Relatório de emprego não agrícola provoca expectativas de volatilidade do dólar; operadores de mercado apostam na possibilidade de redução de juros em 2026

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Os Estados Unidos divulgarão em 16 de dezembro o primeiro relatório de emprego importante após a abertura do governo, incluindo os dados parciais de não-farm em outubro e os dados completos de não-farm de novembro. A publicação deste relatório estabelecerá o tom para os movimentos subsequentes do mercado.

Divergências nas Expectativas do Mercado

De acordo com previsões gerais, o número de empregos não-farm nos EUA em outubro deverá diminuir 10 mil, enquanto os dados de novembro devem mostrar um forte aumento, com 130 mil novos empregos. No entanto, economistas do Citibank mantêm uma postura cautelosa em relação a essa recuperação, acreditando que o crescimento se deve principalmente a fatores de ajuste sazonal, e não a uma “melhoria substancial na demanda por mão de obra”.

Expectativa de Corte de Juros Domina o Humor do Mercado

O mais recente gráfico de pontos do Federal Reserve indica que haverá apenas uma redução de juros em 2026. Contudo, os operadores de mercado têm atitudes bastante diferentes; os dados da ferramenta FedWatch do CME mostram que os traders estão apostando que o Fed fará duas reduções de juros em 2026, uma a mais do que o indicado oficialmente. Com base nas expectativas atuais do mercado, o próximo corte de juros do Fed está previsto para abril de 2026, com uma probabilidade de 61%.

George Catrambone, chefe de renda fixa da DWS Americas, enfatiza: “A direção das taxas de juros será determinada pelo desempenho do mercado de trabalho; esses dados de não-farm são cruciais.”

No entanto, Kevin Flanagan, chefe de estratégia de renda fixa da WisdomTree, alerta que, devido ao impacto da paralisação do governo na coleta de dados, o valor de referência do relatório desta semana pode ser limitado. Ele recomenda que os investidores direcionem seu foco para o relatório de emprego de dezembro, que será divulgado pelo Bureau of Labor Statistics em 9 de janeiro de 2026.

Dados de Não-Farm Determinam o Movimento do Dólar, Ações e Ouro

Se os dados de não-farm superarem as expectativas, isso reforçará a expectativa de manutenção das taxas de juros pelo Fed, impulsionando a valorização do dólar e prejudicando as ações e o ouro. Por outro lado, se os dados forem fracos, o mercado aumentará as apostas em cortes de juros, o que enfraquecerá o dólar e beneficiará o ouro e as ações.

O Morgan Stanley acredita que há espaço suficiente para o dólar cair, prevendo uma queda de 5% na primeira metade de 2026, com o mercado já precificando um ciclo de cortes de juros mais profundo.

O Citibank tem uma visão oposta, acreditando que a economia dos EUA manterá um forte dinamismo, continuando a atrair fluxos de capital internacional, o que sustentará a taxa de câmbio do dólar. A instituição afirma: “O potencial de recuperação do ciclo do dólar em 2026 é forte.”

O foco do mercado já está claramente voltado para os dados de emprego desta semana, que estabelecerão a base para os movimentos de curto prazo do dólar, ações e ouro.

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