Reflexões introdutórias sobre a emissão de criptomoeda
Muitos entusiastas do espaço cripto sonham com seu próprio projeto cripto. A única questão é por onde começar e quanto esforço isso exigirá. Na verdade, existem várias maneiras de realizá-lo, e cada uma tem suas vantagens e desafios. A complexidade e o custo dependem diretamente de quão ambiciosos são os seus planos.
Quais são as diferenças entre moedas e tokens
Primeiro de tudo, é importante entender os termos básicos. Quando se fala sobre a emissão de criptomoedas, distinguem-se dois tipos principais: moedas e tokens.
Moeda – é um criptoativo que funciona na sua própria rede blockchain. Um exemplo clássico – Bitcoin ou Ether na rede Ethereum. Essas moedas têm uma infraestrutura independente e geralmente servem para o pagamento de taxas, staking ou votação na rede.
Token – é um ativo, implantado em uma blockchain já existente. Não requer sua própria rede, mas funciona dentro de, digamos, Ethereum ou Binance Smart Chain. Um exemplo pode ser o CAKE da PancakeSwap – ele opera na BSC, mas não possui sua própria blockchain.
Praticamente falando, criar um token é significativamente mais fácil e barato. Ele pode ser desenvolvido em poucos minutos com ferramentas prontas. Já uma moeda exige conhecimentos técnicos profundos, uma equipe de desenvolvedores e um investimento significativo de tempo.
Comparação de duas abordagens para a emissão de cripto-ativos
Aspeto
Moeda
Token
Blockchain
Rede própria
Construído sobre uma rede existente
Dificuldade
Alta, é necessária uma equipe de desenvolvedores
Baixa, pode ser feito sozinho
Custo
Caro, vários meses de trabalho
Barato, de 50 a algumas centenas de dólares
Tempo de desenvolvimento
Meses ou anos
Dias ou horas
Controle
Controle total sobre tudo
Controle limitado pela plataforma
Popularidade
Raramente, precisa de inovações
Opção comum para DeFi e jogos
Quais redes escolher para o seu projeto
As plataformas mais populares para a emissão de tokens são Ethereum e Binance Smart Chain. Elas oferecem os padrões ERC-20 e BEP-20, respetivamente, que são suportados pela maioria das carteiras.
Se você precisa de maior velocidade e menores taxas, vale a pena considerar Solana ou Polygon (sidechain Ethereum). Cada uma dessas redes tem suas vantagens: Polygon é mais barato, Solana é mais rápido, Ethereum é o mais descentralizado.
Para criar a sua própria moeda com blockchain, terá de escolher entre uma opção pública, privada ou de consórcio. Redes públicas ( como o Bitcoin) permitem que alguém participe, enquanto as privadas oferecem mais controle a uma organização específica.
O que considerar antes do lançamento
Defina o nome e a finalidade. A criptomoeda deve ter um objetivo claro. É um meio de pagamento? A chave para um serviço? A representação de um ativo?
Desenvolva a tokenómica. Este é o modelo económico do seu projeto. Quantas moedas serão emitidas? Como serão distribuídas? Qual é o preço inicial? Uma tokenómica incorreta pode tornar mesmo uma boa ideia inviável.
Estude o ambiente regulatório. Em diferentes países, existem regras diferentes sobre criptomoeda. Alguns a proíbem completamente. Não negligencie a consultoria jurídica.
Guia Prático: 7 Etapas Principais
Passo 1: Selecione a plataforma técnica
Para o token – a escolha é simples: Ethereum, BSC, Solana ou Polygon. Para a moeda, será necessário projetar ou encomendar o desenvolvimento de uma blockchain própria.
Passo 2: Escolha o mecanismo de consenso
Para a própria rede, é necessário definir como os participantes confirmarão as transações. Proof of Stake (PoS) é mais ecológico e menos dispendioso. Proof of Work (PoW, como no Bitcoin) – é mais caro, mas considerado mais seguro.
Passo 3: Projete a arquitetura
O seu blockchain será aberto a todos? Ou apenas a participantes selecionados? Esta escolha afeta a descentralização e o controle.
Passo 4: Comece o desenvolvimento
Se você não tem conhecimento suficiente, contrate especialistas. Erros nesta fase custarão caro. Certifique-se de testar na rede de teste antes do lançamento.
Passo 5: Realize uma auditoria de segurança
Empresas como a CertiK verificam o código em busca de vulnerabilidades. Isso custa cerca de 15 000 dólares, mas oferece garantia de segurança para os usuários e investidores.
Passo 6: Verificação legal final
Antes de lançar oficialmente, consulte um advogado para saber se precisa de autorizações especiais.
Passo 7: Emita o seu ativo
Tokens com oferta fixa são geralmente emitidos de uma só vez. Moedas – gradualmente, à medida que são “mineradas” ou validadas os blocos.
Como criar um token BEP-20 na prática
Se você decidiu começar com um token na Binance Smart Chain, aqui está um esquema simplificado:
Instale o MetaMask e adicione a rede BSC
Acesse o Remix – editor online de contratos inteligentes
Crie um novo arquivo “BEP20.sol”
Insira o código BEP-20 pronto com a implementação padrão
Altere os parâmetros: nome, símbolo, número de casas decimais, oferta total.
Compile o contrato (Compile)
Desdobre na rede (Deploy) através do MetaMask, pagando a taxa de gas.
Verifique o código no BscScan para transparência
Utilize a função “mint” para emissão de tokens
Adicione liquidez no DEX para negociação
Todo o processo leva várias horas e custa entre 50 a 200 dólares de comissões.
Listagem em bolsas
Quando o seu token estiver pronto, pode tentar listá-lo em bolsas maiores. A Binance, por exemplo, aceita pedidos de Emissão Direta ou Launchpad. O processo é longo e requer atualizações regulares de informações. A concorrência é alta, até agora a aprovação não é garantida.
As bolsas menos populares podem ser mais flexíveis, mas a audiência também é menor.
Quanto custa criar uma criptomoeda
O custo varia de acordo com as ambições:
Token simples na BSC: 50–200 dólares (somente comissões)
Token com marketing e comunidade: 1000–5000 dólares
Projeto DeFi sério: 10 000–50 000 dólares
Moeda própria com blockchain: a partir de 100 000 dólares e anos de desenvolvimento
Auditoria profissional de código: ~15 000 dólares
Emissões e recomendações
A criação de criptomoeda é um objetivo alcançável, mas não é fácil. Um token na Ethereum ou BSC pode ser feito por dinheiro. Mas para que o projeto seja bem-sucedido, é necessária não apenas uma implementação técnica, mas também uma comunidade forte, uma boa tokenomica e uma ideia inovadora.
Estude os projetos de sucesso, compreenda o que os tornou populares e adapte para a sua criptomoeda. Não tenha pressa – um planejamento correto economiza tempo e dinheiro na fase de lançamento.
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Como desenvolver o seu próprio ativo cripto: da ideia ao lançamento
Reflexões introdutórias sobre a emissão de criptomoeda
Muitos entusiastas do espaço cripto sonham com seu próprio projeto cripto. A única questão é por onde começar e quanto esforço isso exigirá. Na verdade, existem várias maneiras de realizá-lo, e cada uma tem suas vantagens e desafios. A complexidade e o custo dependem diretamente de quão ambiciosos são os seus planos.
Quais são as diferenças entre moedas e tokens
Primeiro de tudo, é importante entender os termos básicos. Quando se fala sobre a emissão de criptomoedas, distinguem-se dois tipos principais: moedas e tokens.
Moeda – é um criptoativo que funciona na sua própria rede blockchain. Um exemplo clássico – Bitcoin ou Ether na rede Ethereum. Essas moedas têm uma infraestrutura independente e geralmente servem para o pagamento de taxas, staking ou votação na rede.
Token – é um ativo, implantado em uma blockchain já existente. Não requer sua própria rede, mas funciona dentro de, digamos, Ethereum ou Binance Smart Chain. Um exemplo pode ser o CAKE da PancakeSwap – ele opera na BSC, mas não possui sua própria blockchain.
Praticamente falando, criar um token é significativamente mais fácil e barato. Ele pode ser desenvolvido em poucos minutos com ferramentas prontas. Já uma moeda exige conhecimentos técnicos profundos, uma equipe de desenvolvedores e um investimento significativo de tempo.
Comparação de duas abordagens para a emissão de cripto-ativos
Quais redes escolher para o seu projeto
As plataformas mais populares para a emissão de tokens são Ethereum e Binance Smart Chain. Elas oferecem os padrões ERC-20 e BEP-20, respetivamente, que são suportados pela maioria das carteiras.
Se você precisa de maior velocidade e menores taxas, vale a pena considerar Solana ou Polygon (sidechain Ethereum). Cada uma dessas redes tem suas vantagens: Polygon é mais barato, Solana é mais rápido, Ethereum é o mais descentralizado.
Para criar a sua própria moeda com blockchain, terá de escolher entre uma opção pública, privada ou de consórcio. Redes públicas ( como o Bitcoin) permitem que alguém participe, enquanto as privadas oferecem mais controle a uma organização específica.
O que considerar antes do lançamento
Defina o nome e a finalidade. A criptomoeda deve ter um objetivo claro. É um meio de pagamento? A chave para um serviço? A representação de um ativo?
Desenvolva a tokenómica. Este é o modelo económico do seu projeto. Quantas moedas serão emitidas? Como serão distribuídas? Qual é o preço inicial? Uma tokenómica incorreta pode tornar mesmo uma boa ideia inviável.
Estude o ambiente regulatório. Em diferentes países, existem regras diferentes sobre criptomoeda. Alguns a proíbem completamente. Não negligencie a consultoria jurídica.
Guia Prático: 7 Etapas Principais
Passo 1: Selecione a plataforma técnica
Para o token – a escolha é simples: Ethereum, BSC, Solana ou Polygon. Para a moeda, será necessário projetar ou encomendar o desenvolvimento de uma blockchain própria.
Passo 2: Escolha o mecanismo de consenso
Para a própria rede, é necessário definir como os participantes confirmarão as transações. Proof of Stake (PoS) é mais ecológico e menos dispendioso. Proof of Work (PoW, como no Bitcoin) – é mais caro, mas considerado mais seguro.
Passo 3: Projete a arquitetura
O seu blockchain será aberto a todos? Ou apenas a participantes selecionados? Esta escolha afeta a descentralização e o controle.
Passo 4: Comece o desenvolvimento
Se você não tem conhecimento suficiente, contrate especialistas. Erros nesta fase custarão caro. Certifique-se de testar na rede de teste antes do lançamento.
Passo 5: Realize uma auditoria de segurança
Empresas como a CertiK verificam o código em busca de vulnerabilidades. Isso custa cerca de 15 000 dólares, mas oferece garantia de segurança para os usuários e investidores.
Passo 6: Verificação legal final
Antes de lançar oficialmente, consulte um advogado para saber se precisa de autorizações especiais.
Passo 7: Emita o seu ativo
Tokens com oferta fixa são geralmente emitidos de uma só vez. Moedas – gradualmente, à medida que são “mineradas” ou validadas os blocos.
Como criar um token BEP-20 na prática
Se você decidiu começar com um token na Binance Smart Chain, aqui está um esquema simplificado:
Todo o processo leva várias horas e custa entre 50 a 200 dólares de comissões.
Listagem em bolsas
Quando o seu token estiver pronto, pode tentar listá-lo em bolsas maiores. A Binance, por exemplo, aceita pedidos de Emissão Direta ou Launchpad. O processo é longo e requer atualizações regulares de informações. A concorrência é alta, até agora a aprovação não é garantida.
As bolsas menos populares podem ser mais flexíveis, mas a audiência também é menor.
Quanto custa criar uma criptomoeda
O custo varia de acordo com as ambições:
Emissões e recomendações
A criação de criptomoeda é um objetivo alcançável, mas não é fácil. Um token na Ethereum ou BSC pode ser feito por dinheiro. Mas para que o projeto seja bem-sucedido, é necessária não apenas uma implementação técnica, mas também uma comunidade forte, uma boa tokenomica e uma ideia inovadora.
Estude os projetos de sucesso, compreenda o que os tornou populares e adapte para a sua criptomoeda. Não tenha pressa – um planejamento correto economiza tempo e dinheiro na fase de lançamento.