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Observação na América do Norte | Trump volta a mencionar a possibilidade de "sair da NATO" e a aliança entre EUA e Europa mostra novamente fissuras
Hora local de 1 de abril, o presidente dos EUA, Trump, ao falar sobre o conflito com o Irã, voltou a apontar o dedo para a NATO. Ele afirmou que os EUA irão “retirar-se em breve” do Irã, mas expressou “extrema insatisfação” com a postura dos aliados da NATO em relação à questão do Médio Oriente, e afirmou que “está absolutamente considerando” fazer os EUA saírem desta aliança militar transatlântica. Quase ao mesmo tempo, a NATO anunciou que o secretário-geral, Stoltenberg, visitará os EUA na próxima semana para se reunir com Trump.
Trump vinculou diretamente o campo de batalha do Irã ao futuro da NATO, colocando novamente as relações transatlânticas em um ponto sensível: por um lado, as divergências entre EUA e Europa sobre a questão do Irã se tornaram públicas; por outro, os EUA tocaram novamente na questão de “sair da NATO”, um tema considerado até então difícil de imaginar. Em torno da mais recente declaração de Trump, uma questão mais profunda voltou à tona — será que as contradições estruturais entre os EUA e a NATO estão entrando em uma nova fase?
△Secretário-geral da NATO, Stoltenberg (foto de arquivo)
Será possível sair se quiser?
Pelas cláusulas do tratado, os membros da NATO não estão impedidos de sair. Segundo o Artigo 13 do Tratado do Atlântico Norte, qualquer país membro pode, ao enviar uma notificação de saída ao governo dos EUA, deixar oficialmente a organização após um ano.
Porém, o problema é que o arranjo institucional dos EUA é muito mais complexo do que o texto do tratado sugere. No final de 2023, o Congresso americano acrescentou na Lei de Autorização de Defesa uma cláusula que estabelece claramente que o presidente não pode sair unilateralmente da NATO, a menos que obtenha o apoio de dois terços do Senado ou que o Congresso aprove uma legislação específica.
Isso significa que, mesmo que o presidente manifeste vontade política de sair, o procedimento real de retirada ainda precisa do apoio do Congresso, o que na prática nos EUA não é fácil.
No entanto, restrições legais não equivalem a falta de espaço de manobra. Especialistas em política de segurança geralmente acreditam que, mesmo sem uma saída formal, o presidente pode alterar o papel dos EUA na NATO por meio de redução de tropas, enfraquecimento da cooperação militar ou diminuição de compromissos políticos. Como alguns analistas apontam, o que realmente importa não é tanto se os EUA sairão imediatamente do tratado, mas sim que, mesmo permanecendo na aliança, a Casa Branca pode criar incertezas constantes, enfraquecendo a dissuasão da NATO.
△Trump ameaça sair da NATO, agravando tensões com aliados
Contradições de longa data
Na verdade, as tensões entre os EUA e a NATO não começaram hoje.
Na narrativa política de Trump, a NATO tem sido há muito tempo retratada como uma “arranjo de segurança em que os EUA assumem custos excessivos e a Europa investe pouco”. Durante seu primeiro mandato, ele criticou várias vezes os aliados europeus por seus baixos gastos em defesa e ameaçou que, se os países não atingissem as metas de gastos militares, os EUA poderiam não cumprir suas obrigações de defesa.
Após o início deste novo mandato, esses atritos não apenas não se suavizaram, mas se acumularam sob um novo contexto geopolítico. Os EUA, por um lado, exigem que a Europa assuma mais responsabilidades de defesa; por outro, esperam que a NATO desempenhe um papel mais ativo sob a liderança americana em questões como o conflito com o Irã, a situação no Estreito de Hormuz e a segurança global mais ampla. Mas a compreensão europeia não é essa. O governo francês, em 1 de abril, afirmou publicamente que a função da NATO é garantir a segurança da região Europa-Atlântico, e não endossar tarefas ofensivas na direção do Estreito de Hormuz, defendendo que as crises relacionadas devem ser resolvidas por meio do quadro da ONU e de vias diplomáticas.
Mais importante ainda, essa divergência deixou de ser apenas uma disputa entre Trump e aliados europeus, e começou a refletir uma reavaliação interna do próprio governo dos EUA sobre o papel da NATO. O secretário de Estado, Blinken, afirmou em 1 de abril que, após o fim do conflito com o Irã, os EUA podem precisar “reavaliar” sua relação com os aliados da NATO, justamente porque a Europa não quis oferecer apoio mais substancial na guerra. No dia anterior, o Pentágono também enviou sinais simbólicos. Quando questionado sobre o Artigo 5 da NATO, que garante a defesa coletiva, o secretário de Defesa, Austin, não reafirmou diretamente esse princípio, mas disse que a decisão dependeria do próprio Trump. Para a Europa, essa postura indica que a desconfiança dos EUA em relação à NATO está evoluindo de uma queixa sobre a contribuição dos aliados para uma dúvida sobre o próprio compromisso político da aliança.
△NATO (foto de arquivo)
Impactos que se estendem além
A tensão na relação entre os EUA e a NATO certamente não ficará restrita às disputas internas da aliança, mas se estenderá a várias camadas da situação regional, remodelando a posição estratégica dos EUA em duas frentes principais.
O impacto mais imediato se manifesta no atual campo de batalha do Oriente Médio. As divergências internas na NATO indicam que a Europa tende a ver a questão do Irã como uma crise que não deve ser inteiramente gerida pela NATO. Assim, no futuro, os EUA provavelmente dependerão mais de cooperação bilateral, alianças temporárias ou ações militares pontuais na gestão da região, ao invés de uma mobilização unificada sob o quadro da NATO.
Porém, o impacto mais profundo será sentido na Europa. Desde o início da guerra na Ucrânia, a NATO tem sido vista como o núcleo do sistema de segurança europeu. Se os EUA começarem a questionar politicamente seu compromisso com a aliança, mesmo sem uma saída formal, isso poderá enfraquecer sua dissuasão, levando a Europa a reavaliar sua própria base de segurança.
De fato, já há discussões mais frequentes na Europa sobre uma “NATO mais europeizada”, na qual a responsabilidade pela defesa recairia mais sobre os próprios europeus, para responder a uma possível retração estratégica dos EUA. O presidente finlandês, Sauli Niinistö, após uma conversa com Trump em 1 de abril, também falou publicamente sobre a formação de uma “NATO mais europeizada”.
Isso significa que a tensão entre EUA e Europa não afetará apenas a questão do Irã, mas poderá impactar toda a estrutura de segurança europeia por trás do conflito na Ucrânia.
△Trump reitera a possibilidade de sair da NATO, ameaçando a relação cada vez mais tensa com a Europa e o futuro da organização
Visita de Stoltenberg aos EUA: a aliança em uma encruzilhada
Neste momento sensível, o secretário-geral da NATO, Stoltenberg, está prestes a visitar os EUA. Embora a NATO tenha declarado que a visita foi agendada há muito tempo, é evidente que, diante do cenário atual, seu significado político é completamente diferente.
A principal missão de Stoltenberg na visita é tentar estabilizar o compromisso básico dos EUA com a NATO, evitando que a “saída da NATO” se transforme de uma ameaça política em uma fragilidade institucional; também busca coordenar-se minimamente com os EUA na questão do Irã, sem que a aliança toda seja arrastada para uma guerra que a maioria dos países europeus não deseja assumir; além disso, pretende responder às demandas de Trump por uma maior responsabilidade europeia, sem criar uma ruptura aberta na aliança, e redefinir as funções e responsabilidades internas da NATO.
No que diz respeito ao futuro, o cenário mais provável não é uma saída imediata dos EUA da NATO, mas uma situação mais complexa e perigosa: por um lado, os EUA permaneceriam nominalmente na aliança, mas com compromissos mais condicionais, negociados e incertos; por outro, a Europa aceleraria seus investimentos em defesa e autonomia de segurança, mas ainda não conseguiria substituir completamente os EUA.
De uma perspectiva mais longa, a disputa atual reflete uma questão cada vez mais clara dentro da NATO: em um mundo mais multipolar, os EUA estão dispostos a continuar liderando a segurança como fizeram na era da Guerra Fria? E a Europa está preparada para assumir uma responsabilidade maior nesse sistema?
A mais recente declaração de Trump sobre “sair da NATO” lembra que o relacionamento transatlântico está entrando em uma nova fase. Nessa fase, a relação entre EUA e NATO pode evoluir de uma disputa sobre “quem lidera a aliança” para um teste sobre “quanto de consenso estratégico ainda resta na aliança”.
(Repórter da CCTV, Wu Weihong)
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