
Uma Collateralized Debt Position (CDP) é uma estrutura de empréstimo descentralizada em que criptoativos são bloqueados como garantia para gerar dívida, normalmente em stablecoins. As CDPs são criadas, gerenciadas e executadas por contratos inteligentes, ou seja, todos os limites de empréstimo, acúmulo de juros e regras de liquidação são aplicados automaticamente na cadeia.
No sistema de CDP, o usuário deposita criptoativos elegíveis em um cofre. Enquanto o valor da garantia permanecer acima do índice de colateralização exigido, é possível emitir ou tomar stablecoins emprestadas usando esse valor como lastro. Se o valor da garantia cair e o índice ficar abaixo do limite de liquidação do protocolo, o sistema liquida automaticamente parte ou toda a garantia para quitar a dívida em aberto, aplicando taxas e penalidades conforme definido pelo protocolo.
As CDPs são um dos pilares das finanças descentralizadas, pois permitem que usuários acessem liquidez sem a necessidade de vender seus ativos. Essa estrutura possibilita manter a posse dos ativos enquanto atende a necessidades de liquidez ou decisões de gestão de portfólio.
Para quem mantém ativos como ETH ou BTC no longo prazo, as CDPs permitem liberar valor sem encerrar a posição. No entanto, CDPs também trazem obrigações de juros e risco de liquidação caso o valor da garantia caia, sendo fundamental entender esses mecanismos antes de utilizá-los.
CDPs funcionam com parâmetros predefinidos, aplicados continuamente por contratos inteligentes.
Exemplo ilustrativo: Se o ETH está cotado a 2.000 USD e 1 ETH é depositado como garantia, uma CDP com índice mínimo de 150% permite tomar emprestado até cerca de 1.333 USD. Se o ETH cair para 1.600 USD, o índice de colateralização cai para aproximadamente 120%, podendo acionar a liquidação conforme as regras do protocolo.
CDPs são empregadas principalmente em protocolos de finanças descentralizadas, embora mecanismos semelhantes de empréstimo colateralizado também estejam presentes em plataformas centralizadas, sob outros nomes.
Independentemente da implementação, o princípio central é o mesmo: ativos voláteis garantem passivos estáveis, exigindo aplicação rigorosa dos índices para proteger a solvência do sistema.
Reduzir o risco em CDPs requer gestão conservadora e monitoramento constante.
CDPs e protocolos de empréstimo permitem tomar empréstimos usando garantias, mas têm estruturas diferentes.
No sistema de CDP, cada usuário abre um cofre separado. Parâmetros de risco, taxas e liquidações afetam apenas aquela posição.
Protocolos de empréstimo como Aave e Compound operam com pools de liquidez compartilhados. Os tomadores pegam recursos desses pools, e as taxas de juros variam dinamicamente conforme oferta e demanda. CDPs funcionam como empréstimos garantidos individuais, enquanto protocolos de empréstimo são sistemas de liquidez coletiva.
No mercado financeiro tradicional, empréstimos colateralizados normalmente envolvem ativos físicos, como imóveis ou veículos. Em cripto, os ativos empenhados são tokens digitais bloqueados em contratos inteligentes. CDPs se baseiam em criptoativos empenhados que ficam inacessíveis até que a dívida e as taxas acumuladas sejam totalmente pagas.
DAI é uma stablecoin descentralizada cujo valor é mantido por CDPs supercolateralizadas. Incentivos definidos no protocolo estimulam usuários a emitir ou quitar DAI conforme necessário, ajudando a manter seu valor perto de 1 USD.
O índice de colateralização é calculado dividindo o valor da garantia pelo valor emprestado. Os requisitos mínimos variam por protocolo, mas manter um índice mais alto oferece proteção extra contra liquidação.
A Gate não oferece cofres CDP nativos. Usuários podem negociar tokens ligados a ecossistemas de CDP, enquanto as interações diretas com CDPs ocorrem em protocolos descentralizados especializados.
A liquidação ocorre quando o índice de colateralização de uma posição cai abaixo do mínimo exigido pelo protocolo. O sistema vende a garantia para pagar a dívida em aberto e aplica penalidade conforme as regras do protocolo. O resultado depende do tipo de garantia, parâmetros do protocolo e condições de mercado.


