Este mês, o mercado de metais preciosos tem estado em alta. Ouro, prata, platina e paládio têm atingido recordes consecutivos, e o preço do cobre também tem subido. No dia 22 de dezembro, registou-se o oitavo dia consecutivo de subida, com a platina a atingir 2097 dólares por onça (máximo desde 2008), e o paládio a ultrapassar 1800 dólares por onça (o ponto mais alto desde 2023).
Uma olhada na valorização desde o início do ano mostra o quão forte tem sido: ouro subiu 68% no acumulado, prata disparou 133%, platina aumentou 129%, e o preço do cobre também subiu 36%. Isto não é uma movimentação isolada de um produto, mas uma celebração coletiva de metais preciosos e metais industriais.
Fatores-chave que impulsionam esta tendência
Por que está a acontecer esta situação? A análise de mercado aponta três fatores importantes.
Primeiro, o ciclo de redução de taxas do Federal Reserve. Em 2025, já houve três cortes de juros, e o mercado espera mais dois cortes em 2026, somando-se ao enfraquecimento do dólar, o que fornece suporte de longo prazo aos metais preciosos. Em segundo lugar, o aumento do risco geopolítico — sanções aos Venezuela, entre outros fatores, elevaram a procura por ativos de refúgio, levando os investidores a recorrerem às tradicionais opções de proteção.
A oferta também está apertada. Os mercados de prata e cobre têm visto uma acumulação massiva por parte de comerciantes preocupados com as tarifas dos EUA, que estão a armazenar stocks para arbitragem, levando a uma maior escassez global. Somando-se aos fatores macroeconómicos acima, o desequilíbrio entre oferta e procura tem amplificado ainda mais o impulso de subida.
Como as instituições veem o mercado em 2026?
A previsão mais otimista vem do Goldman Sachs. Eles acreditam que os bancos centrais globais continuarão a comprar ouro de forma robusta em 2026, e com o Federal Reserve a continuar a cortar 50 pontos base ao longo do ano, o preço do ouro pode atingir 4900 dólares por onça. O Bank of America é ainda mais agressivo, prevendo que o ouro possa chegar a 5000 dólares por onça.
Para a prata, as previsões são ainda mais ousadas. Michele Schneider, estrategista da MarketGauge, aponta que a relação ouro-prata ainda tem espaço para uma forte queda, o que significa que a prata tem potencial de subida, prevendo que em 2026 a prata atinja 75 dólares por onça, e recomenda que qualquer recuo seja visto como uma oportunidade de compra. O Crédit Agricole é ainda mais agressivo, prevendo que a prata possa atingir 100 dólares por onça até ao final de 2026.
No que diz respeito ao cobre, o Citibank acredita que, devido ao acúmulo de stocks nos EUA que provoca escassez de oferta noutras regiões, o preço do cobre poderá atingir uma média de 13.000 dólares por tonelada no segundo trimestre de 2026.
Este ciclo de alta nos metais é resultado de uma combinação de fatores que ressoam em uníssono: políticas dos bancos centrais, riscos geopolíticos e o panorama da oferta, todos apontando na mesma direção — há espaço para mais valorização dos metais preciosos e metais industriais.
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Os metais preciosos ultrapassaram coletivamente o teto, continuarão a subir até 2026? Que revelações trazem as previsões de várias instituições
Este mês, o mercado de metais preciosos tem estado em alta. Ouro, prata, platina e paládio têm atingido recordes consecutivos, e o preço do cobre também tem subido. No dia 22 de dezembro, registou-se o oitavo dia consecutivo de subida, com a platina a atingir 2097 dólares por onça (máximo desde 2008), e o paládio a ultrapassar 1800 dólares por onça (o ponto mais alto desde 2023).
Uma olhada na valorização desde o início do ano mostra o quão forte tem sido: ouro subiu 68% no acumulado, prata disparou 133%, platina aumentou 129%, e o preço do cobre também subiu 36%. Isto não é uma movimentação isolada de um produto, mas uma celebração coletiva de metais preciosos e metais industriais.
Fatores-chave que impulsionam esta tendência
Por que está a acontecer esta situação? A análise de mercado aponta três fatores importantes.
Primeiro, o ciclo de redução de taxas do Federal Reserve. Em 2025, já houve três cortes de juros, e o mercado espera mais dois cortes em 2026, somando-se ao enfraquecimento do dólar, o que fornece suporte de longo prazo aos metais preciosos. Em segundo lugar, o aumento do risco geopolítico — sanções aos Venezuela, entre outros fatores, elevaram a procura por ativos de refúgio, levando os investidores a recorrerem às tradicionais opções de proteção.
A oferta também está apertada. Os mercados de prata e cobre têm visto uma acumulação massiva por parte de comerciantes preocupados com as tarifas dos EUA, que estão a armazenar stocks para arbitragem, levando a uma maior escassez global. Somando-se aos fatores macroeconómicos acima, o desequilíbrio entre oferta e procura tem amplificado ainda mais o impulso de subida.
Como as instituições veem o mercado em 2026?
A previsão mais otimista vem do Goldman Sachs. Eles acreditam que os bancos centrais globais continuarão a comprar ouro de forma robusta em 2026, e com o Federal Reserve a continuar a cortar 50 pontos base ao longo do ano, o preço do ouro pode atingir 4900 dólares por onça. O Bank of America é ainda mais agressivo, prevendo que o ouro possa chegar a 5000 dólares por onça.
Para a prata, as previsões são ainda mais ousadas. Michele Schneider, estrategista da MarketGauge, aponta que a relação ouro-prata ainda tem espaço para uma forte queda, o que significa que a prata tem potencial de subida, prevendo que em 2026 a prata atinja 75 dólares por onça, e recomenda que qualquer recuo seja visto como uma oportunidade de compra. O Crédit Agricole é ainda mais agressivo, prevendo que a prata possa atingir 100 dólares por onça até ao final de 2026.
No que diz respeito ao cobre, o Citibank acredita que, devido ao acúmulo de stocks nos EUA que provoca escassez de oferta noutras regiões, o preço do cobre poderá atingir uma média de 13.000 dólares por tonelada no segundo trimestre de 2026.
Este ciclo de alta nos metais é resultado de uma combinação de fatores que ressoam em uníssono: políticas dos bancos centrais, riscos geopolíticos e o panorama da oferta, todos apontando na mesma direção — há espaço para mais valorização dos metais preciosos e metais industriais.