A onda de redução de taxas chegou|Até onde o dólar atingiu a máxima? Interpretação da tendência do dólar em 2025 e guia de estratégias de negociação

O dólar não é apenas a moeda dos Estados Unidos, mas também um termómetro da economia global. A partir de setembro de 2024, o Federal Reserve iniciou um ciclo de redução de taxas de juros, e de acordo com o mais recente gráfico de pontos, a meta da taxa de juros do dólar deverá cair para cerca de 3% até 2026. Para os investidores globais, este espetáculo de redução de juros contém tanto oportunidades quanto riscos.

Compreender a essência da taxa de câmbio antes de aproveitar a volatilidade do dólar

A definição central da taxa de câmbio do dólar é bastante simples — ela representa a proporção de troca entre o dólar e outras moedas. Tomando o EUR/USD como exemplo, quando esse valor é 1,04, significa que 1,04 dólares podem ser trocados por 1 euro. Se esse valor subir para 1,09, indica que o euro se valorizou relativamente, enquanto o dólar enfraqueceu; por outro lado, se cair para 0,88, o dólar se valorizou em relação ao euro.

Porém, há um equívoco importante: uma redução de juros nos EUA isoladamente não leva necessariamente à queda do índice do dólar. Isso porque o índice do dólar é ponderado por várias moedas principais e também é influenciado pelas políticas dos bancos centrais de outros países e pelas condições econômicas globais. Em outras palavras, a decisão do Federal Reserve é apenas um dos fatores influentes; a postura dos demais bancos centrais ao redor do mundo é que realmente exerce o peso de equilíbrio.

Quatro fatores centrais que impulsionam as oscilações do dólar

A política de juros é o principal motor. Um ambiente de altas taxas de juros atrai fluxos de capital para ativos denominados em dólar, elevando seu valor; taxas baixas, por sua vez, podem levar à saída de capital. Mas os investidores devem estar atentos ao fato de que o mercado reage às expectativas de mudança nas taxas, e não apenas às mudanças efetivas. O gráfico de pontos é uma ferramenta para antecipar essas expectativas — mercados inteligentes geralmente não esperam o aumento de juros confirmado para começar a valorizar o dólar.

A oferta de dólares também é crucial. A flexibilização quantitativa (QE) aumenta a oferta de dólares no mercado, reduzindo seu valor; o aperto quantitativo (QT) faz o contrário, podendo impulsionar a valorização. Essas mudanças também apresentam atrasos, portanto, os investidores devem acompanhar de perto as direções das políticas do Federal Reserve.

O cenário do comércio internacional molda a tendência de longo prazo da taxa de câmbio. Os EUA mantêm um déficit comercial de longo prazo (importações maiores que exportações), o que afeta o equilíbrio entre oferta e demanda de dólares. Aumento de importações exige mais dólares, potencialmente elevando o dólar; aumento de exportações reduz a demanda por dólares. Contudo, esses efeitos tendem a se refletir ao longo do tempo.

A confiança política global é um suporte invisível. O dólar tornou-se a moeda de liquidação global devido à confiança na força dos EUA. Se os EUA mantiverem sua liderança política, econômica e militar, o dólar não sofrerá desvalorizações significativas. Contudo, a onda de “desdolarização” vem crescendo — desde a criação do euro, lançamento do petróleo negociado em yuan, até o surgimento de criptomoedas, tudo isso mina o monopólio do dólar. Desde 2022, vários países perderam confiança nos títulos do Tesouro dos EUA e aumentaram suas reservas de ouro. Se os EUA não conseguirem restabelecer essa confiança, a liquidez do dólar pode diminuir.

Retrospectiva histórica: desempenho do dólar em eventos importantes

Nos últimos 50 anos, o índice do dólar passou por 8 fases importantes, cada uma relacionada a eventos globais de grande impacto:

Durante a crise financeira de 2008, o pânico levou a uma forte fuga de capital para o dólar, atingindo picos históricos no índice. Em 2020, com o impacto da pandemia, o Fed injetou liquidez em grande escala, pressionando o dólar inicialmente, mas posteriormente, com a recuperação econômica dos EUA, o dólar se recuperou com força. Nos ciclos de alta de juros de 2022-2023, a postura hawkish do Fed elevou o dólar frente à maioria das moedas, chegando perto de um máximo histórico de 114.

Em 2024-2025, com o início do ciclo de redução de juros, a atratividade do dólar diminui, e o fluxo de capital começa a se direcionar para ativos de maior retorno, como criptomoedas e ouro. Essa mudança representa um novo desafio à dominância do dólar.

Previsão do movimento do dólar em 2025: alta volátil e posterior pressão

Com base no cenário macro atual, alguns fatores-chave merecem atenção:

Política comercial mais agressiva prejudica o dólar. Os EUA estão adotando uma postura cada vez mais agressiva na política comercial, não apenas contra um país, mas promovendo guerras tarifárias globais. Isso pode reduzir o comércio com os EUA, enfraquecendo a demanda pelo dólar.

A tendência de desdolarização continua. Países ao redor do mundo reduzem sua dependência do dólar, enquanto o preço do ouro sobe continuamente, refletindo a busca por alternativas ao dólar.

No geral, os fatores negativos superam os positivos. O índice do dólar provavelmente permanecerá em alta volatilidade por um ano, com tendência a enfraquecer gradualmente, mas sem uma desvalorização abrupta e definitiva.

Um detalhe importante muitas vezes negligenciado: embora o dólar esteja começando a reduzir as taxas, as demais moedas que compõem o índice (exceto o iene) também estão iniciando ciclos de corte de juros. Quem reduzir mais rápido ou mais profundamente influenciará diretamente a força relativa das moedas. Por exemplo, se o Banco Central Europeu atrasar a redução de juros enquanto o Fed continua a diminuir, o euro pode se valorizar frente ao dólar, pressionando o dólar.

Outro risco a considerar é o conflito geopolítico. Com várias crises globais em andamento, uma nova crise ou tempestade financeira pode fazer o capital retornar ao dólar — pois sua essência é ser uma moeda de refúgio.

Qual será o valor máximo que o dólar pode atingir? Essa questão não tem uma resposta definitiva, mas com base em dados históricos, o índice do dólar atingiu mais de 114 em 2023. Com o ciclo de redução de juros em andamento, é pouco provável que ultrapasse esse nível, e o dólar deve oscilar entre 100 e 110.

A relação do dólar com outros ativos

O ouro se beneficia bastante. Quando o dólar enfraquece, a demanda por ouro geralmente aumenta — pois, ao ser cotado em dólares, sua desvalorização torna a compra de ouro mais barata. Em ambientes de redução de juros, o ouro se torna ainda mais atrativo, já que não oferece rendimento, e a queda nas taxas de juros reduz o custo de oportunidade de investir em ouro.

O mercado de ações apresenta uma dualidade. A redução de juros nos EUA aumenta a liquidez, beneficiando ações de tecnologia e crescimento. Mas, se o dólar enfraquecer demais, investidores estrangeiros podem migrar para a Europa, Japão ou mercados emergentes, reduzindo o fluxo de capital para as ações americanas.

As criptomoedas podem se beneficiar. A desvalorização do dólar geralmente diminui o poder de compra, elevando a demanda por ativos que protejam contra a inflação. O Bitcoin, como “ouro digital”, costuma ser visto como uma reserva de valor em tempos de turbulência econômica, desvalorização do dólar ou aumento da inflação.

Diferenciais de desempenho entre principais pares de moedas:

No câmbio USD/JPY, o Banco do Japão já encerrou o ciclo de juros extremamente baixos, e há uma expectativa de que o iene se valorize, enquanto o dólar possa enfraquecer frente ao iene.

No caso do dólar com o dólar de Taiwan, embora a política de juros siga a do dólar, a demanda por controle de mercado imobiliário pode limitar cortes de juros. Como Taiwan é altamente exportador, uma taxa de câmbio mais baixa favorece o comércio, então o dólar taiwanês deve se valorizar pouco.

No euro, apesar do desempenho relativamente forte recentemente, a economia europeia enfrenta dificuldades — inflação ainda elevada, crescimento fraco. Se o Banco Central Europeu reduzir juros gradualmente, o dólar pode sofrer alguma pressão, mas o impacto deve ser limitado.

Como investir na prática: buscando oportunidades na volatilidade do dólar

A força ou fraqueza do dólar impacta diretamente o retorno dos investimentos, a alocação de ativos e o planejamento de riqueza a longo prazo. Este ciclo de redução de juros vai reconfigurar os fluxos de capital.

No curto prazo, os dados de CPI divulgados mensalmente tendem a gerar oscilações significativas no índice do dólar, criando oportunidades de compra ou venda. Os investidores podem antecipar essas movimentações analisando as expectativas do mercado e os resultados reais.

No longo prazo, o princípio de que “incerteza é oportunidade” é fundamental. Conflitos geopolíticos, mudanças inesperadas na política dos bancos centrais, dados econômicos acima ou abaixo do esperado… cada evento pode abrir novas oportunidades de negociação. O segredo é preparar-se com antecedência, entender a lógica do movimento do dólar, e não apenas seguir a maré passivamente.

Para quem deseja fazer negociações sistemáticas de dólar e ativos relacionados, é essencial escolher plataformas que suportem negociações 24 horas e tenham custos baixos, para aproveitar ao máximo cada oportunidade no mercado global.

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