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O presidente do Federal Reserve mais rico de todos os tempos, impedido de entrar por uma peça de teatro político absurda
Escrito por: Xiaobing, Deep Tide TechFlow
Introdução: Kevin Warsh, com patrimônio superior a 200 milhões de dólares e que investiu na Polymarket, está a 30 dias de assumir o comando do Federal Reserve e de uma votação crucial
Na próxima segunda-feira, 21 de abril às 10h, Washington.
Kevin Warsh estará na audiência do Comitê Bancário do Senado, respondendo a perguntas. Se tudo correr bem, ele será o primeiro presidente na história do Federal Reserve a ter investido publicamente em empresas de startups de Polymarket, Solana e na rede Lightning do Bitcoin.
Mas nada indica que tudo correrá bem.
Pois nesta sala de audiência, um dos 13 membros republicanos já declarou publicamente: independentemente do que Warsh diga, votará contra. Essa pessoa é Thom Tillis, senador republicano da Carolina do Norte.
Seu motivo de oposição não tem relação com Warsh. Ele se opõe porque o Departamento de Justiça ainda investiga o atual presidente do Fed, Jerome Powell.
A origem dessa investigação foi uma reforma de um edifício.
Projeto de reforma de 2,5 bilhões de dólares: um ataque preciso à independência do Federal Reserve
A história começa em 2025.
O orçamento para a renovação do edifício-sede do Fed excedeu severamente o previsto, totalizando cerca de 2,5 bilhões de dólares. Powell testemunhou sobre isso no Comitê Bancário do Senado. A procuradora federal de Washington, Jeanine Pirro, posteriormente iniciou uma investigação criminal alegando que Powell poderia ter feito declarações enganosas ao testemunhar no Congresso, e enviou um subpoena ao Fed.
A reação de Powell foi extremamente veemente. Ele afirmou publicamente que o verdadeiro objetivo da investigação não era o excesso de gastos na reforma, mas uma retaliação de Trump por ele ter se recusado a reduzir as taxas de juros mais rapidamente.
Tillis apoiou Powell. O senador republicano, que se aposentará em 2027 e não precisa se preocupar com reeleição, declarou com firmeza: “Proteger a independência do Fed de interferências políticas ou intimidações legais não admite concessões.”
Sua posição é clara: enquanto a investigação do Departamento de Justiça não terminar, ele não apoiará qualquer nomeação para o Fed, incluindo Warsh.
O Comitê Bancário do Senado tem apenas 13 assentos republicanos contra 11 democratas. Sem Tillis, e com quase certeza de oposição total dos democratas, a indicação de Warsh não passará pelo comitê.
Por outro lado, Pirro não recua na investigação. O juiz federal James Boasberg já rejeitou o subpoena dela, afirmando na decisão que “o governo não apresentou qualquer prova de fraude”, e que o principal objetivo da investigação parece ser pressionar Powell. Pirro anunciou que recorrerá e chamou publicamente a resistência de Tillis de “ruído branco”.
“Não sei, não me importo. Estou seguindo o caminho legal, o que eles dizem não me interessa.”
O impasse tripartido. Warsh fica no meio.
Após 15 de maio, quem ocupará a cadeira de presidente do Fed?
O mandato de Powell termina em 15 de maio. Essa é uma data limite rígida.
Porém, seu mandato como membro do Conselho do Fed vai até janeiro de 2028. Isso significa que, mesmo após o término do mandato de presidente, ele ainda será oficialmente membro do Conselho.
Powell já deixou claro: se Warsh não for confirmado até 15 de maio, continuará como “presidente interino” do Fed. O presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, apoiou publicamente essa posição, afirmando que o Comitê Federal de Mercado Aberto pode “continuar funcionando normalmente” sem necessidade de nova votação.
Isso criou uma situação inédita: Trump indicou um novo presidente, mas o antigo se recusa a sair, ambos alegando direito de estar na cadeira.
O governo claramente não quer essa situação. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse na semana passada a repórteres: “Queremos que Warsh assuma o quanto antes.” O diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett, foi mais otimista, afirmando que está “altamente confiante” de que Warsh estará no cargo antes do fim do mandato de Powell. O presidente do Comitê Bancário do Senado, Tim Scott, prevê que “o Departamento de Justiça encerrará a investigação nas próximas semanas, e Tillis acabará votando a favor.”
Mas tudo isso são expectativas, não fatos. A realidade é que, de 21 de abril, dia da audiência, até 15 de maio, há apenas 24 dias. Nesse período, é preciso realizar a audiência, votar no comitê e no Senado. Normalmente, esse processo leva semanas ou meses.
E as palavras de Tillis hoje à CNN não deixam espaço para dúvidas: “Não vou gastar cinco minutos perguntando ao Warsh sobre sua qualificação, porque ele é qualificado. Vou gastar cinco minutos falando sobre essa investigação falsa, e antes que ela termine, votarei contra.”
Os 69 páginas e os 192 milhões de dólares: o patrimônio do próximo presidente do Fed
Enquanto o jogo político se intensifica, Warsh entregou em 14 de abril um documento de 69 páginas de declaração financeira (OGE 278e). Esse documento é uma etapa necessária para a confirmação, além de refletir quem é essa pessoa que pode vir a presidir o Fed.
Primeiro, o volume. Os ativos de Warsh variam entre aproximadamente 131 milhões e 209 milhões de dólares, e sua esposa, Jane Lauder (membro da família fundadora da Estée Lauder, avaliada pela Forbes em cerca de 1,9 bilhão de dólares), possui ativos de vários milhões de dólares. Se confirmado, ele será o presidente mais rico da história do Fed, superando Powell, que tinha entre 19,7 milhões e 75 milhões de dólares em ativos. Seus principais investimentos incluem duas posições de mais de 50 milhões de dólares na Juggernaut Fund LP, relacionada ao lendário gestor de fundos de hedge Stanley Druckenmiller e ao escritório de família Duquesne. Warsh recebeu 10,2 milhões de dólares de consultorias da Duquesne, 1,55 milhão da GoldenTree Asset Management, 750 mil do Cerberus Capital, e 750 mil do Brevan Howard, todas em setores de criptomoedas e macroeconomia.
Depois, há uma parte ainda mais interessante: por meio da DCM Investments 10 LLC e fundos da série AVF, Warsh detém participações em várias empresas de criptomoedas e blockchain. Entre elas, a rede L2 do Ethereum, Blast; o mercado de previsão descentralizado Polymarket; a empresa de pagamentos na Lightning Network, Flashnet; a plataforma de desenvolvimento Ethereum, Tenderly; a plataforma de investimentos DeFi, SkyLink; a rede social blockchain Arena e DeSo; a firma de investimentos em criptomoedas Polychain, além de investimentos anteriores na Bitwise, que gerencia um ETF de Bitcoin à vista.
Segundo as regras do OGE, essas posições sem valores específicos indicam valores inferiores a 1.000 dólares cada. São quantidades pequenas. Mas o sinal é fortíssimo.
Não se trata de alguém que simplesmente comprou um pouco de Bitcoin ETF em uma corretora, mas de alguém que tem uma participação ativa em todo o ecossistema cripto, do L1 ao L2, de DeFi a mercados de previsão, de infraestrutura de pagamento a ferramentas de desenvolvedor, envolvendo dezenas de projetos de ponta. Cada setor que ele tocou é justamente aquele que mais influencia as decisões de regulação e política monetária do Fed.
Warsh comprometeu-se a liquidar todas as posições que possam gerar conflito de interesses após a confirmação. Heather Jones, oficial de ética do OGE, confirmou que, após a venda, ele estará em conformidade com a Lei de Ética Governamental.
Mas a questão não é se ele venderá esses ativos. A questão é: o que significa ter alguém com esse conhecimento profundo sobre infraestrutura cripto na cadeira de presidente do Fed?
Duas trajetórias, dois mundos
O mercado agora enfrenta um clássico jogo de duas opções.
Caminho A: Pirro retira a investigação, Tillis vota a favor, Warsh assume em meados de maio.
Este é o cenário apoiado pela Casa Branca. Scott Bessent já declarou publicamente: “Vamos esperar o novo presidente Warsh liderar o próximo ciclo de cortes de juros”, sugerindo que, após sua posse, ele poderá impulsionar uma redução de taxas rapidamente. Embora Warsh tenha uma reputação de hawk (defensor de juros altos), sinais recentes indicam que ele tende a apoiar cortes. Para o mercado cripto, um presidente que compre o ecossistema e seja favorável a flexibilizar a política monetária é a combinação mais desejável.
Caminho B: Pirro recorre, Tillis não cede, Powell continua como presidente interino.
Este cenário é cheio de incertezas. Powell já deixou claro que não sairá antes do fim da investigação. Se continuar como presidente interino, participando das reuniões do FOMC e definindo a política de juros, Trump enfrentará um Fed de fato ainda em funções, embora nominalmente aposentado. Essa disputa sobre a independência do Fed pode chegar ao Supremo Tribunal, que ainda não decidiu se Powell pode ou não demitir a presidente do Fed, Lisa Cook.
Para o mercado, o caminho B significa incerteza contínua. A direção da política monetária dependerá do desfecho de uma batalha jurídica, cujo cronograma ninguém consegue prever.
E qual é a relação com o Bitcoin? Tudo.
Aparentemente, trata-se de uma disputa política sobre o Fed. Mas, para o mercado cripto, cada variável tem impacto direto nos preços dos ativos.
Caminho das taxas de juros. A posse de Warsh sugere uma expectativa de corte de juros. Bessent já declarou publicamente: “Vamos deixar Warsh liderar o próximo ciclo de redução.” Cortes de juros são positivos para ativos de risco. Se Powell continuar como interino, sob risco de guerra e inflação, provavelmente manterá uma postura de pausa, adiando cortes para o segundo semestre ou mais tarde.
Sinalização regulatória. Um presidente do Fed que investiu em Polymarket, Tenderly e Polychain, e que já elogiou o Bitcoin como “bom policial da política”, terá impacto muito diferente de Powell, que já afirmou que “se fosse governo, fecharia as criptomoedas”. Warsh vê o Bitcoin como um “bom policial de políticas”, capaz de informar quando o governo faz certo ou errado. Essa visão sugere que ele não apoiaria uma regulamentação hostil ao setor.
Legislação sobre stablecoins. O cronograma de confirmação de Warsh coincide com o avanço do Congresso na legislação de stablecoins. Um presidente pró-cripto pode acelerar esse processo.
Na próxima segunda, na audiência, é provável que Tillis não faça uma única pergunta sobre política monetária, mas dedique todo o tempo a criticar a investigação de Pirro. Essa cena será destaque na mídia financeira global.
A verdadeira questão não é na audiência, mas: Pirro recuará antes de 15 de maio? Qual é a linha de fundo de Tillis? Se ambos não cederem, Trump pode intervir diretamente no Departamento de Justiça?
Faltam 30 dias para o fim do mandato de Powell. Após esse período, quem ocupará a cadeira de presidente do Fed redefinirá as regras do jogo nos mercados globais na segunda metade de 2026.
Para o mercado cripto, esses 30 dias podem ser mais decisivos do que qualquer reunião do FOMC.