Quais são as diferenças entre um ataque DoS e um ataque DDoS e por que os investidores em criptomoedas deveriam estar cientes disso?

A segurança na internet é hoje uma questão crítica, especialmente quando se trata da proteção de ativos digitais. Uma das ameaças de segurança mais comuns são os ataques conhecidos como DoS e DDoS. Embora os dois termos sejam frequentemente usados de forma intercambiável, tratam-se de duas ameaças distintas com diferentes impactos e características.

Princípio básico do ataque DoS

Ataque DoS (Denial-of-Service) significa a interrupção intencional da disponibilidade de um serviço ou rede. O atacante sobrecarrega o servidor com um enorme volume de dados ou envia um grande número de solicitações maliciosas, o que faz com que o servidor se torne indisponível para usuários autorizados. Esta é uma metodologia que é utilizada desde o início dos anos 2000, quando um hacker canadense de 15 anos atacou os servidores de grandes empresas de e-commerce, expondo assim a vulnerabilidade da infraestrutura online.

Embora os ataques DoS pareçam simples, existem várias suas variantes. Cada uma foca em um aspecto diferente da comunicação e infraestrutura de rede. A duração desses ataques varia de minutos a vários dias, dependendo do tipo e da intensidade do ataque escolhido.

Principais tipos de ataques DoS

Sobrecarga de cache é uma das variantes mais comuns. O atacante envia mais dados do que o servidor estava preparado. Isso causa sobrecarga, falha do processo ou uma interrupção completa.

ICMP inundação foca em dispositivos mal configurados na rede. Um atacante faz com que eles enviem pacotes para todos os nós em vez de apenas um, congestionando assim a rede com tráfego desnecessário. Este método é frequentemente chamado de “ping da morte”.

SYN flood funciona assim, onde o atacante inicia uma conexão com o servidor, mas nunca a verifica completamente. Em vez disso, ele se concentra gradualmente em todas as portas disponíveis, causando sua falha gradual.

Ataque DDoS – uma variante distribuída e mais poderosa

A principal diferença entre um ataque DoS e um ataque DDoS reside em sua escala. Enquanto um ataque DoS vem de um único local, um ataque DDoS (Distributed Denial-of-Service) é lançado simultaneamente de muitas fontes diferentes. Isso significa que o atacante controla uma rede de dispositivos comprometidos (botnet) e coordena sua ação contra um único alvo.

Esta divisão de ataques também explica por que os ataques DDoS são mais eficazes e mais difíceis de parar. Sua origem é mais difícil de rastrear, e por isso se tornaram o método nº 1 para entidades com más intenções. Os sistemas de defesa comuns projetados contra uma única fonte de tráfego mostram-se ineficazes aqui.

Exchanges de criptomoedas em perigo

Nos últimos anos, as bolsas de criptomoedas tornaram-se cada vez mais alvo destes ataques. Não é surpresa – cada interrupção da bolsa tem consequências financeiras para os operadores e utilizadores. Um exemplo emblemático é o ataque ao Bitcoin Gold logo após o seu lançamento, quando um ataque DDoS desligou o site da rede por várias horas.

Incidentes semelhantes ocorreram em outros projetos e bolsas, o que aumentou a necessidade de proteção mais robusta. De um modo geral, os servidores web não são os únicos alvos – qualquer dispositivo conectado à internet pode estar na mira dos atacantes.

Como o blockchain se protege contra ataques

Embora os sites de câmbio estejam ameaçados, o próprio blockchain possui uma forte proteção contra esses ataques. Sua arquitetura descentralizada é uma barreira natural.

Se alguns nós estiverem indisponíveis ou offline, a rede continua a funcionar sem interrupções. As transações são verificadas normalmente e, assim que os nós afetados retornam à rede, eles se sincronizam com as informações mais recentes.

O Bitcoin, como a blockchain mais antiga e maior, demonstra o mais alto nível de resistência. Devido ao elevado número de nós e ao enorme hashrate, é praticamente impossível que qualquer ataque perturbe significativamente a rede.

Garantias técnicas e a sua força

O mecanismo de proof-of-work no Bitcoin garante que todos os dados na rede estão protegidos por provas criptográficas. Os blocos verificados são praticamente imutáveis. Para que alguém tentasse modificar transações passadas, teria que decifrar toda a história da blockchain, o que é impraticável mesmo para os computadores mais potentes.

Teoricamente, um atacante poderia conseguir isso se controlasse mais de 50% da hash rate (51% ataque), mas mesmo assim, poderia influenciar apenas os últimos blocos. Tal ataque seria rapidamente detectado e a comunidade imediatamente atualizaria o protocolo para se defender.

Em conclusão, pode-se dizer que, enquanto os servidores de bolsa precisam ser protegidos contra ataques DDoS por métodos tradicionais, a blockchain em si tem mecanismos embutidos que a tornam muito resistente a esses tipos de ataques.

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