A verdade escondida por trás da máxima histórica nominal
O preço do Bitcoin atingiu em outubro de 2025 mais de 126.000 dólares nominalmente – um marco que dominou as manchetes. Mas uma análise detalhada da Galaxy Research revelou uma realidade menos otimista: medido em dólares de 2020 ajustados pela inflação, o pico real do Bitcoin foi de apenas 99.848 dólares. Essa discrepância evidencia o quanto a inflação desde 2020 consumiu o poder de compra do dólar americano.
Alex Thorn, Chefe de Pesquisa da Galaxy, divulgou essa constatação e destacou um problema fundamental para os investidores: sem ajuste pela inflação, recordes de preço nominais podem enganar. O índice de preços ao consumidor (CPI), que é registrado pelo US Bureau of Labour Statistics, mostra claramente que os preços ao consumidor aumentaram cerca de 25 por cento desde 2020 – em outras palavras: um dólar hoje possui apenas cerca de 80 por cento do poder de compra de cinco anos atrás.
Por que o ajuste pelo CPI é crucial
Um calculador de índice de preços ao consumidor ilustra a gravidade dessa evolução. A inflação acumulada desde 2020 significa que bens e serviços que custavam 100 dólares na época hoje custam cerca de 125 dólares. Os dados do CPI de novembro mostraram um aumento anual de 2,7 por cento – um valor que continua a erodir a confiança na estabilidade do dinheiro fiduciário.
Essa realidade forçou os investidores a reorientar suas estratégias. Quem manteve Bitcoin nos últimos cinco anos viu ganhos nominais expressivos, mas, na prática, o desempenho ficou bem abaixo das expectativas. Com a cotação atual do BTC em 90.220 dólares, fica claro: até mesmo a máxima histórica de 126.080 dólares, avaliada em dólares constantes de 2020, é completamente diferente.
A fraqueza do dólar como catalisador para as criptomoedas
O índice do dólar americano (DXY) perdeu cerca de onze por cento de valor em 2025, caindo para 97,8 pontos. Em setembro, o índice marcou até uma mínima de três anos, de 96,3 pontos. Essa fraqueza persistente se intensificou desde outubro de 2022, pois o dólar vem perdendo terreno continuamente em relação a outras moedas globais.
A Federal Reserve buscava uma meta de inflação de dois por cento – mas o valor real ainda está bem acima disso. Após o pico de mais de nove por cento em meados de 2022, em consequência da pandemia de COVID-19, a inflação permanece persistente. Essa conjuntura macroeconômica alimenta o chamado “método de proteção do poder de compra”, no qual investidores institucionais e privados recorrem cada vez mais ao Bitcoin e outros ativos digitais – não como um objeto de especulação, mas como uma proteção contra a desvalorização do dinheiro.
Sinais de mercado e perspectivas
Apesar do alívio inflacionário ajustado, há indícios de estabilização do mercado. Diversos analistas apontam para uma correção saudável: o alavancagem especulativa foi retirada do sistema, e a liquidez estrutural melhora. Embora os produtos negociados em bolsa (ETPs) tenham registrado saídas, sinais agressivos de compra por parte de empresas e a persistência de investidores de longo prazo em Bitcoin continuam a se mostrar presentes.
A análise da Galaxy reforça uma conclusão central: quem entende o Bitcoin como uma proteção contra a inflação não deve se deixar levar por oscilações de preço de curto prazo. A performance real, ajustada pela inflação em dólares, revela que o Bitcoin pode cumprir sua função fundamental mesmo em quedas nominais – a preservação de patrimônio em tempos de desvalorização do dinheiro.
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Ajuste pela inflação revela: a marca recorde real do Bitcoin permanece abaixo de 100.000 dólares
A verdade escondida por trás da máxima histórica nominal
O preço do Bitcoin atingiu em outubro de 2025 mais de 126.000 dólares nominalmente – um marco que dominou as manchetes. Mas uma análise detalhada da Galaxy Research revelou uma realidade menos otimista: medido em dólares de 2020 ajustados pela inflação, o pico real do Bitcoin foi de apenas 99.848 dólares. Essa discrepância evidencia o quanto a inflação desde 2020 consumiu o poder de compra do dólar americano.
Alex Thorn, Chefe de Pesquisa da Galaxy, divulgou essa constatação e destacou um problema fundamental para os investidores: sem ajuste pela inflação, recordes de preço nominais podem enganar. O índice de preços ao consumidor (CPI), que é registrado pelo US Bureau of Labour Statistics, mostra claramente que os preços ao consumidor aumentaram cerca de 25 por cento desde 2020 – em outras palavras: um dólar hoje possui apenas cerca de 80 por cento do poder de compra de cinco anos atrás.
Por que o ajuste pelo CPI é crucial
Um calculador de índice de preços ao consumidor ilustra a gravidade dessa evolução. A inflação acumulada desde 2020 significa que bens e serviços que custavam 100 dólares na época hoje custam cerca de 125 dólares. Os dados do CPI de novembro mostraram um aumento anual de 2,7 por cento – um valor que continua a erodir a confiança na estabilidade do dinheiro fiduciário.
Essa realidade forçou os investidores a reorientar suas estratégias. Quem manteve Bitcoin nos últimos cinco anos viu ganhos nominais expressivos, mas, na prática, o desempenho ficou bem abaixo das expectativas. Com a cotação atual do BTC em 90.220 dólares, fica claro: até mesmo a máxima histórica de 126.080 dólares, avaliada em dólares constantes de 2020, é completamente diferente.
A fraqueza do dólar como catalisador para as criptomoedas
O índice do dólar americano (DXY) perdeu cerca de onze por cento de valor em 2025, caindo para 97,8 pontos. Em setembro, o índice marcou até uma mínima de três anos, de 96,3 pontos. Essa fraqueza persistente se intensificou desde outubro de 2022, pois o dólar vem perdendo terreno continuamente em relação a outras moedas globais.
A Federal Reserve buscava uma meta de inflação de dois por cento – mas o valor real ainda está bem acima disso. Após o pico de mais de nove por cento em meados de 2022, em consequência da pandemia de COVID-19, a inflação permanece persistente. Essa conjuntura macroeconômica alimenta o chamado “método de proteção do poder de compra”, no qual investidores institucionais e privados recorrem cada vez mais ao Bitcoin e outros ativos digitais – não como um objeto de especulação, mas como uma proteção contra a desvalorização do dinheiro.
Sinais de mercado e perspectivas
Apesar do alívio inflacionário ajustado, há indícios de estabilização do mercado. Diversos analistas apontam para uma correção saudável: o alavancagem especulativa foi retirada do sistema, e a liquidez estrutural melhora. Embora os produtos negociados em bolsa (ETPs) tenham registrado saídas, sinais agressivos de compra por parte de empresas e a persistência de investidores de longo prazo em Bitcoin continuam a se mostrar presentes.
A análise da Galaxy reforça uma conclusão central: quem entende o Bitcoin como uma proteção contra a inflação não deve se deixar levar por oscilações de preço de curto prazo. A performance real, ajustada pela inflação em dólares, revela que o Bitcoin pode cumprir sua função fundamental mesmo em quedas nominais – a preservação de patrimônio em tempos de desvalorização do dinheiro.