Bitcoin iniciou a semana sob pressão vendedora significativa, testando a zona dos US$ 87.700 após mais uma rejeição na barreira dos US$ 90 mil. Esse nível se consolidou como principal referência técnica, concentrando liquidez e atraindo ordens de venda desde as semanas anteriores. A incapacidade de romper essa marca mantém o ativo em movimento lateral, sem direção clara definida entre compradores e vendedores.
O contexto atual é marcado por descasamento de fluxos de capital. Enquanto ouro e prata renovam máximas históricas em cenários de incerteza macroeconômica, Bitcoin não acompanha o mesmo dinamismo, contrariando os padrões históricos de correlação positiva em ambientes de aversão ao risco. Essa divergência sugere realocação seletiva de capital entre ativos defensivos.
Dinâmica técnica sob o prisma das médias móveis
No gráfico de quatro horas, o Bitcoin enfrenta rejeições recorrentes nas médias móveis simples e exponenciais de 200 períodos. Essas estruturas funcionam como zona de controle e definem as barreiras dinâmicas para movimentos de médio prazo. Enquanto o preço permanecer abaixo dessas médias, o comportamento lateral tende a persistir, com novos testes de suporte mais prováveis que avanços direcionais.
A recuperação desse patamar representa condição essencial para a restauração de uma estrutura de alta mais robusta. Cada tentativa de rompimento tem sido acompanhada por aumento exponencial de oferta, impedindo movimentos mais fortes e mantendo o equilíbrio entre demanda e oferta.
Posições vendidas e reduções sazonais de liquidez
Instituições abriram posições vendidas em Bitcoin, Ether e Solana totalizando aproximadamente US$ 250 milhões, em estratégia defensiva contra riscos de correções adicionais. O impacto dessas operações amplifica-se em ambiente de liquidez comprimida, caracterizado pela redução da profundidade nos livros de ordem.
Com a aproximação do fim do ano, muitos operadores retraíram exposição para preservar ganhos acumulados. Esse comportamento sazonal reduz significativamente a liquidez global, aumentando sensibilidade do mercado a operações menores e gerando volatilidade abrupta mesmo na ausência de catalisadores externos.
A profundidade limitada dos mercados eleva a probabilidade de movimentos sharper em períodos de volatilidade, exigindo maior cautela dos participantes.
Indicadores de momentum apresentam sinais construtivos apesar da fraqueza de preço. No gráfico de três dias, o RSI registra mínimas mais altas enquanto o preço forma mínimas mais baixas—configuração caracterizadora de divergência altista clássica. Padrões similares em ciclos anteriores antecederam movimentos de alta relevante.
A divergência também se manifesta na relação BTC/XAU. Com ouro aproximando-se de US$ 4.500 por onça, o Bitcoin mostra perda relativa de valor, sugerindo possível compressão técnica. Essa dinâmica não funciona como gatilho isolado, mas indica enfraquecimento progressivo da pressão vendedora.
Durante a semana de Natal, liquidez tende a permanecer reduzida, amplificando tanto movimentos de continuação quanto reversões rápidas em resposta a dados macroeconômicos.
Capitulação de mineradores e reorganização da taxa de hash
A rede enfrenta período crítico de estresse para mineradores. A taxa de hash caiu 4%—queda mais acentuada desde o primeiro semestre de 2024—em paralelo a retração mensal de 9% no preço. A volatilidade realizada de 30 dias ultrapassou 45%, não observada desde abril de 2025.
Operadores menos eficientes desligaram equipamentos para evitar prejuízos operacionais, reduzindo pressão de venda estrutural no médio prazo. Esse processo de eliminação de agentes marginais tende a criar estabilidade uma vez que remove necessidade urgente de liquidação de ativos para cobrir custos.
Deslocamento de infraestrutura: Xinjiang, inteligência artificial e barreiras de entrada
Cerca de 400 mil máquinas foram desligadas na província de Xinjiang, removendo aproximadamente 1,3 GW de capacidade em 24 horas. A realocação de energia para centros de dados de inteligência artificial reflete margens superiores oferecidas por essa atividade comparadas à mineração tradicional.
Estimativas indicam que até 10% da taxa de hash global pode ser perdida permanentemente nesse processo. A reorganização concentra mineração em operadores com acesso a energia mais barata e infraestrutura mais eficiente, elevando significativamente barreiras de entrada.
Para equipamentos como Bitmain S19 XP, o preço de equilíbrio da eletricidade caiu de US$ 0,12 para US$ 0,077 por kWh em um ano—redução de 36%. Operações incapazes de acompanhar essa compressão de custos enfrentam risco crescente de inviabilidade econômica.
Apoio estatal, recuperação histórica e perspectiva de médio prazo
Apesar das dificuldades atuais, pelo menos 13 países participam de mineração de Bitcoin com algum grau de apoio estatal, visando soberania energética ou monetária. Essa diversificação geográfica oferece certa resiliência estrutural ao ecossistema.
Historicamente, quedas na taxa de hash foram seguidas por retornos positivos em 65% dos casos após 90 dias. Durante períodos de contração da taxa de hash dentro de janelas de 90 dias, o retorno médio em seis meses alcançou 72%, sugerindo que capitulação de mineradores costuma coincidir com exaustão progressiva de pressão vendedora.
O cenário atual, embora desafiador no curto prazo, pode sinalizar preparação para recuperação estrutural mais consistente nos próximos trimestres.
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Bitcoin enfrenta resistência nos US$ 90 mil enquanto criptomoedas promissoras sofrem com liquidez reduzida e posições vendidas atingem US$ 250 milhões
Bitcoin iniciou a semana sob pressão vendedora significativa, testando a zona dos US$ 87.700 após mais uma rejeição na barreira dos US$ 90 mil. Esse nível se consolidou como principal referência técnica, concentrando liquidez e atraindo ordens de venda desde as semanas anteriores. A incapacidade de romper essa marca mantém o ativo em movimento lateral, sem direção clara definida entre compradores e vendedores.
O contexto atual é marcado por descasamento de fluxos de capital. Enquanto ouro e prata renovam máximas históricas em cenários de incerteza macroeconômica, Bitcoin não acompanha o mesmo dinamismo, contrariando os padrões históricos de correlação positiva em ambientes de aversão ao risco. Essa divergência sugere realocação seletiva de capital entre ativos defensivos.
Dinâmica técnica sob o prisma das médias móveis
No gráfico de quatro horas, o Bitcoin enfrenta rejeições recorrentes nas médias móveis simples e exponenciais de 200 períodos. Essas estruturas funcionam como zona de controle e definem as barreiras dinâmicas para movimentos de médio prazo. Enquanto o preço permanecer abaixo dessas médias, o comportamento lateral tende a persistir, com novos testes de suporte mais prováveis que avanços direcionais.
A recuperação desse patamar representa condição essencial para a restauração de uma estrutura de alta mais robusta. Cada tentativa de rompimento tem sido acompanhada por aumento exponencial de oferta, impedindo movimentos mais fortes e mantendo o equilíbrio entre demanda e oferta.
Posições vendidas e reduções sazonais de liquidez
Instituições abriram posições vendidas em Bitcoin, Ether e Solana totalizando aproximadamente US$ 250 milhões, em estratégia defensiva contra riscos de correções adicionais. O impacto dessas operações amplifica-se em ambiente de liquidez comprimida, caracterizado pela redução da profundidade nos livros de ordem.
Com a aproximação do fim do ano, muitos operadores retraíram exposição para preservar ganhos acumulados. Esse comportamento sazonal reduz significativamente a liquidez global, aumentando sensibilidade do mercado a operações menores e gerando volatilidade abrupta mesmo na ausência de catalisadores externos.
A profundidade limitada dos mercados eleva a probabilidade de movimentos sharper em períodos de volatilidade, exigindo maior cautela dos participantes.
Divergências técnicas sinalizando exaustão vendedora
Indicadores de momentum apresentam sinais construtivos apesar da fraqueza de preço. No gráfico de três dias, o RSI registra mínimas mais altas enquanto o preço forma mínimas mais baixas—configuração caracterizadora de divergência altista clássica. Padrões similares em ciclos anteriores antecederam movimentos de alta relevante.
A divergência também se manifesta na relação BTC/XAU. Com ouro aproximando-se de US$ 4.500 por onça, o Bitcoin mostra perda relativa de valor, sugerindo possível compressão técnica. Essa dinâmica não funciona como gatilho isolado, mas indica enfraquecimento progressivo da pressão vendedora.
Durante a semana de Natal, liquidez tende a permanecer reduzida, amplificando tanto movimentos de continuação quanto reversões rápidas em resposta a dados macroeconômicos.
Capitulação de mineradores e reorganização da taxa de hash
A rede enfrenta período crítico de estresse para mineradores. A taxa de hash caiu 4%—queda mais acentuada desde o primeiro semestre de 2024—em paralelo a retração mensal de 9% no preço. A volatilidade realizada de 30 dias ultrapassou 45%, não observada desde abril de 2025.
Operadores menos eficientes desligaram equipamentos para evitar prejuízos operacionais, reduzindo pressão de venda estrutural no médio prazo. Esse processo de eliminação de agentes marginais tende a criar estabilidade uma vez que remove necessidade urgente de liquidação de ativos para cobrir custos.
Deslocamento de infraestrutura: Xinjiang, inteligência artificial e barreiras de entrada
Cerca de 400 mil máquinas foram desligadas na província de Xinjiang, removendo aproximadamente 1,3 GW de capacidade em 24 horas. A realocação de energia para centros de dados de inteligência artificial reflete margens superiores oferecidas por essa atividade comparadas à mineração tradicional.
Estimativas indicam que até 10% da taxa de hash global pode ser perdida permanentemente nesse processo. A reorganização concentra mineração em operadores com acesso a energia mais barata e infraestrutura mais eficiente, elevando significativamente barreiras de entrada.
Para equipamentos como Bitmain S19 XP, o preço de equilíbrio da eletricidade caiu de US$ 0,12 para US$ 0,077 por kWh em um ano—redução de 36%. Operações incapazes de acompanhar essa compressão de custos enfrentam risco crescente de inviabilidade econômica.
Apoio estatal, recuperação histórica e perspectiva de médio prazo
Apesar das dificuldades atuais, pelo menos 13 países participam de mineração de Bitcoin com algum grau de apoio estatal, visando soberania energética ou monetária. Essa diversificação geográfica oferece certa resiliência estrutural ao ecossistema.
Historicamente, quedas na taxa de hash foram seguidas por retornos positivos em 65% dos casos após 90 dias. Durante períodos de contração da taxa de hash dentro de janelas de 90 dias, o retorno médio em seis meses alcançou 72%, sugerindo que capitulação de mineradores costuma coincidir com exaustão progressiva de pressão vendedora.
O cenário atual, embora desafiador no curto prazo, pode sinalizar preparação para recuperação estrutural mais consistente nos próximos trimestres.