Combinação de fatores favoráveis sustenta a valorização do metal amarelo
O ouro (XAU/USD) continua sua trajetória de apreciação, alcançando patamares não vistos em uma semana durante a sessão asiática de terça-feira. O metal precioso encontra demanda firme na região de US$ 4.428-4.427, refletindo uma convergência de elementos que reforçam o otimismo dos compradores.
A dinâmica atual do preço resulta principalmente de três pilares: a percepção de risco geopolítico elevado, as expectativas de flexibilização monetária pelo Federal Reserve (Fed) dos EUA e o enfraquecimento relativo do dólar americano (USD). Estes fatores, combinados, criam um ambiente propício para a continuidade dos ganhos no mercado de ouro.
Tensões internacionais e incertezas políticas fortalecem demanda por ativos de refúgio
A situação geopolítica permanecefica como catalisador importante para os fluxos de capital em direção ao ouro. Relatos sobre possíveis intervenções militares americanas na Venezuela, escalação de tensões entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, bem como a persistência do conflito Rússia-Ucrânia, mantêm os investidores em estado de alerta.
Essas preocupações com a estabilidade regional reforçam a narrativa de busca por segurança, elevando a procura pelo ouro, que historicamente funciona como porto seguro durante períodos de incerteza política e econômica.
Mercado precifica alívio nas taxas de juros do Fed para os próximos meses
Os operadores mantêm apostas robustas em dois cortes de taxa de juros pelo banco central americano ainda neste ano. Essa expectativa dovish ganhou tração após a divulgação dos Índices de Gerenciamento de Compras (PMI) mistos da segunda-feira, que não ofereceram resistência significativa ao cenário de flexibilização.
De fato, enquanto o PMI de manufatura da S&P Global se manteve em 47,9 sinalizando contração, as perspectivas de redução de custos de financiamento pelo Fed continuam a dominar o sentimento de mercado. Os analistas agora precificam um corte inicial em março, seguido de movimento adicional até final de ano.
O dólar americano, por sua vez, distancia-se de sua máxima de quase quatro semanas registrada no dia anterior, cedendo terreno justamente porque o enfraquecimento das perspectivas de manutenção de taxas elevadas reduz o atrativo relativo da moeda americana. Como o ouro não oferece rendimento, a depreciação do dólar favorece sua competitividade.
Agenda de dados econômicos mantém foco no relatório de empregos da sexta-feira
A semana se apresenta rica em indicadores macroeconômicos norte-americanos, mas a atenção dos traders permanece concentrada no relatório de empregos não agrícolas (NFP) divulgado na sexta-feira. Este indicador será determinante para fornecer novos sinais sobre a trajetória de juros do Fed e pode provocar movimentos direcionais significativos tanto no dólar quanto no preço do ouro.
Até lá, o metal precioso conta com suporte da confluência de fatores fundamentais que têm sustentado sua valorização nos últimos pregões.
Perspectiva técnica: barreira em US$ 4.445-4.450 emerge como próximo alvo
Pela ótica técnica, o rompimento da Média Móvel Simples (SMA) de 100 horas durante a noite e a movimentação subsequente para além da zona de congestionamento de US$ 4.445-4.450 representam sinais importantes para os otimistas. O Índice de Força Relativa (RSI) situa-se em 68, próximo da zona de sobrecompra, enquanto o histograma do MACD apresentou inflexão positiva, com a linha MACD operando marginalmente acima da linha de sinal.
Este quadro sugere momentum construtivo, embora a pressão para um novo impulso acima da marca de 70 no RSI continue relevante para confirmar o cenário altista. O pifo dinâmico estabelecido pela SMA de 100 horas, em US$ 4.373,28, deve conter retrocessos significativos no curto prazo, mantendo a tendência positiva intacta enquanto o preço se conservar acima deste nível.
A quebra sustentada da barreira de resistência de US$ 4.445-4.450 abriria espaço para ganhos mais expressivos, consolidando o movimento de valorização do ouro nas próximas sessões.
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Ouro alcança máximas semanais: fatores geopolíticos e apostas de corte de juros impulsionam preço
Combinação de fatores favoráveis sustenta a valorização do metal amarelo
O ouro (XAU/USD) continua sua trajetória de apreciação, alcançando patamares não vistos em uma semana durante a sessão asiática de terça-feira. O metal precioso encontra demanda firme na região de US$ 4.428-4.427, refletindo uma convergência de elementos que reforçam o otimismo dos compradores.
A dinâmica atual do preço resulta principalmente de três pilares: a percepção de risco geopolítico elevado, as expectativas de flexibilização monetária pelo Federal Reserve (Fed) dos EUA e o enfraquecimento relativo do dólar americano (USD). Estes fatores, combinados, criam um ambiente propício para a continuidade dos ganhos no mercado de ouro.
Tensões internacionais e incertezas políticas fortalecem demanda por ativos de refúgio
A situação geopolítica permanecefica como catalisador importante para os fluxos de capital em direção ao ouro. Relatos sobre possíveis intervenções militares americanas na Venezuela, escalação de tensões entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, bem como a persistência do conflito Rússia-Ucrânia, mantêm os investidores em estado de alerta.
Essas preocupações com a estabilidade regional reforçam a narrativa de busca por segurança, elevando a procura pelo ouro, que historicamente funciona como porto seguro durante períodos de incerteza política e econômica.
Mercado precifica alívio nas taxas de juros do Fed para os próximos meses
Os operadores mantêm apostas robustas em dois cortes de taxa de juros pelo banco central americano ainda neste ano. Essa expectativa dovish ganhou tração após a divulgação dos Índices de Gerenciamento de Compras (PMI) mistos da segunda-feira, que não ofereceram resistência significativa ao cenário de flexibilização.
De fato, enquanto o PMI de manufatura da S&P Global se manteve em 47,9 sinalizando contração, as perspectivas de redução de custos de financiamento pelo Fed continuam a dominar o sentimento de mercado. Os analistas agora precificam um corte inicial em março, seguido de movimento adicional até final de ano.
O dólar americano, por sua vez, distancia-se de sua máxima de quase quatro semanas registrada no dia anterior, cedendo terreno justamente porque o enfraquecimento das perspectivas de manutenção de taxas elevadas reduz o atrativo relativo da moeda americana. Como o ouro não oferece rendimento, a depreciação do dólar favorece sua competitividade.
Agenda de dados econômicos mantém foco no relatório de empregos da sexta-feira
A semana se apresenta rica em indicadores macroeconômicos norte-americanos, mas a atenção dos traders permanece concentrada no relatório de empregos não agrícolas (NFP) divulgado na sexta-feira. Este indicador será determinante para fornecer novos sinais sobre a trajetória de juros do Fed e pode provocar movimentos direcionais significativos tanto no dólar quanto no preço do ouro.
Até lá, o metal precioso conta com suporte da confluência de fatores fundamentais que têm sustentado sua valorização nos últimos pregões.
Perspectiva técnica: barreira em US$ 4.445-4.450 emerge como próximo alvo
Pela ótica técnica, o rompimento da Média Móvel Simples (SMA) de 100 horas durante a noite e a movimentação subsequente para além da zona de congestionamento de US$ 4.445-4.450 representam sinais importantes para os otimistas. O Índice de Força Relativa (RSI) situa-se em 68, próximo da zona de sobrecompra, enquanto o histograma do MACD apresentou inflexão positiva, com a linha MACD operando marginalmente acima da linha de sinal.
Este quadro sugere momentum construtivo, embora a pressão para um novo impulso acima da marca de 70 no RSI continue relevante para confirmar o cenário altista. O pifo dinâmico estabelecido pela SMA de 100 horas, em US$ 4.373,28, deve conter retrocessos significativos no curto prazo, mantendo a tendência positiva intacta enquanto o preço se conservar acima deste nível.
A quebra sustentada da barreira de resistência de US$ 4.445-4.450 abriria espaço para ganhos mais expressivos, consolidando o movimento de valorização do ouro nas próximas sessões.