O cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, destacou claramente em seu último artigo que muitos projetos de ativos digitais enfrentam vulnerabilidades nas estruturas de poder. Segundo sua análise, o problema fundamental é que toda a indústria está a perder o equilíbrio entre a “sustentabilidade do modelo de negócio” e a “evitação do risco de concentração de poder”.
Dois caminhos: dispersão natural e design intencional
Na reflexão de Vitalik, existem dois padrões distintos para alcançar a descentralização. Em alguns sistemas, a dispersão ocorre de forma natural. Por exemplo, o idioma inglês e protocolos abertos como TCP, IP e HTTP não possuem pontos de controle centralizados estruturais, tornando essencialmente difícil para uma única entidade concentrar o poder. Esses sistemas, por sua própria concepção, geram estruturas de poder plurais.
Por outro lado, muitos projetos de ativos digitais enfrentam uma realidade completamente diferente. Nesses casos, a descentralização não ocorre automaticamente, sendo imprescindível um design institucional claro e uma reforma na estrutura organizacional da equipe. A prioridade tem sido a captação de recursos para manter e expandir o negócio, o que tem levado a uma negligência na distribuição de poder dentro do projeto.
O dilema entre eficiência e dispersão de poder
O desafio destacado por Vitalik é como construir um mecanismo de dispersão de poder que minimize riscos sistêmicos, mantendo ao mesmo tempo a eficiência e rapidez na tomada de decisões centralizadas. Essa questão é considerada uma estratégia de longo prazo que o setor de ativos digitais deve enfrentar continuamente.
Ele incentiva as equipes de desenvolvimento de projetos a incorporarem, com igual importância à sustentabilidade do modelo de negócio, a revisão da estrutura de poder e o design de uma descentralização efetiva.
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Descentralização de poder em ativos criptográficos: a crise de design apontada por Vitalik
O cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, destacou claramente em seu último artigo que muitos projetos de ativos digitais enfrentam vulnerabilidades nas estruturas de poder. Segundo sua análise, o problema fundamental é que toda a indústria está a perder o equilíbrio entre a “sustentabilidade do modelo de negócio” e a “evitação do risco de concentração de poder”.
Dois caminhos: dispersão natural e design intencional
Na reflexão de Vitalik, existem dois padrões distintos para alcançar a descentralização. Em alguns sistemas, a dispersão ocorre de forma natural. Por exemplo, o idioma inglês e protocolos abertos como TCP, IP e HTTP não possuem pontos de controle centralizados estruturais, tornando essencialmente difícil para uma única entidade concentrar o poder. Esses sistemas, por sua própria concepção, geram estruturas de poder plurais.
Por outro lado, muitos projetos de ativos digitais enfrentam uma realidade completamente diferente. Nesses casos, a descentralização não ocorre automaticamente, sendo imprescindível um design institucional claro e uma reforma na estrutura organizacional da equipe. A prioridade tem sido a captação de recursos para manter e expandir o negócio, o que tem levado a uma negligência na distribuição de poder dentro do projeto.
O dilema entre eficiência e dispersão de poder
O desafio destacado por Vitalik é como construir um mecanismo de dispersão de poder que minimize riscos sistêmicos, mantendo ao mesmo tempo a eficiência e rapidez na tomada de decisões centralizadas. Essa questão é considerada uma estratégia de longo prazo que o setor de ativos digitais deve enfrentar continuamente.
Ele incentiva as equipes de desenvolvimento de projetos a incorporarem, com igual importância à sustentabilidade do modelo de negócio, a revisão da estrutura de poder e o design de uma descentralização efetiva.