Geopolítica “TACO trading” e o mercado de criptomoedas: a nova lógica de ativos em um clima de aversão ao risco global
A ameaça de tarifas de Trump levou os mercados globais a uma queda de mil ações, mas o mercado rapidamente adotou um consenso de comprar na baixa, e uma “TACO trading” em torno de uma reversão de política está se tornando a nova regra do jogo que os investidores globais precisam dominar.
A disputa entre Groenlândia e Dinamarca mais uma vez colocou os mercados globais em turbulência. O presidente Trump ameaçou impor tarifas de até 25% a oito países europeus, começando de 10%, alegando que esses países “não cooperaram” na questão da Groenlândia.
Essa é a última escalada das tensões comerciais entre os EUA e a Europa desde 2025. A ameaça de tarifas não envolve apenas o fluxo de mercadorias, mas também está intimamente ligada à geopolítica.
A reação do mercado foi rápida e previsível. Em abril de 2025, quando Trump anunciou tarifas globais equivalentes, o índice A-shares atingiu o limite de queda de mil ações, com o índice Shanghai Composite caindo 7,34% em um único dia, mergulhando os mercados globais em pânico. Desta vez, os investidores parecem estar mais preparados psicologicamente.
Surpreendentemente, as instituições de análise de Wall Street duvidam da seriedade dessa ameaça. O Morgan Stanley afirmou claramente em seu relatório: “A ameaça de Groenlândia de Trump deve ser interpretada como uma estratégia de negociação.”
02 Essência da TACO trading
TACO trading, cujo nome completo é “Trump Always Chickens Out” (Trump Sempre Fica na Retaguarda), tornou-se uma estratégia especial de negociação na Wall Street para lidar com as políticas tarifárias de Trump.
O núcleo dessa estratégia baseia-se no estilo de política de Trump: ele cria ruído, alavancagem e senso de urgência, apresentando inicialmente o pior cenário.
Desde 2018, o mercado testemunhou várias rodadas semelhantes. Quando Trump anunciou tarifas elevadas, o mercado caiu, mas depois houve flexibilizações ou adiamentos, levando a uma rápida recuperação. Esse padrão foi especialmente evidente em 2025, tornando-se uma lógica importante para os preços dos ativos.
Diante da ameaça de tarifas na Groenlândia, a Wall Street está considerando três possíveis cenários:
- A maior probabilidade, cerca de 55%, é de que os EUA cheguem a um acordo, usando o acesso maior aos recursos naturais da Groenlândia como solução.
- A possibilidade de Trump retirar a ameaça de tarifas antes das eleições de meio de mandato é de aproximadamente 40%, com a pressão política podendo levá-lo a reduzir as tarifas.
- A chance de a Suprema Corte dos EUA declarar as tarifas de Trump ilegais aumentou de 30% para 50%, pois a legislação que fundamenta as tarifas enfrenta uma revisão constitucional.
03 Transmissão para os mercados tradicionais
A lógica da TACO trading impactou profundamente o desempenho dos ativos tradicionais. Na segunda metade de 2025, após a adoção dessa estratégia como nova lógica de mercado, as ações chinesas e os preços do aço começaram a se recuperar, refletindo as mudanças cíclicas no sentimento do mercado.
Para o mercado cambial, analistas acreditam que a ameaça tarifária de Trump reacendeu a “venda do dólar”. Essa incerteza abalou diretamente a confiança dos investidores no dólar.
O euro enfrenta desafios ainda maiores. Com o risco geopolítico em fermentação contínua, as medidas tarifárias podem prejudicar ainda mais o ciclo econômico da zona do euro, além de enfraquecer a posição da Europa nas negociações com a Rússia sobre a Ucrânia.
Em 2026, com o aumento do risco geopolítico durante o mandato de Trump, o euro pode se tornar a maior perdedora entre as principais moedas. Essa previsão baseia-se na análise de que as tarifas podem agravar os fatores de ciclo econômico desfavoráveis na zona do euro.
04 Conexão com o mercado de criptomoedas
O mercado de criptomoedas está buscando seu posicionamento diante da turbulência geopolítica global. Uma cadeia lógica clara está se formando: o enfraquecimento do dólar tende a impulsionar os ativos criptográficos denominados em dólar, enquanto a pressão sobre o euro pode desviar parte do risco europeu para o setor de criptomoedas.
Trump já se tornou um fator a ser considerado no mercado de criptomoedas. Ele apoia a “Lei do BITCOIN”, prometendo comprar 1 milhão de BTC em cinco anos, e seu grupo de mídia, Trump Media Group, anunciou um plano de reserva de Bitcoin de 2,5 bilhões de dólares.
Investidores institucionais também estão cada vez mais positivos em relação às criptomoedas. Dados de maio de 2025 mostram que empresas listadas aumentaram coletivamente suas posses de BTC em mais de 8.800 unidades, enquanto instituições como a BlackRock continuam a apoiar o Bitcoin em conferências do setor.
Vale notar que o Bitcoin demonstra características de negociação mais estreitamente relacionadas à liquidez global do que ao sentimento de investidores de varejo. Isso significa que as oscilações nos mercados financeiros tradicionais são mais facilmente transmitidas ao mercado de criptomoedas.
05 Aumento do risco geopolítico
Quando os EUA e a Europa entram em tensão por causa da Groenlândia, a incerteza do mercado atinge um novo pico. O quadro de relacionamento com a Europa, estabelecido durante o governo Biden, enfrenta uma reestruturação completa, enquanto as reações dos países europeus às ameaças tarifárias de Trump variam.
Wall Street já está apostando na cena da “TACO trading”. Os investidores estão atentos para ver se Trump, como no passado, “fará uma pausa” e usará as tarifas apenas como uma estratégia de negociação.
Nesse cenário, as expectativas do mercado se tornam extremamente complexas. Por um lado, a ameaça tarifária aumenta a pressão de queda do dólar; por outro, se Trump realmente usar tarifas como estratégia de negociação, o dólar pode até ganhar algum suporte.
Para a Europa, o custo desse jogo pode ser alto. As tarifas podem prejudicar ainda mais o ciclo econômico da zona do euro e enfraquecer a capacidade da Europa de conter a Rússia na questão da Ucrânia.
06 Perspectivas futuras
Sob uma perspectiva global, a TACO trading não é apenas uma estratégia de mercado, mas reflete um padrão complexo de interação entre geopolítica e economia. As políticas de Trump, que se repetem, criam dinâmicas de mercado únicas, e os investidores precisam aprender a identificar oportunidades nesse ambiente.
Do ponto de vista geopolítico, o mercado global em 2026 pode enfrentar uma situação ainda mais complexa. A pressão das eleições de meio de mandato pode gerar mais turbulências políticas, e a questão da Groenlândia é apenas a ponta do iceberg de um jogo de grandes potências.
No mercado de criptomoedas, a turbulência nos mercados financeiros tradicionais está criando novas janelas de oportunidade para ativos digitais. A entrada contínua de investidores institucionais e a melhoria da infraestrutura de mercado fazem das criptomoedas uma parte cada vez mais importante na alocação global de ativos.
Quando os mercados globais entram em incerteza novamente devido à ameaça de tarifas na Groenlândia, o volume de negociações nas exchanges de criptomoedas já aumentou silenciosamente. A volatilidade das moedas fiduciárias se intensifica, e os investidores começam a direcionar seu foco para os ativos digitais.
A promessa de Trump de comprar 1 milhão de Bitcoins na conferência de Bitcoin em Las Vegas contrasta com sua postura de usar tarifas como arma no palco internacional. Esses comportamentos aparentemente contraditórios delineiam uma nova era de interseção entre o mundo cripto e a geopolítica tradicional.
Os traders de Wall Street ficam atentos a cada tweet de Trump, enquanto os investidores de criptomoedas buscam oportunidades nas brechas do fluxo de ativos globais.
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Geopolítica “TACO trading” e o mercado de criptomoedas: a nova lógica de ativos em um clima de aversão ao risco global
A ameaça de tarifas de Trump levou os mercados globais a uma queda de mil ações, mas o mercado rapidamente adotou um consenso de comprar na baixa, e uma “TACO trading” em torno de uma reversão de política está se tornando a nova regra do jogo que os investidores globais precisam dominar.
A disputa entre Groenlândia e Dinamarca mais uma vez colocou os mercados globais em turbulência. O presidente Trump ameaçou impor tarifas de até 25% a oito países europeus, começando de 10%, alegando que esses países “não cooperaram” na questão da Groenlândia.
Essa é a última escalada das tensões comerciais entre os EUA e a Europa desde 2025. A ameaça de tarifas não envolve apenas o fluxo de mercadorias, mas também está intimamente ligada à geopolítica.
A reação do mercado foi rápida e previsível. Em abril de 2025, quando Trump anunciou tarifas globais equivalentes, o índice A-shares atingiu o limite de queda de mil ações, com o índice Shanghai Composite caindo 7,34% em um único dia, mergulhando os mercados globais em pânico. Desta vez, os investidores parecem estar mais preparados psicologicamente.
Surpreendentemente, as instituições de análise de Wall Street duvidam da seriedade dessa ameaça. O Morgan Stanley afirmou claramente em seu relatório: “A ameaça de Groenlândia de Trump deve ser interpretada como uma estratégia de negociação.”
02 Essência da TACO trading
TACO trading, cujo nome completo é “Trump Always Chickens Out” (Trump Sempre Fica na Retaguarda), tornou-se uma estratégia especial de negociação na Wall Street para lidar com as políticas tarifárias de Trump.
O núcleo dessa estratégia baseia-se no estilo de política de Trump: ele cria ruído, alavancagem e senso de urgência, apresentando inicialmente o pior cenário.
Desde 2018, o mercado testemunhou várias rodadas semelhantes. Quando Trump anunciou tarifas elevadas, o mercado caiu, mas depois houve flexibilizações ou adiamentos, levando a uma rápida recuperação. Esse padrão foi especialmente evidente em 2025, tornando-se uma lógica importante para os preços dos ativos.
Diante da ameaça de tarifas na Groenlândia, a Wall Street está considerando três possíveis cenários:
- A maior probabilidade, cerca de 55%, é de que os EUA cheguem a um acordo, usando o acesso maior aos recursos naturais da Groenlândia como solução.
- A possibilidade de Trump retirar a ameaça de tarifas antes das eleições de meio de mandato é de aproximadamente 40%, com a pressão política podendo levá-lo a reduzir as tarifas.
- A chance de a Suprema Corte dos EUA declarar as tarifas de Trump ilegais aumentou de 30% para 50%, pois a legislação que fundamenta as tarifas enfrenta uma revisão constitucional.
03 Transmissão para os mercados tradicionais
A lógica da TACO trading impactou profundamente o desempenho dos ativos tradicionais. Na segunda metade de 2025, após a adoção dessa estratégia como nova lógica de mercado, as ações chinesas e os preços do aço começaram a se recuperar, refletindo as mudanças cíclicas no sentimento do mercado.
Para o mercado cambial, analistas acreditam que a ameaça tarifária de Trump reacendeu a “venda do dólar”. Essa incerteza abalou diretamente a confiança dos investidores no dólar.
O euro enfrenta desafios ainda maiores. Com o risco geopolítico em fermentação contínua, as medidas tarifárias podem prejudicar ainda mais o ciclo econômico da zona do euro, além de enfraquecer a posição da Europa nas negociações com a Rússia sobre a Ucrânia.
Em 2026, com o aumento do risco geopolítico durante o mandato de Trump, o euro pode se tornar a maior perdedora entre as principais moedas. Essa previsão baseia-se na análise de que as tarifas podem agravar os fatores de ciclo econômico desfavoráveis na zona do euro.
04 Conexão com o mercado de criptomoedas
O mercado de criptomoedas está buscando seu posicionamento diante da turbulência geopolítica global. Uma cadeia lógica clara está se formando: o enfraquecimento do dólar tende a impulsionar os ativos criptográficos denominados em dólar, enquanto a pressão sobre o euro pode desviar parte do risco europeu para o setor de criptomoedas.
Trump já se tornou um fator a ser considerado no mercado de criptomoedas. Ele apoia a “Lei do BITCOIN”, prometendo comprar 1 milhão de BTC em cinco anos, e seu grupo de mídia, Trump Media Group, anunciou um plano de reserva de Bitcoin de 2,5 bilhões de dólares.
Investidores institucionais também estão cada vez mais positivos em relação às criptomoedas. Dados de maio de 2025 mostram que empresas listadas aumentaram coletivamente suas posses de BTC em mais de 8.800 unidades, enquanto instituições como a BlackRock continuam a apoiar o Bitcoin em conferências do setor.
Vale notar que o Bitcoin demonstra características de negociação mais estreitamente relacionadas à liquidez global do que ao sentimento de investidores de varejo. Isso significa que as oscilações nos mercados financeiros tradicionais são mais facilmente transmitidas ao mercado de criptomoedas.
05 Aumento do risco geopolítico
Quando os EUA e a Europa entram em tensão por causa da Groenlândia, a incerteza do mercado atinge um novo pico. O quadro de relacionamento com a Europa, estabelecido durante o governo Biden, enfrenta uma reestruturação completa, enquanto as reações dos países europeus às ameaças tarifárias de Trump variam.
Wall Street já está apostando na cena da “TACO trading”. Os investidores estão atentos para ver se Trump, como no passado, “fará uma pausa” e usará as tarifas apenas como uma estratégia de negociação.
Nesse cenário, as expectativas do mercado se tornam extremamente complexas. Por um lado, a ameaça tarifária aumenta a pressão de queda do dólar; por outro, se Trump realmente usar tarifas como estratégia de negociação, o dólar pode até ganhar algum suporte.
Para a Europa, o custo desse jogo pode ser alto. As tarifas podem prejudicar ainda mais o ciclo econômico da zona do euro e enfraquecer a capacidade da Europa de conter a Rússia na questão da Ucrânia.
06 Perspectivas futuras
Sob uma perspectiva global, a TACO trading não é apenas uma estratégia de mercado, mas reflete um padrão complexo de interação entre geopolítica e economia. As políticas de Trump, que se repetem, criam dinâmicas de mercado únicas, e os investidores precisam aprender a identificar oportunidades nesse ambiente.
Do ponto de vista geopolítico, o mercado global em 2026 pode enfrentar uma situação ainda mais complexa. A pressão das eleições de meio de mandato pode gerar mais turbulências políticas, e a questão da Groenlândia é apenas a ponta do iceberg de um jogo de grandes potências.
No mercado de criptomoedas, a turbulência nos mercados financeiros tradicionais está criando novas janelas de oportunidade para ativos digitais. A entrada contínua de investidores institucionais e a melhoria da infraestrutura de mercado fazem das criptomoedas uma parte cada vez mais importante na alocação global de ativos.
Quando os mercados globais entram em incerteza novamente devido à ameaça de tarifas na Groenlândia, o volume de negociações nas exchanges de criptomoedas já aumentou silenciosamente. A volatilidade das moedas fiduciárias se intensifica, e os investidores começam a direcionar seu foco para os ativos digitais.
A promessa de Trump de comprar 1 milhão de Bitcoins na conferência de Bitcoin em Las Vegas contrasta com sua postura de usar tarifas como arma no palco internacional. Esses comportamentos aparentemente contraditórios delineiam uma nova era de interseção entre o mundo cripto e a geopolítica tradicional.
Os traders de Wall Street ficam atentos a cada tweet de Trump, enquanto os investidores de criptomoedas buscam oportunidades nas brechas do fluxo de ativos globais.