

Dogecoin é uma criptomoeda baseada em blockchain cuja oferta diária resulta da mineração. Segundo a estrutura técnica do Dogecoin, a rede gera um bloco por minuto, recompensando 10.000 DOGE por bloco. Assim, o limite teórico máximo de emissão diária é de 14.400.000 DOGE. Entretanto, fatores práticos — como dificuldade da rede, competição de hashrate e custo de eletricidade — fazem com que a emissão real fique bem abaixo desse teto teórico.
A mineração de Dogecoin segue três etapas principais. Primeiro, o minerador prepara o ambiente, configurando ferramentas essenciais como pools de mineração e equipamentos dedicados. Nos pools mais populares, o usuário cadastra-se e acessa o site oficial, localiza a opção de mineração e clica em “Go Mining”, configurando subcontas e demais detalhes necessários. Em seguida, o minerador configura o software, utilizando ferramentas como CGMiner ou EasyMiner, e insere parâmetros como informações do pool e endereços de carteira. Por fim, na execução da mineração, basta iniciar o software e clicar em “Start Mining” para começar as operações. Durante todo o processo, é fundamental monitorar o hardware para evitar problemas como superaquecimento.
O hashrate representa a capacidade computacional do equipamento de mineração e é medido em hashes por segundo (H/s) e seus múltiplos. Esse indicador mostra quantos cálculos de hash o equipamento realiza a cada segundo. Por exemplo, um minerador com 10 GH/s (gigahashes por segundo) executa 10 bilhões de cálculos de hash por segundo. Quanto maior o hashrate, maior o número de operações realizadas no mesmo período, aumentando as chances de minerar mais Dogecoin diariamente. Portanto, o hashrate é um dos principais fatores para a rentabilidade da mineração.
A produção diária de Dogecoin depende de fatores como dificuldade da rede, competição de hashrate e custos de eletricidade. Como os mineradores utilizam equipamentos com diferentes taxas de processamento, o rendimento diário em DOGE pode variar. Por exemplo, um equipamento de 300 MH/s (megahashes por segundo) minera cerca de 9.000 DOGE ao dia; um de 500 MH/s, aproximadamente 15.000 DOGE; e um minerador de alto desempenho, com 1 GH/s (gigahash por segundo), pode minerar cerca de 30.000 DOGE por dia. Esse cenário demonstra a relação direta entre o hashrate e o resultado da mineração.
A oferta diária de Dogecoin resulta da atividade de mineração na rede, com potencial teórico de até 14,4 milhões de DOGE ao dia. Com métodos adequados, alocação eficiente de hashrate e monitoramento constante do hardware, mineradores podem conquistar recompensas proporcionais. Contudo, a produção diária real de DOGE é determinada por fatores como dificuldade da rede, competição de hashrate e custos de energia, exigindo decisões baseadas no equipamento e nas condições de mercado de cada minerador.
Dogecoin não possui limite absoluto de oferta. Inicialmente, o limite era de 100 bilhões de DOGE, mas foi alterado para uma emissão anual fixa de 5 bilhões de DOGE, tornando a oferta total teoricamente ilimitada. Essa estrutura diferencia Dogecoin do Bitcoin.
Os mineradores geram 1.800 BTC diariamente. O sistema produz um bloco a cada 10 minutos, totalizando 144 blocos por dia. Com uma recompensa de 12,5 BTC por bloco, a produção diária permanece fixa em 1.800 BTC.
A dificuldade de mineração do Dogecoin é ajustada a cada 250 blocos. O protocolo recalibra automaticamente a dificuldade conforme a razão entre o tempo real de mineração dos 250 blocos anteriores e o tempo-alvo (um minuto por bloco), garantindo estabilidade na média de geração dos blocos.
O lucro da mineração de Dogecoin depende do hashrate individual, da dificuldade total da rede e da recompensa por bloco. Um novo bloco é criado a cada 62 segundos, com recompensa de 10.000 DOGE. A fórmula do lucro é: (hashrate individual ÷ hashrate total da rede) × recompensa do bloco. Para o resultado real, é necessário descontar custos de energia elétrica e hardware.





