são padronizados” e negociados em mercados centralizados. Têm unidades de negociação padronizadas, o que aumenta muito a liquidez. Exemplos comuns incluem o mercado NYMEX (petróleo), COMEX (ouro), Chicago Mercantile Exchange, entre outros. Os traders podem fechar o contrato antes do vencimento para evitar a entrega do ativo real.
3. Options (Contratos de Opções): Contratos com direito
O diferencial das Options é que o comprador paga um “prêmio” para adquirir o direito de usar ou não usar a opção no futuro. O vendedor das opções recebe o prêmio imediatamente, mas tem a obrigação de cumprir o contrato se o comprador decidir exercer o direito. Isso torna as Options muito flexíveis, pois a perda é limitada ao prêmio, enquanto o lucro potencial é ilimitado.
4. Swap (Troca de Fluxo de Caixa): Ferramenta de gestão de risco especializada
Swap é um acordo para trocar fluxos de caixa ou taxas de juros no futuro. Por exemplo, uma empresa pode trocar uma taxa de juros variável por uma fixa para melhor planejamento financeiro. Instituições financeiras preferem usar Swap do que traders individuais.
5. CFD (Contrato por Diferença): Ferramenta moderna de especulação
CFD é um instrumento que difere dos quatro acima, pois não há entrega real do ativo. Trata-se de negociar um contrato que acompanha o preço de futuros ou outros ativos de referência. Ao fechar a posição, paga-se apenas a diferença de preço.
Vantagens: exige pouco capital devido à alta alavancagem, alta liquidez, permite negociar tanto na alta quanto na baixa, pode ser feito via app em qualquer lugar, a qualquer hora. Desvantagens: alta alavancagem amplia ganhos, mas também perdas, não é adequado para negociações de longo prazo.
Comparação dos 5 tipos: vantagens, desvantagens e usos
Tipo
Conceito
Vantagens
Desvantagens
Para quem
CFD
Especulação de variação de preço
Alta alavancagem, pouco capital, alta liquidez, negociações de alta e baixa
Amplia perdas, não indicado para longo prazo
Traders de curto prazo
Futures
Contratos futuros de compra e venda
Alta liquidez, padronizados, podem ser fechados antes do vencimento
Grandes unidades de negociação, risco de entrega
Investidores institucionais, grandes investidores
Forwards
Acordos específicos
Garantia de preço certo
Baixa liquidez, entrega real necessária
Produtores, agricultores
Options
Contratos de direito
Perda limitada, lucro ilimitado, flexibilidade
Complexidade, necessidade de estudo
Investidores domésticos, gestão de risco
Swap
Troca de fluxo de caixa
Controle de taxas de juros
Baixa liquidez, complexo
Instituições financeiras, CFO
Para que servem os instrumentos derivativos? 4 usos práticos
1. Fixar preços para prever o futuro
Produtores de petróleo podem usar Futures para fixar o preço de venda no futuro, sem se preocupar com a queda de preço. O comprador também pode fixar o preço, atuando como uma espécie de seguro contra riscos.
2. Proteção de risco de portfólio
Um investidor que possui 1 kg de ouro pode estar preocupado com a queda do preço. Em vez de vender, pode vender Futures de ouro ou CFD para se proteger. Se o preço do ouro realmente cair, a perda no ouro real será compensada pelo lucro na posição de Futures vendida.
( 3. Diversificação de portfólio com ativos não físicos
Normalmente, pessoas comuns não podem possuir várias toneladas de petróleo ou ouro, mas com Futures ou CFD podem abrir posições e ampliar seu portfólio.
) 4. Especulação com movimentos de preço ###Speculation###
Isso é o que faz pessoas ricas ou falirem. Traders usam CFD ou Futures para prever a direção do preço. Se acertarem, lucram com a variação; se errar, perdem.
Riscos: por que os instrumentos derivativos são considerados armas de duplo gume
( 1. Alavancagem = faca de dois gumes
Instrumentos como CFD e Futures geralmente têm alta alavancagem )10x, 50x, 100x###, o que significa que com 1 dólar é possível controlar ativos de 10 a 100 dólares. Se o preço sobe 1%, o lucro é de 10 a 100%. Se o preço cai 1%, a perda também é de 10 a 100%. Sem cuidado, o dinheiro acaba rápido.
( 2. Risco de volatilidade do mercado )Market Volatility Risk###
Frequentemente, o preço se move violentamente, por exemplo, após anúncios de taxas de juros, causando picos no ouro ou na moeda. Traders que estão “comprados demais” podem ser liquidados (totalmente) imediatamente.
( 3. Risco de entrega
Alguns contratos Futures exigem a entrega física do ativo. Traders precisam entender bem os prazos e condições de entrega, caso contrário podem enfrentar problemas na entrega.
) 4. Risco de contraparte
Contratos a Termo são feitos diretamente entre as partes. Se a contraparte não pagar, o próprio risco é alto. Nos mercados centralizados, esse risco é menor.
Conselhos de traders experientes: como lidar com riscos
Escolha uma corretora confiável que ofereça Proteção contra Saldo Negativo (para que você não perca mais do que depositou)
Defina Stop Loss imediatamente, não deixe para depois, para limitar perdas
Use alavancagem adequada, não a máxima sempre
Entenda bem o contrato antes de comprar ou vender, leia todas as condições
Negocie com dinheiro que pode perder, não com dinheiro de brincadeira
Resumo: instrumentos derivativos não são bons ou maus por si só
Instrumentos derivativos são ferramentas, como facas ou armas de fogo. Usadas corretamente, ajudam na vida; usadas de forma errada, podem matar. Quando se compreende profundamente o preço futuro, a alavancagem, os riscos e como gerenciá-los, instrumentos como CFD, Futures e Options podem ser canais de lucro ou proteção.
A conclusão é estudar bastante, gerenciar riscos bem, não agir por impulso, e lembrar que a maioria dos traders ricos em derivativos não são pessoas talentosas, mas sim aquelas que têm paciência, estudam e têm disciplina.
Ver original
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
Ferramentas de especulação que fazem as pessoas ficarem ricas ou falirem: explicação dos derivativos
Já ouviu falar em negociar petróleo, ouro ou ações, mas sem precisar possuir o ativo de verdade? Essa é a maravilha dos instrumentos derivativos, as ferramentas financeiras mais flexíveis do mercado atual. Mas também estão cheios de riscos que podem fazer o trader ficar rico ou falido. Desta vez, vamos entender profundamente esses instrumentos derivativos de forma completa.
O que são instrumentos derivativos? Não são apenas especulações comuns
O que muitas pessoas confundem é que instrumentos derivativos (Derivative) na verdade não criam dinheiro do nada, mas são ferramentas financeiras criadas a partir de um acordo ou contrato entre comprador e vendedor hoje, estabelecendo o preço e a quantidade do ativo que será negociado no futuro.
A característica especial dos instrumentos derivativos é que ambas as partes podem concordar com o preço desde já, mesmo que o ativo ainda não esteja em mãos. Quando chega o dia de entrega, se o preço do ativo mudou em relação ao combinado, ocorre a diferença de preço, e é aí que o trader quer obter lucro com a movimentação do preço.
Exemplo real: Suponha um contrato de futuros de petróleo bruto WTI de dezembro de 2020, com preço combinado de 40 dólares por barril. O vendedor está confiante de que venderá petróleo a um preço estável, e o comprador também confia que receberá o produto pelo preço acordado. Se na entrega o preço do petróleo fechar em 50 dólares, o comprador obterá uma diferença de 10 dólares por barril.
5 tipos de instrumentos derivativos que os traders precisam conhecer
1. Forwards (Contratos a Termo): Acordos específicos
Contratos a Termo são acordos diretos entre duas partes, onde se define o preço e a quantidade do ativo hoje, mas a entrega real ocorre no futuro. A desvantagem é que possuem baixa liquidez, pois não há um mercado centralizado. São mais usados por produtores agrícolas que querem garantir o preço, do que por especuladores.
2. Futures (Contratos Futuros): Versão padronizada dos Forwards
Contratos Futuros são Forwards que “são padronizados” e negociados em mercados centralizados. Têm unidades de negociação padronizadas, o que aumenta muito a liquidez. Exemplos comuns incluem o mercado NYMEX (petróleo), COMEX (ouro), Chicago Mercantile Exchange, entre outros. Os traders podem fechar o contrato antes do vencimento para evitar a entrega do ativo real.
3. Options (Contratos de Opções): Contratos com direito
O diferencial das Options é que o comprador paga um “prêmio” para adquirir o direito de usar ou não usar a opção no futuro. O vendedor das opções recebe o prêmio imediatamente, mas tem a obrigação de cumprir o contrato se o comprador decidir exercer o direito. Isso torna as Options muito flexíveis, pois a perda é limitada ao prêmio, enquanto o lucro potencial é ilimitado.
4. Swap (Troca de Fluxo de Caixa): Ferramenta de gestão de risco especializada
Swap é um acordo para trocar fluxos de caixa ou taxas de juros no futuro. Por exemplo, uma empresa pode trocar uma taxa de juros variável por uma fixa para melhor planejamento financeiro. Instituições financeiras preferem usar Swap do que traders individuais.
5. CFD (Contrato por Diferença): Ferramenta moderna de especulação
CFD é um instrumento que difere dos quatro acima, pois não há entrega real do ativo. Trata-se de negociar um contrato que acompanha o preço de futuros ou outros ativos de referência. Ao fechar a posição, paga-se apenas a diferença de preço.
Vantagens: exige pouco capital devido à alta alavancagem, alta liquidez, permite negociar tanto na alta quanto na baixa, pode ser feito via app em qualquer lugar, a qualquer hora. Desvantagens: alta alavancagem amplia ganhos, mas também perdas, não é adequado para negociações de longo prazo.
Comparação dos 5 tipos: vantagens, desvantagens e usos
Para que servem os instrumentos derivativos? 4 usos práticos
1. Fixar preços para prever o futuro
Produtores de petróleo podem usar Futures para fixar o preço de venda no futuro, sem se preocupar com a queda de preço. O comprador também pode fixar o preço, atuando como uma espécie de seguro contra riscos.
2. Proteção de risco de portfólio
Um investidor que possui 1 kg de ouro pode estar preocupado com a queda do preço. Em vez de vender, pode vender Futures de ouro ou CFD para se proteger. Se o preço do ouro realmente cair, a perda no ouro real será compensada pelo lucro na posição de Futures vendida.
( 3. Diversificação de portfólio com ativos não físicos
Normalmente, pessoas comuns não podem possuir várias toneladas de petróleo ou ouro, mas com Futures ou CFD podem abrir posições e ampliar seu portfólio.
) 4. Especulação com movimentos de preço ###Speculation###
Isso é o que faz pessoas ricas ou falirem. Traders usam CFD ou Futures para prever a direção do preço. Se acertarem, lucram com a variação; se errar, perdem.
Riscos: por que os instrumentos derivativos são considerados armas de duplo gume
( 1. Alavancagem = faca de dois gumes
Instrumentos como CFD e Futures geralmente têm alta alavancagem )10x, 50x, 100x###, o que significa que com 1 dólar é possível controlar ativos de 10 a 100 dólares. Se o preço sobe 1%, o lucro é de 10 a 100%. Se o preço cai 1%, a perda também é de 10 a 100%. Sem cuidado, o dinheiro acaba rápido.
( 2. Risco de volatilidade do mercado )Market Volatility Risk###
Frequentemente, o preço se move violentamente, por exemplo, após anúncios de taxas de juros, causando picos no ouro ou na moeda. Traders que estão “comprados demais” podem ser liquidados (totalmente) imediatamente.
( 3. Risco de entrega
Alguns contratos Futures exigem a entrega física do ativo. Traders precisam entender bem os prazos e condições de entrega, caso contrário podem enfrentar problemas na entrega.
) 4. Risco de contraparte
Contratos a Termo são feitos diretamente entre as partes. Se a contraparte não pagar, o próprio risco é alto. Nos mercados centralizados, esse risco é menor.
Conselhos de traders experientes: como lidar com riscos
Resumo: instrumentos derivativos não são bons ou maus por si só
Instrumentos derivativos são ferramentas, como facas ou armas de fogo. Usadas corretamente, ajudam na vida; usadas de forma errada, podem matar. Quando se compreende profundamente o preço futuro, a alavancagem, os riscos e como gerenciá-los, instrumentos como CFD, Futures e Options podem ser canais de lucro ou proteção.
A conclusão é estudar bastante, gerenciar riscos bem, não agir por impulso, e lembrar que a maioria dos traders ricos em derivativos não são pessoas talentosas, mas sim aquelas que têm paciência, estudam e têm disciplina.